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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Falta de mão de obra qualificada afeta 65% das empresas, diz CNI

Pesquisa da CNI revela que há mais dificuldade para encontrar profissionais de nível técnico e operadores. Escassez de mão de obra qualificada atinge especialmente as grandes empresas.

A falta de trabalhador qualificado é um problema para 65% das empresas industriais brasileiras dos segmentos extrativa e de transformação. A dificuldade é maior para as de grande e médio porte, mas também atinge as pequenas. Os dados fazem parte da pesquisa Sondagem Especial – Falta de Trabalhador Qualificado na Indústria, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (28), em Brasília. O estudo, no qual foram consultadas 1.761 empresas entre 1º e 11 de abril deste ano, revela situação semelhante à identificada na edição anterior da pesquisa, em 2011.


Desde então, o problema só perdeu importância para as indústrias de pequeno porte, grupo em que o percentual de entrevistados com problemas para encontrar mão de obra qualificada caiu de 68% para 61%. Entre as de médio porte, o índice se manteve em 66%; já nas de grande porte, houve discreto aumento – de 66% para 68%. “Desde o fim de 2010, a indústria não cresce e, ainda assim, os empresários têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. À medida que a indústria voltar a crescer, o problema vai se acirrar”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, responsável pela pesquisa.



Na análise das ocupações dentro das indústrias, a pesquisa revela que há dificuldade para encontrar profissionais qualificados para todas as áreas, desde operadores para a produção até o nível gerencial. Os empresários consultados que afirmaram que a falta de trabalhador qualificado é um problema destacam que a escassez é maior entre operadores e técnicos para a produção: 90% disseram ter problemas para encontrar operadores de produção e 80% para trabalhadores de nível técnico (veja tabela). Juntos, esses dois tipos de profissionais respondem por cerca de 70% dos contratados na indústria.

           Falta de trabalhador qualificado por área de empresa


Operadores para a produção
90%
Técnicos para a produção
 80%
 Administrativa
 68%
 Vendas/marketing
 67%
 Engenheiros para a produção Gerencial
 61%
 Gerencial
 60%
 Pesquisa e desenvolvimento
 59%

  

COMPETITIVIDADE – Ainda de acordo com os empresários entrevistados, a falta de trabalhador prejudica principalmente a busca pela eficiência e a redução de desperdícios. O aspecto foi referido por 74% dos entrevistados em que a falta de trabalhador qualificado é um problema, seguido por garantia de melhoria da qualidade dos produtos fabricados (61%) e expansão da produção (39%). 


A principal saída encontrada para isso tem sido a capacitação dentro das empresas, com atividades desenhadas especificamente para atender à própria realidade, o que é adotado por 81% dos entrevistados em que a falta de trabalhador qualificado é um problema. Quarenta e três por cento fortalecem a política de retenção do trabalhador (com salários e benefícios) e 38% realizam capacitações fora das empresas. A estratégia de investir em automação aparece em quinto lugar na lista e é adotada por 24% das empresas (26% entre as de pequeno porte, 24% entre as médias e 21% entre as grandes).



A baixa qualidade da educação básica é referida por 49% dos empresários que lidam com a falta de trabalhador qualificado como o principal obstáculo para investir na qualificação. Quarenta e três por cento afirmam que existe pouco interesse dos trabalhadores e quarenta e dois por cento dizem que, ao investir em qualificação, a empresa perde o trabalhador para o mercado.



DETALHAMENTO – Outros estudos realizados pela CNI buscam detalhar as razões da falta trabalhador qualificado. De acordo com o diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, a questão está ligada a uma série de fatores que vão desde o nível de escolaridade, a educação voltada para o trabalho até o aspecto comportamental no ambiente laboral.



“A preparação para o trabalho é mais complexa do que simplesmente anos de estudo. Na indústria, são necessários conhecimentos específicos, além de habilidades comportamentais e de comunicação que acabam por afetar o desempenho e a produtividade dos trabalhadores”, ressalta Lucchesi.



Entre as hipóteses, está a de que conhecimentos e habilidades obtidas pelos trabalhadores na educação formal não atendem ao que os empregadores desejam. “Nos últimos anos, vimos que o percentual de trabalhadores da indústria com, pelo menos, o ensino médio completo aumentou, mas não detectamos diferenças na percepção da qualidade da mão de obra pelos empregadores”, destaca. Entre 2007 e 2012, o percentual de trabalhadores da indústria com ensino médio completo passou de 43,1% para 53,4%.

