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segunda-feira, 4 de março de 2013

Lançada campanha para diagnosticar hanseníase



Diagnóstico precoce é essencial para o tratamento e cura da hanseníase. Ciente disso, o Ministério da Saúde irá ao encontro de mais de 9,2 milhões de estudantes, de 5 a 14 anos, de escolas públicas, localizadas em municípios com alta carga da doença para avaliar e aumentar o diagnóstico precoce de hanseníase em 800 municípios brasileiros. Para isso, agentes comunitários e profissionais do Programa Saúde da Família foram convocados a visitar regiões de maior incidência de hanseníase em busca de sinais e sintomas da doença.
A campanha “Hanseníase e Verminoses tem cura. É hora de prevenir e tratar”, também deixará os profissionais atentos aos estudantes que já foram diagnosticados pela doença para garantir o acesso ao tratamento e à cura. Os casos suspeitos serão encaminhados à Rede de Atenção Básica de Saúde para confirmação do diagnóstico e início imediato do tratamento.
O coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Arthur Custódio, reconhece essa ação como um passo fundamental para a disseminação da informação e fim do preconceito. “Essa sensibilização dos alunos é muito importante para a divulgação dos sinais e sintomas. Muitos alunos vão levar informação para suas casas sobre a hanseníase e estimular que os pais e familiares façam o teste. Essa iniciativa é muito importante também para que através da educação a gente diminua o preconceito e ajude a fazer o reconhecimento”, analisa.
Os principais sinais e sintomas da hanseníase são manchas na pele, diminuição ou perda de sensibilidade. As sequelas mais comuns são atrofias nas mãos e nos pés, além de infecções graves que levam a amputação ou a perda da visão. Mas todos esses problemas podem ser evitados se o diagnóstico e o tratamento forem feitos no início.
Tratamento – O tratamento é feito com uso de medicamentos, que são doados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, dura de seis meses a um ano. Também é necessária avaliação mensal feitas nas UBS. Os casos graves podem ser encaminhados para internação hospitalar.
Contágio – A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica causada por um microorganismo que atinge, principalmente, a pele e os nervos das mãos e dos pés. A doença tem um passado de forte discriminação e um triste histórico de isolamento dos seus doentes. Porém, há alguns anos já se sabe que o índice de contágio é baixo e que a informação e o diagnóstico precoce são essenciais.
“A transmissão da hanseníase acontece através da respiração. A pessoa doente, sem tratamento, pode passar para alguém que não tenha proteção no organismo. Mas o contagio não é fácil e o medicamento corta a cadeia de transmissão. Tem tratamento, tem cura”, explica o coordenador.
Academia de Saúde e ex-colônias – A instalação de Academias da Saúde em municípios onde se localizam ex-colônias de hanseníase é uma das iniciativas do Ministério da Saúde para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. As prefeituras de 30 cidades onde existem essas colônias terão prioridade nos pedidos de construção de novos polos do programa, o que corresponderá a um investimento de R$ 4,4 milhões. Nas áreas de ex-colônia também serão verificadas as ações de saúde como a disponibilidade de transporte que viabilize o atendimento e a gestão dos casos mais graves que precisem de atendimento em outros pontos da Rede de Atenção Básica.
“As academias da saúde, além de auxiliar nos processos de melhoria de qualidade de vida para as pessoas com hanseníase, avançam também na compensação desses antigos hospitais colônias que hoje são verdadeiras comunidades”, comenta Arthur.
Verminose – A iniciativa também pretende reduzir a carga das verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia). Estes parasitas podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. O tratamento será realizado pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Esta ação também prevê a distribuição de 10 milhões de cartilhas para orientação de professores e estudantes.
FONTE: Camila Terra, do Blog da Saúde

sábado, 1 de dezembro de 2012

Saúde na Escola revela precariedade da saúde bucal dos estudantes crateuenses


Parceria entre profissionais de saúde e da educação expõe problemas e evidencia a necessidade de melhorar o acesso à saúde de crianças e adolescentes crateuenses em idade escolar 


Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, tem como objetivo contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. 

As atividades de educação e saúde do PSE ocorrem nos territórios definidos segundo a área de abrangência da Estratégia Saúde da Família (Ministério da Saúde), tornando possível o exercício de criação de núcleos e ligações entre os equipamentos públicos da saúde e da educação (escolas, centros de saúde, áreas de lazer como praças e ginásios esportivos, etc).

A Semana Saúde na Escola ocorreu em Crateús de 19 a 23 de novembro, com algumas ações se prolongando até o último dia 29. Participaram da iniciativa as 18 Equipes de Saúde da Família (ESF) e 72 instituições de ensino do município.

O trabalho conjunto permitiu a identificação de problemas de saúde silenciosos, como hipertensão arterial e alterações visuais, além de estudantes desnutridos/obesos e até casos suspeitos de hanseníase e tuberculose. Mas o dado mais alarmante é a situação da saúde bucal de grande parte dos estudantes avaliados: dos 7.258 educandos avaliados3.295 (45,39%) apresentam alterações dentárias e necessitarão de acompanhamento odontológico.

O município esteve próximo de atingir a meta pactuada de avaliar 7500 crianças em quase todas as ações propostas, contudo, muitas escolas tiveram dificuldade em validar os dados referentes à avaliação antropométrica e estado nutricional dos alunos, o que pode explicar o fato de apenas 50% da meta pactuada para este item ter sido atingida.

Abaixo, o relatório consolidado do monitoramento de ações da Semana Saúde na Escola em Crateús.

Ação
Quantidade Pactuada
Quantidade Realizada
(%) Percentual Atingido
Quantidade Educandos com Alteração
1 - Ação: Realizar avaliação antropométrica / 2 - Ação: 
Avaliar o estado nutricional e de hábitos alimentares dos educandos
7.500
3.756
50,08 %
294
3 - Ação: 
Aferir a pressão arterial e identificar os educandos com HAS
7.500
7.273
96,97 %
84
4 - Ação: Realizar verificação da carteira de vacinação dos educandos
7.500
7.255
96,73 %
225
5 - Ação: Observar possíveis sinais de agravos de saúde negligenciados (prevalentes na região: henseníase, tuberculose, malária) considerando indicadores epidemiológicos locais
7.500
7.255
96,73 %
14
6 - Ação: Realizar a triagem de acuidade visual dos educandos (Teste de Snellen) e identificar educandos com problemas visuais
7.500
7.462
99,49 %
34
8 - Ação: 
Avaliar o estado de saúde bucal dos educandos e identificar os educandos com necessidade de cuidado em saúde bucal
7.500
7.258
96,77 %
3.295
9 - Ação: Identificar os educandos sem registro civil e orientar os responsáveis quanto à importância do registro (se necessário, encaminhar a informação ao Conselho Tutelar)
7.500
7.258
96,77 %
0

FONTE: Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC)