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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Começa 2ª etapa da Pesquisa Nacional de Saúde com coleta de sangue

Começa nesta segunda-feira (09) a coleta dos exames clínicos de sangue e de urina para a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que integram a segunda etapa do estudo. A pesquisa está sendo realizada por meio de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês (HSL), com o objetivo de avaliar a incidência de doenças como diabetes, hipertensão, anemia, colesterol alto, obesidade, dengue, entre outras. A primeira etapa do levantamento envolveu entrevistas sobre doenças e medidas antropométricas, incluindo a pressão arterial, realizados em cerca de 80 mil pessoas em 1,6 mil municípios.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explica que a pesquisa permitirá uma avaliação mais ampla e um melhor planejamento das ações estratégicas e políticas públicas. ”Além de permitir que possamos examinar a tendência da saúde do brasileiro na última década, a PNS traz uma radiografia bem detalhada não só do Brasil, mas de regiões, dos estados, capital e interior”, diz.

Responsável pela organização da rede de coleta de sangue e urina, o Hospital Sírio-Libanês firmou um termo de cooperação com duas empresas de medicina diagnóstical, os Grupos “Dasa (Diagnósticos da América)” e “Fleury”. As informações obtidas serão sigilosas, ficarão sob a guarda do IBGE e terão apenas fins estatísticos, sem qualquer identificação dos participantes.

“Esta pesquisa representa um grande desafio. A nossa colaboração se deve à importância que a iniciativa terá para o futuro das políticas públicas de saúde e, desta forma, dos benefícios que trará para a população”, afirma Sérgio Zanetta, diretor de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês.

No total, serão investidos R$ 21 milhões na realização pesquisa, sendo que o Ministério da Saúde vai repassar R$ 15 milhões ao IBGE. O restante, R$ 6 milhões, será empregado pelo Hospital Sírio-Libanês na organização da rede de coleta de sangue e urina. Esse recurso integrante do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) que possibilita que as entidades de saúde de referência assistencial – neste caso o Hospital Sírio-Libanês -, participem do desenvolvimento do SUS transferindo tecnologia, conhecimento, experiência em gestão e oferecendo práticas úteis para serem adaptadas pela rede pública.

No PROADI, os projetos são apresentados pelos Hospitais de Excelência ao Ministério da Saúde. Após aprovação, são desenvolvidos com o recurso despendido pela própria entidade de saúde. Em contrapartida – pela oferta de serviços à população – as entidades usufruem de isenções fiscais, mais especificamente contribuições sociais, devidas ao governo.

As análises feitas pela pesquisa também vão diagnosticar se a pessoa diabetes, anemia falciforme e analisar percentuais de creatinina, potássio e sódio – indicadores que podem revelar eventuais problemas de saúde do paciente. Se os resultados dos exames indicarem algum problema de saúde, o entrevistado será encaminhado a uma unidade de saúde para receber acompanhamento médico.

Histórico – Desde 2009, o Ministério da Saúde se reúne com pesquisadores para iniciar a elaboração da pesquisa. De 2010 a 2011, ocorreram reuniões periódicas com representantes do IBGE, onde foram estudadas experiências nacionais e internacionais; definidas a metodologia; a amostragem e outros pontos importantes. Em 2012, foram fechados os questionários e a parceria com o Hospital Sírio-Libanês para a realização dos exames laboratoriais.

O Ministério da Saúde já realiza, anualmente, o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), estudo feito por inquérito telefônico em 26 estados e no Distrito Federal. Em 2011, o Vigitel entrevistou 54 mil pessoas, sendo uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. A Pesquisa Nacional de Saúde, portanto, servirá como aliada para agregar informações estatísticas dos hábitos de vida da população comprovadas através dos exames.

Dengue – O exame de sangue também trará a informação do percentual da população brasileira que já entrou em contato com o vírus da dengue. “A sorologia é importante para subsidiar, no futuro, a implantação da vacina conta a dengue no país,possibilitando o mapeamento de áreas suscetíveis a surtos de subtipos da doença.”, afirma Jarbas Barbosa.

O material coletado na pesquisa será guardado no Instituto Evando Chagas, em Belém, que é uma instituição pública do Ministério da Saúde e vai compor um banco de soro humano para monitorar a doença no país, ficando disponível para universidades e institutos de pesquisas. Segundo o secretário, a previsão é de que o estudo seja realizado a cada cinco anos. Os primeiros resultados deste estudo devem ser divulgados em 2014.

A pesquisa faz parte do Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) e tem como meta produzir novas informações sobre os hábitos de alimentação, tabagismo, uso de bebidas alcoólicas, prática de atividade física e fatores associados aos comportamentos não saudáveis da população. As informações vão subsidiar as ações de combate às DCNT, responsáveis por 72% dos óbitos no Brasil.

A iniciativa propõe que a PNS dê continuidade aos inquéritos do Plano Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizado em 1998, 2003 e 2008. A PNS também deve delinear o perfil lipídico da população e dimensionar o acesso ao diagnóstico de alguns agravos crônicos (como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, creatinina no sangue, dosagem de sal na urina), com base na comparação de medidas objetivas (antropométricas, de pressão arterial e exames laboratoriais) e subjetivas (morbidade auto referida), além de outras investigações. A PNS foi aprovada no Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Governo vai coletar amostras de sangue e de urina para traçar perfil da saúde dos brasileiros

Pesquisa inédita começa nesta segunda-feira e será realizada em parceria com o IBGE; amostra envolverá 80 mil pessoas, sendo que 20 mil farão os exames laboratoriais.




