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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Governo assina quarto acordo para redução de sal nos alimentos industrializados

Laticínios, embutidos e sopas prontas entraram na lista de alimentos que devem sofrer redução de sódio, porque o consumo elevado é um dos causadores de hipertensão arterial. A medida está no quarto acordo destinado a diminuir a quantidade do produto em alimentos industrializados. O documento foi assinado hoje (5) pelo Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).
Com o compromisso, chega a 16 o número de grupos alimentares incluídos. A meta nacional é retirar 28 mil toneladas de sódio de alimentos até 2020. O sódio está presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados. É usado não só para dar sabor. Exerce outras funções, incluindo a de conservante.
“Muitos produtos têm muito sal e as pessoas nem sabem. São produtos que, cada vez mais, entram na alimentação das pessoas, estão no refeitório do trabalho e na merenda escolar. Por isso, a importância estratégica da parceria com a indústria”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O compromisso firmado hoje prevê que nos próximos quatro anos ocorra redução de 68% do sódio no queijo muçarela, de 63% no requeijão cremoso, 59% em hamburgueres, 54,8% em empanados, 29,8% em salsichas e 33,2% em sopas prontas. A lista completa dos produtos e metas de redução de sódio está no site do Ministério da Saúde.
Desde a assinatura do primeiro acordo, em 2011, a estimativa é que 11,3 toneladas de sódio tenham sido retiradas de alimentos. “Encontramos caminhos e estamos procurando soluções para conseguir bater a meta antes 2020. Uma parte disso vai depender de educação. Precisamos informar às crianças sobre educação alimentar, e também ajudar o governo a comunicar os hábitos saudáveis”, disse o presidente da Associação, Edmundo Klotz.
Antes do acordo assinado hoje, estavam na lista de alimentos que devem sofre redução do sódio pães de tipo bisnaga, mistura para bolos, salgadinhos de milho, caldos, batata frita, biscoitos e maionese.
A Pesquisa do Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sódio por dia, considerando o sal de mesa e o sódio dos alimentos. O consumo é mais que o dobro das cinco gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.
FONTE: Agência Crateús

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Governo quer evitar que inflação de alimentos contagie outras áreas


Apesar de o índice de inflação oficial de abril ter ficado acima das previsões, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (9) que o índice está sob controle e que há uma tendência de queda nos próximos meses. Depois de reunião com a bancada do PT na Câmara, o ministro frisou que a alta dos preços está concentrada no setor de alimentos e que o governo está tomando todas as medidas para evitar que outras áreas sejam afetadas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,55% em abril, informou ontem (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera a taxa de 0,47% registrada em março.
“A tendência da inflação é cair nos próximos meses, não obstante, estamos atentos, tomando as medidas necessárias para impedir a difusão e o contágio de outros setores. Este é o perigo: outros setores ficarem achando que vai haver um aumento generalizado e podem querem subir a inflação. Isso não está ocorrendo. A inflação não é generalizada, está muito mais concentrada no setor de alimentos e isso vai cair, todo mundo sabe”, disse Mantega.
O ministro comemorou a queda no índice de difusão, que calcula em quantos setores há inflação. Segundo ele, os preços no atacado já estão em queda e isso vai ter reflexos no varejo nos próximos meses. “Temos que ficar atentos a isso [com a indexação da economia] para não permitirmos o contágio, mas o índice de difusão deu uma melhorada em abril. Caiu de 69% para 65% e isso é uma boa notícia.”
De acordo com o ministro, apesar do resultado acima do previsto para o mês de abril, o IPCA é melhor do que os índices registrados no mesmo período de 2010 e 2011. 
“Há uma trajetória semelhante da inflação nos últimos anos. Ela sobe no final do ano, se mantém alta nos primeiros meses e depois cai. Com algumas variações por causa dos regimes de chuva, de seca, de problemas externos. Então, este ano temos uma pressão mais forte de alimentos, que foi causada por problemas no exterior. Mas também temos eventos que dependem das nossas chuvas, das safras e entressafras e, portanto, a trajetória da inflação é decrescente no Brasil nos próximos meses. Todas as previsões são nesse sentido”, reforçou.
Sem adiantar valores, Mantega disse que o governo vai impulsionar o Plano Safra para estimular o setor agrícola. “A inflação está sob controle, o governo está tomando todas as medidas, estaremos fazendo um Plano Safra que vai estimular ainda mais a produção agrícola brasileira, que já é boa. Estamos batendo recorde de safra. Este ano vamos bater recorde novamente. No primeiro trimestre deste ano, a produção de grãos aumentou 50% em relação ao ano passado. Portanto, a agricultura vai bem, e a oferta de produtos agrícolas vai aumentar. Mas existem fatores sazonais”, ponderou.
FONTE: Agência Brasil