Gallery

Mostrando postagens com marcador controle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador controle. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ministério da Saúde reforça controle sobre pagamento de internações

O Ministério da Saúde publicou, nesta segunda-feira (9), portaria que aprimora o sistema de controle sobre o pagamento de internações realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto estabelece que, para o preenchimento das Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) e a consequente autorização do Ministério para pagamento, será exigido que a unidade cheque, de forma online, as informações do paciente (como nome, filiação e endereço) junto à base nacional do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS), que já contém 140 milhões de registros válidos.
A medida entrará em vigor em fevereiro de 2014 e garantirá que os dados fornecidos ao Ministério pelos hospitais sejam condizentes às informações indicadas pelo paciente durante atendimento no serviço de saúde. “Desde 2011, estamos aperfeiçoando nosso sistema de informações e controle sobre o banco de internações, justamente para coibir irregularidades e falhas. Os hospitais que não se adequarem às medidas ficarão impedidos de comprovar os atendimentos e, consequentemente, não receberão os recursos. Por ano, são efetivadas no SUS mais de 11 milhões de internações. Com o preenchimento online de parte da AIH, estamos avançando para mais uma fase de controle desses dados”, afirmou diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde, Fausto Pereira dos Santos.
O Ministério da Saúde realiza intervenções rotineiramente no Sistema de Informação Hospitalar (SIH) para evitar o pagamento indevido de atendimentos realizados no SUS. Entre 2008 e 2013, o Ministério da Saúde identificou inconsistências em 4,9 milhões de AIHs preenchidas por hospitais e autorizadas pelos gestores municipais e estaduais de saúde, que são responsáveis por abastecer o sistema nacional. A identificação prévia dessas inconsistências pelo Ministério evitou o pagamento indevido de R$ 7,1 bilhões neste período.
O novo sistema (SISRCA) será disponibilizado pelo Ministério da Saúde em 90 dias e os hospitais deverão empregar equipamento online para ingressar os dados no sistema e consultar a base nacional. “Essa ação impedirá possíveis irregularidades como o registro de internação de pacientes que foram a óbito, duplicidade no registro de AIH e cadastro de procedimentos incompatíveis com o sexo do paciente e as várias autorizações de internação para uma mesma pessoa”, garante o diretor. As informações castradas no sistema nacional serão cruzadas com outros bancos de dados do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM).
Nova ferramenta – Ao informar o número do Cartão SUS no registro da AIH, que é um procedimento obrigatório desde 2012, o novo sistema irá validar o cadastro desse usuário, por meio de uma busca automática na base de dados do Cartão. Desta forma, as informações de identificação dos usuários do SUS, necessárias para registro das autorizações de internações, serão preenchidas diretamente.
Caso haja alguma informação divergente da base de dados do Cartão SUS, o gestor local poderá fazer a correção no sistema, mas constará no sistema o registro de qual alteração foi realizada, quando e por quem. Contudo, algumas informações, como nome, filiação, sexo e CPF não podem ser alteradas, pois estão vinculadas à base de dados da Receita Federal.
O novo módulo estará disponível aos gestores a partir de dezembro deste ano e o seu uso deverá ser obrigatório a partir de fevereiro. Com isso, os operadores do sistema terão dois meses de adaptação.
Controle – De 2008 a 2013, o Ministério da Saúde obteve, por meio de auditorias, a devolução de R$ 193 milhões aos cofres públicos – recursos que foram identificados como pagos irregularmente. Esses valores foram restituídos e empregados corretamente na assistência à população brasileira após auditorias realizadas pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), que identificaram fraudes, inclusive, em 8,8 mil internações.
FONTE: Agência Saúde

sábado, 19 de janeiro de 2013

Farmácias deverão informar Anvisa sobre venda de antibióticos


A partir de abril, comercialização desses remédios precisará de registro eletrônico

Antibióticos: o uso indiscriminado desses medicamentos pode fazer com que os micro-organismos se tornem resistentes a eles (Thinkstock)

A partir do dia 16 de abril, as farmácias precisarão informar eletronicamente para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cada venda de antibióticos realizada. O cadastro da venda deverá ser feito por meio do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), desenvolvido e administrado pela Anvisa.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira. Em dezembro de 2011 havia sido aprovada uma medida deternimando que o prazo para a obrigatoriedade de registrar as vendas de antibióticos no SNGPC seria 13 de janeiro de 2013, porém a Anvisa decidiu estender o prazo.
Essa não é a primeira medida implantada pela Anvisa para aumentar o controle sobre a venda de antibióticos. Desde 2010, passou a ser exigido que a farmácia retenha uma via da receita médica durante a venda desses remédios.
De acordo com a agência, o objetivo de tais medidas é conter o uso desnecessário e sem indicação desses medicamentos, uma vez que os micro-organismos podem desenvolver resistência a eles, tornando-os menos efetivos no combate a doenças.
O SNGPC foi implantado entre os anos de 2007 e 2008, substituindo o registro manual da venda de medicamentos controlados, como antidepressivos e anabolizantes.

Instrução Normativa nº 1/2013 com a alteração dos prazos para início da escrituração da venda de medicamentos antimicrobianos no SNGPC