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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Genoino renuncia ao mandato de deputado federal

O deputado licenciado José Genoino (PT-SP) apresentou há pouco a carta de renúncia de seu mandato parlamentar à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A comunicação foi feita pelo 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Andre Vargas (PT-PR), durante reunião da Mesa, um pouco antes da decisão final sobre a abertura ou não de processo de cassação de seu mandato.
O 2º secretário da Mesa, deputado Simão Sessim (PP-RJ), acrescentou que o pedido oficial de renúncia foi apresentado quando a votação da cassação já havia iniciado e a maioria dos votos era pela abertura do processo.
O diretor-geral da Câmara, Sergio Sampaio, disse que, mais tarde, vai divulgar comunicado oficial sobre a possível aposentadoria ou não do agora ex-deputado. O deputado Renato Simões (PT-SP) já estava no lugar do Genoino e, segundo a Secretária Geral da Mesa, vai continuar no mandato.
Reafirma inocência
Em seu comunicado de renúncia, o agora ex-deputado José Genoino reafirmou sua inocência no caso do mensalão, pelo qual foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a tantos anos de prisão em regime semi-aberto.
Genoino comunicou sua renúncia destacando que iniciará nova batalha para reafirmar sua inocência. “Com história de mais de 45 anos de luta na defesa intransigente do povo brasileiro e da democracia, darei uma breve pausa nessa luta, que representa o início de uma nova batalha dentre tantas outras que já enfrentei”, afirmou.
O ex-deputado, que no momento cumpre pena domiciliar devido a seu estado de saúde, destacou que, “entre a humilhação e a ilegalidade”, prefere o risco da luta. Ressaltou ainda que não acumulou patrimônio e riqueza, agradecendo a confiança que seus eleitores depositaram nele.
Ele criticou ainda a transformação de seu processo de cassação em espetáculo.
Caso Genoino
A Câmara foi comunicada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da prisão de condenados no processo do mensalão e a perda dos direitos políticos por sentença criminal transitada em julgado no último dia 19.
A partir da comunicação, o presidente da Câmara propôs à Mesa Diretora a abertura do processo contra Genoino, que seria seguida de encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para análise técnica e abertura de prazo para defesa do parlamentar (por cinco sessões). A decisão final sobre a cassação caberia ao Plenário.
Genoino entrou com o pedido de aposentadoria na Câmara em setembro. Na semana passada, o deputado, que está preso desde o dia 15 de novembro condenado pelo STF no caso mensalão, passou mal e foi internado no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.
FONTE: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Senado devolve mandato de Luis Carlos Prestes


O Senado fez hoje (22) uma sessão solene para devolver, simbolicamente, o mandato de senador a Luis Carlos Prestes, que morreu em 1990. Durante o ato, o presidente da Casa, Renan Calheiros, leu mensagem da presidenta Dilma Rousseff na qual ela elogia o “ato de reparação histórica” à memória de Prestes.

Ouça a notícia:

O ex-senador, que era membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi o responsável pela chamada Coluna Prestes, movimento político que percorreu vários estados das regiões Sudeste e Nordeste entre os anos de 1925 e 1927 se insurgindo contra o governo da República Velha e as elites agrárias. Em 1947, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o registro do PCB e o mandato de Prestes.
A devolução simbólica do broche e diploma de senador foi feita à mulher de Luis Carlos Prestes, Maria do Carmo Ribeiro Prestes. O suplente do senador comunista, Abel Chermont, também teve o mandato devolvido. O broche e diploma foram entregues ao neto, Carlos Eduardo Chermont.
“Ele [Prestes] foi respeitado e considerado um político de caráter que sempre defendeu seus ideais. Com a iniciativa do Senado Federal, eu quero expressar minha certeza de que a democracia e a liberdade sempre serão valorizadas em nosso país”, declarou Maria do Carmo Prestes.
FONTE: Agência Brasil/Rádio Senado