A família do aposentado
Raimundo Félix, de 63 anos, denuncia que ele morreu depois de receber uma
medicação errada no Hospital Municipal Tasso Jereissati, em Juazeiro do
Norte. De acordo com a irmã da vítima, Raimunda Félix, ele
sofria de asma, teve uma crise e procurou o hospital na quinta-feira (21). No
atendimento, segundo a família, ele tomou uma injeção que não poderia ter sido
prescrita e faleceu.
A
direção do hospital afirmou que vai apurar o caso. A irmã da vítima disse que o
aposentado sempre que tinha crise buscava atendimento no hospital e, na semana
passada, sofreu um ataque após receber uma medicação na veia. A família afirma
que Raimundo Felix não poderia receber injeção de diprospan (dipropionato de
betametasona + fosfato dissódico de betametasona), um corticoide.
“Ele me disse: 'Se eu
morrer é porque me deram aquela injeção'. Ele disse só dava certo com aerosol.
Se aplicassem injeção nele, o coração dele ficava muito agitado. Uma vez ele
tomou injeção e quase morreu”, diz a irmã.
Após o aposentado ter
recebido a medicação nessa quinta-feira (21), um dos filhos da vítima, Elianito
Souza, foi chamado pelo hospital. Quando chegou ao local, ele diz que não
recebeu muitas explicações. “Só falaram que aplicaram a injeção nele, ele passou
mal, tentaram reanimá-lo e ele não resistiu. Só falaram isso. A explicação que
me deram foi essa. Da mesma forma que aconteceu com o meu pai, pode acontecer
com outras pessoas”, afirma.
Segundo
Elianito, o médico que atendeu a vítima disse que não lembrava da medicação
administrada. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Juazeiro do
Norte. O corpo do aposentado foi levado para Instituto Médico Legal para ser
feito a perícia. De acordo com o delegado Tenório Brito, a ocorrência foi
registrada e os envolvidos no caso foram ouvidos. O diretor do hospital,
Edilberto Macêdo, afirmou que três médicos estavam de plantão e garantiu que
não houve demora no atendimento.
Quanto
ao uso do medicamento que, segundo a família, a vítima não deveria ter tomado,
o diretor disse que vai ser feito um levantamento do histórico do paciente para
saber se ele já havia apresentado reação alérgica ao remédio administrado.
FONTE: G1 CE

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