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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Senado rejeita leitura de MP que reduz tarifa de energia

Após ouvir a opinião de vários senadores em Plenário sobre a possibilidade ou não de leitura da Medida Provisória 605/2013, ao final da sessão deliberativa desta terça-feira (28), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou a manutenção de acordo para que medidas provisórias que cheguem à Casa com menos de 7 dias de prazo não sejam apreciadas.
Com a decisão, a MP, que permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos na tarifa de energia elétrica, deixou de ser lida em Plenário e perderá a eficácia por decurso de prazo, já que vence na próxima segunda-feira (3).
- As medidas provisórias são todas importantes. Elas são editadas porque são importantes. Mas elas não são mais importantes do que o Senado Federal, do que a instituição, do que a democracia - disse Renan.
A discussão teve início após o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), apresentar questão de ordem solicitando a Renan que se pronunciasse sobre a contagem do prazo mínimo de sete dias de validade estabelecido para a análise de medidas provisórias pelo Plenário do Senado - regra instituída depois da polêmica da votação da MP dos Portos (MP 595/2012), no último dia 16.
Pedindo a Renan a manutenção do compromisso do prazo mínimo, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) sugeriu, como forma de resolver o problema da perda de eficácia da MP 605/2013, a incorporação de seu conteúdo à MP 608/2013 que implementa as regras de Basileia 3 no Sistema Financeiro Nacional, da qual é relator.
Senadores da base governista disseram, no entanto, que não havia uma proposta formal da oposição nesse sentido e manifestaram preocupação com a possibilidade de cumprimento da regra dos sete dias mesmo para a MP 608, já que a medida ainda precisa ser votada em comissão mista e depois na Câmara, antes de chegar ao Senado.
Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu a leitura da medida provisória e manifestou inconformidade com o processo de apreciação desses proposições pelo Congresso Nacional. Ele foi relator da MP 601/2012, que estende os benefícios fiscais da desoneração da folha de pagamento a diversos setores, também derrubada por não ter chegado ao Senado com o prazo mínimo até a perda da validade.
Na opinião de Armando, o modelo atual de exame desestimula os parlamentares a produzirem bons relatórios sobre os temas tratados nas MPs, devido à possibilidade de perda de eficácia pela não apreciação em tempo hábil.
No mesmo sentido os senadores Lobão Filho (PMDB-MA), Kátia Abreu (PSD-TO), Wellington Dias (PT-PI),  Walter Pinheiro (PT-BA), Humberto Costa (PT-PE) e José Pimentel (PT-CE) solicitaram a Renan a leitura da medida provisória.
Já os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) pediram a Renan a observância estrita do prazo de sete dias para a apreciação de medidas provisórias.
Com a decisão, o governo vai avaliar a possibilidade jurídica de reeditar as MPs 601/2012 e 605/2013, para que sejam mantidos seus efeitos e passem por novo exame no Congresso.
Ao final da discussão, Renan anunciou o acatamento de recurso dos senadores da base governista solicitando o exame de sua decisão de não votação da MP pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
FONTE: Agência Senado

terça-feira, 28 de maio de 2013

Câmara aprova MP que reduz energia e texto segue para o Senado

Com a aprovação de um dos quatro destaques, a Câmara dos Deputados finalizou, há pouco, a votação da Medida Provisória 605, que permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos a alguns setores na estrutura tarifária e viabilizar a redução da conta de luz, vigente desde janeiro deste ano. A matéria segue agora para análise do Senado.
De autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o destaque aprovado prevê que os contratos de concessão de geração de energia elétrica, assinados antes do Decreto 5.163 de julho de 2004, possam ser prorrogados, mediante assinatura de termo aditivo. A finalidade é compensar o tempo gasto para a liberação de licença ambiental prévia, desde que os atrasos não tenham sido provocados pela própria concessionária.
Na justificativa da emenda, Dornelles argumenta que as hidrelétricas, antes de julho de 2004, eram licitadas sem a licença ambiental prévia. Com isso, acrescenta, cabia aos vencedores do certame “envidar os esforços necessários para a obtenção da licença”. “Em alguns casos, entretanto, esse processo se mostrou extremamente complexo e ocorreu por tempo demasiadamente longo”, observou Dornelles.
Com a aprovação pela Câmara, a MP segue agora para o Senado com sete dias corridos, contanto o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (30) e o final de semana, para perder a validade. Em meio a votação da MP dos Portos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que não votaria MPs que fossem enviada com menos de uma semana para perder a eficácia.
FONTE: Agência Brasil