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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Governo vai pagar R$ 150 para incentivar carreira em ciências exatas e biologia

O Ministério da Educação deve lançar nesta semana um programa para incentivar estudantes do ensino médio de escolas públicas a seguirem carreira na áreas de química, física, matemática e biologia. O Programa Quero ser Cientista, Quero ser Professor vai conceder bolsas de R$ 150 aos alunos para incentivar a dedicação ao estudo das disciplinas. A expectativa é oferecer inicialmente 30 mil bolsas e ampliar gradualmente até 100 mil.
Os estudantes terão supervisão de um professor orientador que contará com o apoio de universidades. O professor também receberá bolsa, mas o valor não foi divulgado.
“Química, física, matemática e biologia são áreas em que a demanda por matrícula no ensino superior é muito baixa. Está em torno de 2,8% a 3% das matrículas e não sai desse patamar. Nós queremos melhorar isso”, explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após participar de evento da organização não-governamental Todos pela Educação.
Um dos objetivos do programa é que o incentivo possa reduzir o déficit de professores nas áreas de química, física, matemática e biologia. Estima-se que atualmente chegue a 170 mil o déficit de docentes na rede pública nessas áreas.
A intenção é ainda ter profissionais das áreas de exatas em outros setores produtivos, segundo Mercadante. “À medida que você dá condições, ele [o estudante] vai de alguma forma para a área de exatas. Ou vai ser um professor, ou vai ser matemático, físico, químico, que o Brasil precisa de gente em todas essas áreas", disse.
De acordo com o ministro, os estudantes receberão uma bolsa de estímulo, a exemplo daquelas de iniciação científica. Enquanto participa do programa, terão uma jornada maior de trabalho em função das tarefas a fazer e o acompanhamento do professor orientador.
A portaria que cria o programa deve ser lançada esta semana e os estados deverão aderir à iniciativa. A previsão, segundo Mercadante, é fazer a seleção dos alunos e iniciar o trabalho ainda este ano.
Ao participar de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em abril, o ministro Aloizio Mercadante já havia informado que o programa estava em elaboração.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 4 de março de 2013

Lançada campanha para diagnosticar hanseníase



Diagnóstico precoce é essencial para o tratamento e cura da hanseníase. Ciente disso, o Ministério da Saúde irá ao encontro de mais de 9,2 milhões de estudantes, de 5 a 14 anos, de escolas públicas, localizadas em municípios com alta carga da doença para avaliar e aumentar o diagnóstico precoce de hanseníase em 800 municípios brasileiros. Para isso, agentes comunitários e profissionais do Programa Saúde da Família foram convocados a visitar regiões de maior incidência de hanseníase em busca de sinais e sintomas da doença.
A campanha “Hanseníase e Verminoses tem cura. É hora de prevenir e tratar”, também deixará os profissionais atentos aos estudantes que já foram diagnosticados pela doença para garantir o acesso ao tratamento e à cura. Os casos suspeitos serão encaminhados à Rede de Atenção Básica de Saúde para confirmação do diagnóstico e início imediato do tratamento.
O coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Arthur Custódio, reconhece essa ação como um passo fundamental para a disseminação da informação e fim do preconceito. “Essa sensibilização dos alunos é muito importante para a divulgação dos sinais e sintomas. Muitos alunos vão levar informação para suas casas sobre a hanseníase e estimular que os pais e familiares façam o teste. Essa iniciativa é muito importante também para que através da educação a gente diminua o preconceito e ajude a fazer o reconhecimento”, analisa.
Os principais sinais e sintomas da hanseníase são manchas na pele, diminuição ou perda de sensibilidade. As sequelas mais comuns são atrofias nas mãos e nos pés, além de infecções graves que levam a amputação ou a perda da visão. Mas todos esses problemas podem ser evitados se o diagnóstico e o tratamento forem feitos no início.
Tratamento – O tratamento é feito com uso de medicamentos, que são doados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, dura de seis meses a um ano. Também é necessária avaliação mensal feitas nas UBS. Os casos graves podem ser encaminhados para internação hospitalar.
Contágio – A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica causada por um microorganismo que atinge, principalmente, a pele e os nervos das mãos e dos pés. A doença tem um passado de forte discriminação e um triste histórico de isolamento dos seus doentes. Porém, há alguns anos já se sabe que o índice de contágio é baixo e que a informação e o diagnóstico precoce são essenciais.
“A transmissão da hanseníase acontece através da respiração. A pessoa doente, sem tratamento, pode passar para alguém que não tenha proteção no organismo. Mas o contagio não é fácil e o medicamento corta a cadeia de transmissão. Tem tratamento, tem cura”, explica o coordenador.
Academia de Saúde e ex-colônias – A instalação de Academias da Saúde em municípios onde se localizam ex-colônias de hanseníase é uma das iniciativas do Ministério da Saúde para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. As prefeituras de 30 cidades onde existem essas colônias terão prioridade nos pedidos de construção de novos polos do programa, o que corresponderá a um investimento de R$ 4,4 milhões. Nas áreas de ex-colônia também serão verificadas as ações de saúde como a disponibilidade de transporte que viabilize o atendimento e a gestão dos casos mais graves que precisem de atendimento em outros pontos da Rede de Atenção Básica.
“As academias da saúde, além de auxiliar nos processos de melhoria de qualidade de vida para as pessoas com hanseníase, avançam também na compensação desses antigos hospitais colônias que hoje são verdadeiras comunidades”, comenta Arthur.
Verminose – A iniciativa também pretende reduzir a carga das verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia). Estes parasitas podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. O tratamento será realizado pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Esta ação também prevê a distribuição de 10 milhões de cartilhas para orientação de professores e estudantes.
FONTE: Camila Terra, do Blog da Saúde