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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Onze estados concentram 74% dos casos notificados de dengue no país


Balanço divulgado hoje (10) pelo Ministério da Saúde revela que 11 estados brasileiros concentram 74,5% dos casos de dengue notificados nos primeiros três meses deste ano: 532.107 de um total de 714.226 casos considerados suspeitos.
De 1º de janeiro a 30 de março (nas 13 primeiras semanas do ano), Rondônia, o Acre, o Amazonas, o Tocantins, Minas Gerais, o Espírito Santo, o Rio de Janeiro, o Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 304,9 a 3.105 casos da doença por 100 mil habitantes.
O governo federal trabalha com três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é 368,2 casos por 100 mil habitantes.
No ano passado, de janeiro a março, foram registradas 190.294 notificações. Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, 501.806.
A pasta ressaltou que, embora o país contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada uma redução de 5% dos casos graves em relação ao mesmo período de 2012. No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já em relação ao mesmo período de 2011 (5.361), houve redução de 74% e, em comparação com 2010 (7.804), de 82%.
Em relação às mortes, foram confirmadas 132 entre 1º de janeiro a 30 de março deste ano. Em 2012, foram 117 óbitos; em 2011, 236 ; e, em 2010, 306.

 
Até a 13ª semana do ano
Incidência (por 100 mil habitantes)
2012
2013
2012
2013
Norte
20.635
42.605
126,2
260,6
Rondônia
1.040
8.571
65,4
539,1
Acre
1.097
5.148
144,6
678,5
Amazonas
2.583
10.950
71,9
304,9
Roraima
520
421
110,8
89,7
Pará
9.143
7.357
116,9
94,1
Amapá
127
500
18,2
71,6
Tocantins
6.125
9.658
432
681,2
Nordeste
67.622
47.255
125,4
87,7
Maranhão
2.641
1.220
39,3
18,2
Pia
2.792
1.302
88,3
41,2
Ceará
9.415
7.034
109,4
81,7
Rio Grande do Norte
7.095
2.106
219,8
65,2
Paraíba
1.087
2.286
28,5
59,9
Pernambuco
17.451
1.641
195,4
18,4
Alagoas
6.689
1.375
211,3
43,4
Sergipe
1.824
392
86,4
18,6
Bahia
18.628
29.899
131,4
210,9
Sudeste
78.906
376.999
96,7
462,2
Minas Gerais
8.698
152.230
43,8
766,7
Espírito Santo
2.790
33.501
78,0
936,3
Rio de Janeiro
56.426
69.258
347,6
426,7
São Paulo
10.992
122.010
26,2
291,2
Sul
1.622
56.866
5,8
205,1
Paraná
1.486
55.353
14
523,3
Santa Catarina
51
364
0,8
5,7
Rio Grande do Sul
85
1.149
0,8
10,7
Centro­-Oeste
21.509
190.501
149.1
1.320,7
Mato Grosso do Sul
2.009
77.782
80,2
3.105
Mato Grosso
11.225
25.525
360,3
819,3
Goiás
7.738
84.131
125,7
1.366,9
DistritoFederal
537
3.063
20,3
115,6
Total
190.294
714.226
98,1
368,2
Fonte: Ministério da Saúde
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Casos de dengue no país aumentam 190% no começo de 2013, diz governo


O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (25) que aumentou em 190% os casos notificados de dengue em todo o país. Segundo os números divulgados, entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013, foram registrados 204.650 casos. No mesmo período de 2012 foram 70.489 notificações.

Os casos de mortes caíram no mesmo período, de acordo com o governo. Foram 33 óbitos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 41 no mesmo período de 2012.

Para o Ministério da Saúde, a elevação na quantidade de casos de dengue se deve à circulação de um novo tipo da doença, o DENV-4, um dos quatro sorotipos existentes no país. Dados indicam que essa cepa foi responsável por 52,6% das amostras verificadas nos casos confirmados.

"Um sorotipo em local onde nunca circulou encontra vários indivíduos suscetíveis. [...] Encontra um país todo suscetível. Atingiu municípios grandes, como Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Uberaba. Isso fez subir o número de casos", afirmou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Oito estados concentraram 84,6% do total de casos no começo deste ano: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo.

A pior situação, segundo o governo, ocorre em Mato Grosso do Sul. Enquanto em todo o país a incidência de casos é de 105,5 para cada grupo de 100 mil habitantes, no estado a taxa sobe para 1.677,2 casos a cada 100 mil habitantes. "A mensagem principal é de alerta. Estamos no verão e está tendo transmissão em todos os estados. Temos que redobrar a atenção", disse Jarbas Barbosa.

Epidemia
                                                                                                                   FOTO: Wilfredo Lee/AP
Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que cinco estados do país vivem uma epidemia de dengue: Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre, Mato Grosso e Tocantins. É considerado estado de epidemia quando há incidência maior do que 300 casos a cada 100 mil habitantes.

"Temos epidemia em estados e municípios do país. Oito estados concentram 83% dos casos nessas primeiras sete semanas do ano. E aqueles lugares que não estão classificados como epidemia não podem reduzir os cuidados", disse o ministro.

Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que, em janeiro deste ano, 267 municípios estavam em situação de risco para dengue e 487 em situação de alerta. Foram analisados, ao todo, 983 municípios.

Considerando as capitais, há risco de epidemia em Palmas (TO) e Porto Velho (RO). Estão em situação de alerta Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO).

Casos graves e óbitos em queda

O governo divulgou ainda que houve retração na quantidade de casos graves e óbitos em razão da doença;

Entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013 foram 324 casos graves contra 577 no mesmo período de 2012, número 44% menor.

Foram contabilizados ainda 33 mortos pela doença até fevereiro deste ano -- queda de 20% na comparação com o ano anterior, quando 41 pessoas morreram. "Os dados mostram o quanto a luta para reduzir casos de óbito e casos graves é permanente em todo o país", afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Segundo o governo, a redução nos casos graves e óbitos se deve às medidas adotadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, como capacitação de profissionais e reforço na área de vigilância à saúde.

Os sintomas da dengue são os mesmos para os quatro tipos da doença que circulam pelo país: febre alta, dores no corpo e nas articulações, vômitos, manchas vermelhas no corpo, entre outros.

Para Jarbas Barbosa, as famílias devem atentar para a forma de armazenamento da água nas residências. "É possível armazenar água de forma segura. Com menos de 15 minutos, é possível fazer a verificação de seu ambiente. Isso reduz a oferta de criadouros para que o mosquito da dengue não se multiplique."

Cuidados

Alexandre Padilha destacou, após a divulgação dos números, que a DENV-4 não é mais mortal que os demais tipos. No entanto, ele lembrou que quem já teve algum outro tipo da doença pode desenvolver um caso mais grave ao pegar um sorotipo diferente.

"Toda pessoa que já teve algum tipo de dengue, se pegar outro tem chance maior de desenvolver doença grave", lembrou. Segundo Padilha, as pessoas que já tiveram dengue devem procurar o serviço de saúde o mais rápido possível no caso de sintomas da doença.

FONTE: Mariana Oliveira, do G1 (em Brasília)