Outra possibilidade é a de que a carência de mão de obra qualificada decorra da falta de formação básica geral. Conscientes da necessidade de qualificar os trabalhadores para as tarefas da própria empresa, os empregadores oferecem esse tipo de treinamento, mas a baixa qualidade da educação básica impediria que as competências específicas se desenvolvessem.


Diante disso – afirma o diretor-geral do SENAI – o desafio está em repensar a qualidade da educação formal oferecida hoje e o quanto ela colabora para melhorar a empregabilidade dos trabalhadores. “Se o quadro atual não mudar, a falta de qualidade do trabalhador vai se tornar um entrave para o crescimento do país”. 

FONTE: Portal da Indústria Brasileira

sexta-feira, 26 de julho de 2013

CNI lamenta veto ao fim do adicional de 10% do FGTS


Confederação Nacional da Indústria (CNI) lamentou o veto ao Projeto de Lei Complementar 200/2012, que prevê o fim do adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segudo a entidade, extinção desta contribuição extra, paga pelas empresas em casos de demissão sem justa causa, era uma antiga reivindicação das empresas, que em 2001 haviam concordado com a criação de um tributo provisório para evitar a falência do FGTS. Para a CNI, como as empresas fizeram sua parte no acordo, o adicional não tem mais por que existir.

A CNI estima que a manutenção do tributo continuará a representar um ônus mensal de R$ 270 milhões para as empresas de todos os portes e de todos os setores. Este é o valor médio que as empresas vinham desembolsando com o adicional de 10% do FGTS, desde julho de 2012, quando deveria ter sido extinto, segundo orientação da Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos.

DIREITOS GARANTIDOS - A CNI ressalta que o fim desta contribuição em nada afeta os direitos e garantias do trabalhador. O PLP 200/2012 não elimina ou altera a multa recissória de 40% sobre o saldo do FGTS, também pago em caso de demissão sem justa causa, e que vai para o bolso do empregado dispensado. "O adicional de 10% do FGTS, por sua vez, é destinado ao caixa do governo federal e representa um ônus pesado e descabido para as empresas brasileiras", explica a entidade.

TRIBUTO PROVISÓRIO - Em 2001, a contribuição extra foi instituída, fruto de um grande acordo entre governo, empresários e trabalhadores com única e exclusiva finalidade de cobrir um rombo de R$ 42 bilhões no FGTS, devido a 38 milhões de correntistas lesados nos planos Verão (1989) e Collor I (1990). Na opinião da CNI, não há base legal para se manter a cobrança do adicional, uma vez que ele foi criado em caráter provisório e cumpriu o objetivo original para o qual havia sido criado.

Levantamento feito pela CNI no balanço do FGTS mostra que, de julho de 2012 a abril de 2013, mais de R$ 2,7 bilhões foram desembolsados de forma indevida pelo setor privado. Com a extinção do tributo, os recursos que deixarão de ser gastos com a contribuição poderão ser direcionados para investimentos na ampliação da capacidade produtiva, na qualificação profissional e em inovação.

Fonte: Portal da Indústria

terça-feira, 21 de maio de 2013

CNI lança compromisso para dobrar produtividade da indústria até 2022


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou hoje (21), em Brasília, o documento intitulado Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, que estabelece metas e objetivos visando à melhoria da indústria nacional e ao aumento da competitividade até 2022, ano em que o Brasil completa 200 anos de independência.
O documento define que, no período até 2022, a participação dos produtos manufaturados brasileiros deve subir dos atuais 1,7% para 2,2% da produção mundial. O mapa estratégico também prevê que a produtividade média da indústria nacional dobre, no mesmo período. O índice alcançaria 4,5% ao ano, ante a média de 2,3%, alcançada nos últimos 20 anos.
Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022 é resultado de pesquisa de nove meses entre 500 representantes empresariais que, durante esse período, identificaram os fatores-chave para aumentar a capacidade de produção da indústria e ampliar a participação do segmento na economia nacional.
Segundo o presidente da CNI, Robson Andrade, o trabalho desenha a visão da indústria no país e destaca os principais obstáculos do segmento. “O grande desafio é elevar os níveis de produtividade e eficiência, atuando nos fatores-chave de competitividade. A indústria pode ser maior e melhor”, disse.
A seleção dos fatores impactantes levou em consideração o impacto relevante e direto na competitividade da indústria, e a abrangência e durabilidade do impacto do fator-chave, em termos de ganho de produtividade. Além disso, foram destacadas “as oportunidades e ameaças decorrentes das mudanças em curso no Brasil e no mundo com maior impacto na atividade industrial”.
Para atingir percentuais elevados, o estudo destaca que o país precisa de fundamentos macroeconômicos sólidos e percentual de tributos cumulativos que “reduzam as incertezas e geram confiança para o investidor”.
Para isso, foram identificados dez fatores-chave “capazes de garantir a produtividade e competência da indústria na próxima década”. São eles: educação; ambiente macroeconômico; eficiência do Estado; segurança jurídica e burocracia; desenvolvimento de mercados; relações de trabalho; financiamento; infraestrutura; tributação; e inovação e produtividade.
Segundo o estudo, os requisitos selecionados têm impacto relevante e direto na competitividade da indústria nacional por terem abrangência e durabilidade em termos de ganho de produtividade.

