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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Google, Facebook e Microsoft negam acesso irrestrito dos EUA a informações de usuários

Representantes do Google, da Microsoft e do Facebook negaram hoje (15), no Senado, que as empresas tenham dado ao governo dos Estados Unidos "acesso irrestrito" ou "de grande escala" a informações de seus clientes. Eles participaram de audiência pública para debater as denúncias de espionagem norte-americana a e-mails e ligações telefônicas de brasileiros.
“Até o fim do ano passado, 0,00002% [das informações solicitadas ao Facebook] foi requisitado por autoridades norte-americanas de qualquer âmbito, seja federal ou estadual, [o que abrange] desde delegados procurando crianças desaparecidas e roubos até questões de segurança nacional”, disse o gerente de Relações Governamentais do Facebook no Brasil, Bruno Magrani. “Não houve nenhum acesso em grande escala”, acrescentou.
Posições similares foram apresentadas pelo diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Marcel Leonardi, e o diretor-geral Jurídico e de Relações Institucionais da Microsoft Brasil, Alexandre Esper.
Leonardi disse que a Google não aderiu a qualquer programa de espionagem do governo norte-americano e que a empresa não permite instalação de equipamentos daquele governo para fins de segurança. “Não existe nenhum mecanismo de acesso a essas informações, apesar de diversos países terem sugerido isso. Ninguém pode pegar esses dados em nossa empresa”, garantiu. “Agimos apenas de acordo com a lei. [Por isso,] muitas vezes esses pedidos são negados. E quando somos obrigados, [a informação] é entregue às autoridades”.
O diretor da Google acrescentou que, se tivesse a permissão do governo dos EUA para publicar o número de requisições que envolvem a segurança nacional daquele país, as pessoas chegariam à conclusão de que “o cumprimento está aquém das alegações generalizadas feitas na imprensa”, e que o que gera suspeitas é justamente a falta de transparência sobre como essas requisições são feitas.
Já o diretor da Microsoft disse que, desde o dia 16 de julho, a empresa fez pedido ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA (Fisc, na sigla em inglês) para divulgar amplamente os dados, mas ainda não recebeu a autorização. “A privacidade e a segurança dos nossos usuários são preservadas e não oferecemos acesso irrestrito a dados de clientes a nenhuma autoridade. O que a mídia escreveu, ela levantou em cima de fatos, mas são percepções ou impressões. Essa não é a forma como a empresa opera”, disse Esper.
Em audiência pública feita na semana passada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, o jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, denunciou que o monitoramento de comunicações eletrônicas, pelos EUA, sob a justificativa de combate ao terrorismo, visavam, na verdade, à obtenção de informações privilegiadas relativas a acordos econômicos, estratégias políticas e competitividade industrial de outros países.

FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 9 de julho de 2013

Facebook: boato sobre privacidade na rede é falso

Após as denúncias de que o governo norte-americano teria acesso a dados virtuais de brasileiros, usuários do Facebook começaram compartilhar uma mensagem falsa sobre a cobrança do serviço dessa rede social. O boato informa que "os fiscais do face darão início a busca seletiva avançada a procura desse aviso no seu mural" e que poderão cobrar uma taxa dos internautas que não compartilharem o texto. A mensagem mistura os debates sobre privacidade na web e diz que a informação teria sido divulgada por programas de televisão.

Contudo, a informação trata-se apenas de um hoax, ou seja, uma mensagens alarmista com conteúdo falso. Hoaxes desse tipo já aconteceram outras vezes, principalmente no Facebook. A assessoria de imprensa da Rede Social no Brasil inclusive padronizou uma resposta, dizendo que o serviço será sempre gratuito.

Independente do futuro da rede social, correntes virtuais, além de gerarem desinformação, podem trazer outros ricos. É o que já alertou o pesquisador sobre liberdade na web, Paulo Rená,ao Portal EBC em fevereiro de 2013. Rená explica que a republicação desse material não garante nenhuma segurança em relação aos dados pessoais dos usuários. Ele reforça que as pessoas precisam ficar atentas aos termos e regras de uso desses espaços virtuais.  “Por isso, é importante a discussão que acontece no Brasil para se ter uma legislação que possa proteger os usuários em casos de abusos desses termos" , apontou.

FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de março de 2013

Estudantes cearenses postam fotos no Facebook ao lado de cadáveres


Estudantes do ensino médio visitaram laboratório da Uece.
Universidade afirma que não houve permissão para entrada ou fotos.

Adolescentes seguram uma mão enquanto posam
para foto (Foto: Reprodução/Facebook)
Estudantes do ensino médio de uma escola particular de Fortaleza fizeram fotos com cadáveres do Laboratório de Anatomia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e publicaram no Facebook. Mas, segundo a Diretora do Departamento de Saúde da Uece, Gláucia Posso Lima, não é permitido tirar fotografias dos corpos do laboratório e os adolescentes não tinham autorização para entrar no local.
As diversas imagens mostram os alunos posando ao lado de cadáveres, segurando mãos, fetos e até bebês totalmente formados. Em contato com o G1, um dos estudantes que participaram da visita ao laboratório disse que se tratava de uma aula de campo. Ele afirmou que o professor de biologia levou os estudantes na tarde do último dia 23 onde passaram cerca de duas horas com os cadáveres.
“Os laboratórios são alugados, mas como ele [professor] é de lá ele conseguiu que a gente fosse pagando apenas o jaleco, as luvas e as máscaras”, conta o estudante. Ele disse ainda que, em um determinado momento, o professor os deixou sozinhos na sala e autorizou as fotos. “Ele disse que só não podia tirar foto dos rostos [dos corpos]”, afirmou o aluno. Estudantes do 3º, 2º e 1º anos participaram da visita.
O aluno disse ainda que o professor chegou a posar nas fotos com a turma. “Ele disse que seria bom [postar no Facebook] porque iriam fazer perguntas. Eu pus pra ter algo no face”, destaca. O G1 fez contato, por telefone, com o professor de biologia, mas ele disse não ser funcionário da Uece e afirmou que somente se pronunciaria após esclarecer o fato com a universidade.
Alunos posam ao lado de cadáveres e postam fotos no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
Gláucia Posso Lima confirmou que o professor de biologia não é funcionário da universidade. Segundo ela, estudantes de escolas públicas ou particulares não têm autorização para terem aulas no Laboratório de Anatomia. A diretora e professora da Uece afirma que está investigando como os estudantes entraram na instituição. “Quero saber como, quem trouxe, já pedi a lista de nomes de entrada na portaria”, disse ela, completando, “e a gente não usa aquele material descartável [jaleco e máscaras], porque não protege contra o formol. Usamos jaleco de tecido e máscaras com filtro, os descartáveis não servem de nada. E não há isso de alugar o laboratório, vamos investigar tudo”.

Legislação

Segundo advogado Ricardo Madero, se houve permissão para a entrada dos estudantes, o professor pode ser responsabilizado civilmente e criminalmente. "Existe o direito à privacidade, o direito de imagem e o respeito aos mortos e essas imagens não poderiam ter sido divulgadas". Para o advogado, o primeiro passo para apontar os responsáveis é a instauração de procedimentos administrativo e criminal. "Se houve invasão, houve falha na vigilância e a Uece deve ser responsabilizada por não ter tomado os cuidados necessários".

Ricardo Madero disse, ainda, que apenas um inquérito policial pode esclarecer o que realmente aconteceu e apontar os responsáveis. As imagens foram retiradas do Facebook na tarde de quarta-feira (7).
FONTE: G1