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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Diretor do programa de aids da ONU prevê fim da epidemia em 2030

Presente nas comemorações de 30 anos do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, o diretor adjunto do Programa de Aids das Nações Unidas (UNAids) e subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Luiz Antonio Loures, estimou hoje (29) que a epidemia de aids deverá ter fim em 2030.
“A minha perspectiva pessoal, não é uma estimativa institucional da UNAids, eu acho que 2030 é um alvo razoável para pensar sobre o fim da epidemia. Se tomarmos em consideração a experiência histórica, o tempo que levou a expansão dos tratamentos dá um bom parâmetro de pensar que, talvez, 15 anos seja um tempo razoável [para o fim da epidemia]”, disse em palestra durante evento no Hospital das Clínicas, na capital paulista.
De acordo com Loures, até o ano de 2015 será possível eliminar globalmente a transmissão vertical do vírus, ou seja de mãe para filho. “Eu acredito que até 2015 é possível eliminar a transmissão mãe e filho. Existem casos acontecendo ainda no Continente Africano, sendo que é quase virtual a transmissão mãe filho fora da África. Esta epidemia pode ser terminada nos próximos dois três anos”, disse.
Atualmente, de acordo com o diretor, a maior epidemia de aids ocorre entre homossexuais do sexo masculino. A transmissão nesse grupo cresce em países do Hemisfério Norte, como os Estados Unidos e a Rússia; aumenta também na Europa, na África, na Ásia, e em alguns países do Hemisfério Sul.
“A epidemia entre homossexuais masculinos, essa é, no meu ver, a única epidemia verdadeiramente global que nós temos hoje, entre as muitas epidemias de aids. O risco de um homossexual jovem [adquirir HIV] hoje em uma capital europeia é igual ao risco para adquirir HIV de um jovem crescendo na África do Sul, que tem a maior epidemia do mundo”, destacou.
Segundo dados apresentados por Loures, em 2011 foram registradas 500 mil mortes a menos – causadas por aids – do que em 2005. As maiores quedas ocorreram nos países da África Subsaariana. “Não tem dúvida nenhuma que existe progresso. Isso é resultado de uma mobilização social e avanço da ciência”, disse.
FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 29 de março de 2013

Minas Gerais tem epidemia de dengue com 37 mil casos e 31 mortes


O Estado de Minas Gerais vive uma epidemia de dengue, doença que já causou 31 mortes e atingiu 37.821 pessoas apenas nos três primeiros meses de 2013. E a situação deve se agravar nos próximos dias, já que parte das 148.351 notificações de suspeita da doença recebidas este ano pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ainda está sob investigação.
Dicas para eliminar o mosquito
Os números de casos confirmados e mortes causadas pela dengue em Minas Gerais já superam os registrados em 2011 e 2012. O problema, segundo a SES, é agravado pela incidência do tipo 4 do vírus, que não circulava naquele Estado há mais de 20 anos, o que faz com que pessoas mais jovens não tenham imunidade contra a doença.
Para poder receber pacientes com suspeita de dengue, a prefeitura de Belo Horizonte determinou que os 14 postos de saúde da capital funcionem durante todo o feriado da Semana Santa. Em balanço divulgado na quarta-feira (27) a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cidade já tem 5.760 casos confirmados da doença, sendo que duas pessoas morreram.
A secretaria informou também que foi descartada a suspeita de que uma grávida de 26 anos tivesse sido vítima de dengue hemorrágica. A mulher, que estava grávida de oito meses, morreu na terça-feira (26) e a suspeita é de que ela tivesse sido mais uma vítima da dengue, mas, de acordo com a secretaria, investigação epidemiológica confirmou que ela era portadora de corioaminionite e foi vítima de um choque séptico. O feto também não resistiu. 
FONTE: MARCELO PORTELA - Agência Estado

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dengue prestes a se tornar epidemia mundial

Dengue é a doença tropical que se espalha mais rapidamente pelo mundo, diz OMS

Dengue: Avanço da doença no mundo preocupa OMS (James Gathany/PHILL, CDC)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira um relatório em que classifica a dengue como a doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo hoje, com potencial para se tornar uma epidemia mundial. Segundo a entidade, a incidência da condição aumentou 30 vezes nas últimas cinco décadas e, atualmente, a dengue está presente em mais de 125 países. Todos os anos, são registrados mais de 50 milhões de infecções e 20.000 mortes em decorrência da doença em todo o mundo.
Esses dados fazem parte do segundo relatório da OMS sobre 17 doenças tropicais que, ao todo, atingem aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo inteiro. Embora o documento mostre importantes progressos na maioria dessas condições, ele ressalta que o avanço da dengue é preocupante. De acordo com a entidade, mudanças climáticas e o aumento dos movimentos populacionais no mundo ajudam a explicar o avanço.
Entre as 17 enfermidades descritas nos relatório, duas podem ser erradicadas ate 2020, segundo a OMS: o pian, uma doença da pele e das articulações transmitida por uma bactéria, e a dracunculíase — também conhecida como infecção pelo verme da Guiné, causada pelo Dracunculus medinensis, um verme nematoide que migra do estômago e passa em sua forma adulta para outros locais do corpo. O documento da OMS também traça objetivos para a eliminação de outras cinco doenças, entre elas a raiva, e para o controle de outros nove males até 2020.
"A OMS registrou progressos sem precedentes contra enfermidades tropicais graças a uma nova estratégia global, ao fornecimento regular de medicamentos de qualidade e ao custo controlado e apoiado por inúmeros associados", informa o relatório.
FONTE: Veja (com agência France-Presse)