Leia a publicação na íntegra:
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FONTE: Agência Brasil/CNI 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Indústria: CLT não acompanhou a evolução das relações de trabalho


A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preserva características de uma época em que o trabalhador era menos protegido. Hoje, porém, o conjunto de leis que integra a CLT está desatualizado e a excessiva proteção ao empregado dificulta acordos entre empregadores e sindicatos.
Esta, em resumo, é a opinião da Confederação Nacional da Indústria (CNI), manifestada no documento 101 Mudanças para Modernização Trabalhista, elaborado pela entidade com auxílio de empresários e entidades sindicais vinculadas à confederação, e lançado em dezembro de 2012. O texto propõe, em face da realidade atual, mudanças de regras da CLT.
Confira as propostas da CNI:


“Prestes a completar 70 anos, a CLT está embasada na premissa de que todos os trabalhadores são hipossuficientes (desprovidos de recursos que permitam a sobrevivência) porque foi concebida em um momento histórico marcado pelo predomínio do trabalho na agricultura”, assinala o estudo.
Uma das mudanças propostas pela entidade está na negociação coletiva: a CNI considera a CLT um entrave para os acordos coletivos entre empregadores e sindicatos trabalhistas. Com frequência, o Poder Judiciário tem afastado a validade de diversas negociações coletivas. O texto sugere que seja reconhecida a legitimidade das negociações coletivas entre sindicatos.
O documento propõe alterar os mecanismos de terceirização e questiona o conceito de atividade-fim, área da empresa que impede trabalho terceirizado. Para a CNI, não há uma clara definição dos limites entre atividade-fim e atividade-meio. “A inexistência de uma conceituação e de possibilidade de verificação objetiva do que efetivamente seja atividade-meio e atividade-fim causa insegurança jurídica e uma série de transtornos às empresas”.
No documento, a confederação defende a livre terceirização e descarta uma fragmentação do poder de negociação do trabalhador. “No caso de terceirização em atividades ditas fins, normalmente o trabalhador está no mesmo sindicato dos trabalhadores da contratante, o que reduz a fragmentação defendida pelas entidades sindicais”.
Sylvia Lorena de Sousa, gerente executiva de relações do trabalho da CNI, lembra que o projeto de lei (PL) 4330/04, que tramita na Câmara dos Deputados, poderia solucionar o problema e ainda proteger o empregado. “O PL 4330/04 regulamenta essa terceirização, permitindo-a em quaisquer atividades. E também protege os trabalhadores. Esse PL traz regras que as empresas que prestam o serviço devem ter. Por exemplo, a empresa contratante tem responsabilidade subsidiária sobre os empregados da contratada e tem a obrigação de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa contratada”.
O estudo também levanta a possibilidade de alteração da contribuição no FGTS pelas micro e pequenas empresas, com intuito de estimular o aumento de empregos formais no setor. Os 8% praticados atualmente seriam reduzidos para o correspondente a 2% do salário do empregado. Sylvia, no entanto, enfatiza a importância do diálogo entre patrões e empregados. “Esse é um tema que pode ser objeto de negociação coletiva. O que se busca é um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas, para aumentar sua competitividade e incrementar a produtividade”.
A gerente de relações do trabalho enfatiza que não é objetivo das propostas prejudicar os trabalhadores. “O que se pretende é modernizar as relações do trabalho. Deve ser harmonizada a competitividade, a produtividade e também os ganhos do trabalhador. Não se quer, em nenhum momento, suprimir direitos dos trabalhadores com essas propostas”.

FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasileiro tem menos medo de perder o emprego, mostra CNI


Os brasileiros têm menos medo de perder o emprego hoje, do que tinham no ano passado. O levantamento Termômetros da Sociedade Brasileira, divulgado hoje (5) pela Confederação Nacional da Indústria mostra que o Índice de Medo do Desemprego (IMD) foi de 69 pontos, queda de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2012. Na comparação com o dezembro de 2012, quando foi feita a última análise, a queda foi de 7,4%.
O levantamento também avalia a satisfação do brasileiro com a vida. O Índice de Satisfação com a Vida (ISV), apresentou recuo de 0,8% em relação a dezembro do ano passado, atingindo 104,8 pontos.
Para essa pesquisa, a CNI usa como parâmetro o ano de 2003, quando os índices foram fixados em 100 pontos. A partir daí, o medo do desemprego e a satisfação com a vida são medidos de acordo com a variação em relação a esse ano. Os dois índices do levantamento não têm relação direta, necessariamente, apesar de indicarem tendências relacionadas. A pesquisa é uma mensuração momentânea, feita por meio de perguntas diretas.
"A percepção das pessoas reflete o que está ocorrendo no mercado de trabalho. O emprego formal e a renda dos trabalhadores continuam crescendo", disse em, nota, o economista da CNI Marcelo Azevedo.
As regiões Norte e Centro-Oeste foram as que registraram opiniões mais otimistas em relação ao mercado e trabalho, com redução de 15,6% do IMD. Os trabalhadores com nível superior de ensino e que moram nas capitais também estão entre os mais otimistas. A faixa etária mais insegura em relação aos postos de trabalho foi a de jovens entre 16 e 24 anos, com índice de 71,8 pontos – 2,9 pontos a mais do que a média. As mulheres, de acordo com o levantamento, têm menos medo do desemprego e são mais satisfeitas com a vida, do que os homens.
A melhora do índice relacionado ao desemprego era esperada pela CNI desde o final do ano passado, quando apostaram que o desempenho da indústria seria melhor em 2013 do que em 2012, aumentando a geração de emprego e a formalização dos postos de trabalho.
A pesquisa Termômetros da Sociedade Brasileira entrevistou cerca de 2 mil pessoas, em 143 municípios brasileiros de todos os estados da Federação na primeira quinzena de março.
FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 19 de março de 2013

Governo e presidenta Dilma batem recordes de aprovação


A aprovação do governo Dilma Rousseff bate novo recorde, com 63% dos brasileiros avaliando a gestão da presidenta como boa ou ótima, segundo a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 29%, a gestão do governo é avaliada como regular, enquanto 7% a consideram ruim ou péssima.
A aprovação do modo de governar e a confiança na presidenta também bateram recordes: 79% dos brasileiros aprovam o governo Dilma, contra 17% de desaprovação; e 75% confiam na presidenta, contra 22% que dizem não confiar. O otimismo com relação ao restante do governo cresceu três pontos percentuais e atingiu a marca de 65%.
Nas duas últimas pesquisas, divulgadas em setembro e dezembro, o índice que avaliou a gestão da presidenta como boa ou ótima se manteve estável em 62%. A estabilidade na avaliação havia se mantido também no que se refere ao percentual de pessoas que consideravam o governo regular (29%) e ruim/péssimo (7%); e na expectativa positiva das pessoas em relação ao restante do governo, com 62% manifestando ótima ou boa expectativa – mesmo índice da pesquisa anterior.
Em dezembro, a pesquisa havia apontado que 78% dos brasileiros aprovavam o modo de governar da presidenta, enquanto 17% desaprovava; e que 73% das pessoas confiavam nela.
Para 61% dos brasileiros, o governo Dilma é igual ao do ex-presidente Lula. A novidade é que pela primeira vez o percentual que considera o atual governo melhor que o de Lula (20%) é maior do que o que considera o contrário (18%). Na pesquisa de dezembro, 21% considerava o governo Lula melhor, e 19% considerava o de Dilma melhor.
A pesquisa CNI-Ibope foi feita entre os dias 8 e 11 de março, a partir de 2.002 entrevistas em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança do estudo é de 95%.
FONTE: Agência Brasil