O IBGE inicia hoje, 12 de agosto, em convênio com o Ministério da Saúde e com a coordenação técnica da Fiocruz, a coleta de informações da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 - PNS. Até novembro, cerca de 1.000 entrevistadores visitarão 80 mil domicílios em 1.600 municípios em todo o país, para conhecer a saúde e o estilo de vida da população. A pesquisa também tem o objetivo de produzir dados sobre acesso e uso dos serviços de saúde, ações preventivas, continuidade dos cuidados e financiamento da assistência de saúde.
O desafio é grande. Para saber como está a saúde no Brasil, o IBGE e a Fiocruz planejaram a pesquisa em duas etapas. A primeira consiste no preenchimento de um questionário que captará informações de todos os moradores, em todos os domicílios visitados. Além disso, será selecionado um morador maior de idade em cada um dos domicílios visitados, que responderá outro questionário e terá medidos peso, altura, cintura e pressão arterial. A escolha desse morador será feita aleatoriamente, pelo computador de mão do agente de pesquisa, no momento da entrevista.
Na segunda etapa da pesquisa, aplicada em 25% das áreas visitadas, esse mesmo morador maior de idade selecionado para as medidas antropométricas e de pressão arterial fará exames laboratoriais de sangue e urina.
A coleta da PNS começa pelos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Roraima, Amapá e Rio Grande do Sul e, nas próximas semanas, alcançará todas as unidades da federação. A previsão é que a pesquisa seja realizada a cada cinco anos, com detalhamento nos níveis Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas que contenham municípios das capitais e municípios das capitais, e que os primeiros resultados sejam divulgados em 2014.
Sigilo das informações coletadas pela PNS é garantido por lei
É importante ressaltar que todas as informações coletadas pela PNS, inclusive os resultados dos exames laboratoriais, têm sua confidencialidade garantida pela lei do sigilo da informação estatística (Lei nº5534/68) e só podem ser utilizadas para fins estatísticos.
Todos os entrevistadores da PNS deverão portar o crachá do IBGE e o equipamento eletrônico de coleta de dados (computador de mão). Também será possível confirmar a identidade do entrevistador pelo telefone 0800-721-8181.
Antes de sair às ruas, eles fizeram um treinamento não só para aplicar o questionário corretamente, como para tirar as medidas antropométricas e de pressão arterial. Já os exames de sangue e urina serão realizados por laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde.
Parte do questionário e medidas antropométricas são realizadas em apenas um morador por domicílio
Para produzir os melhores dados sobre a saúde e o estilo de vida dos brasileiros, o questionário da Pesquisa Nacional de Saúde foi elaborado da seguinte forma: primeiro, são feitas perguntas sobre o domicilio, como, por exemplo, abastecimento de água, posse de animais de estimação, ocorrência de visitas de equipes de saúde da família, entre outras. A seguir, as perguntas se referem a cada um dos moradores do domicílio. São perguntas sobre características gerais (sexo, idade, estado civil, entre outras), educação, trabalho, rendimento, deficiência, plano de saúde, utilização de serviços de saúde e saúde de crianças e idosos.
No momento da entrevista, um morador maior de idade será selecionado aleatoriamente pelo computador de mão para responder outro questionário com perguntas sobre trabalho, estado de saúde, acidentes, estilos de vida (consumo de bebidas alcoólicas, prática de atividades físicas e fumo, por exemplo), doenças crônicas, saúde da mulher, atendimento pré-natal (quando for o caso), saúde bucal e atendimento médico. Serão tiradas as medidas antropométricas e de pressão, e o entrevistador também pedirá informações para contatos futuros, sempre garantido o sigilo do informante.
Se for necessário, o entrevistador fará mais de uma visita ao domicílio para completar a pesquisa.
Coleta de material para os exames laboratoriais é feita em casa
Além do questionário e das medidas, serão realizados exames de sangue e urina em 25% das áreas visitadas pelos pesquisadores do IBGE, selecionadas aleatoriamente. Na amostra de sangue, serão feitos exames de hemoglobina glicada, colesterol, hemograma, hemoglobina S e outras hemoglobinopatias, creatinina e sorologia da dengue; na urina, serão analisadas a dosagem de sódio, de potássio e creatinina.
Nessas áreas selecionadas (25%), todos aqueles moradores maiores de 18 anos que tiraram as medidas antropométricas também farão os exames. O morador será informado se faz parte dessa amostra na primeira visita do entrevistador. O laboratório credenciado pelo Ministério da Saúde fará contato diretamente com ele para agendar o dia dos exames, por isso é importante informar corretamente os dados para contatos futuros. O entrevistado não precisará sair de casa: a coleta será feita em domicílio, e também não será necessário ficar em jejum.
Feitos os exames, o morador selecionado escolherá como prefere receber os resultados: correio ou disponibilizado na internet.
Durante a coleta de informações da PNS, quem apresentar pressão arterial elevada, exames laboratoriais alterados, crise de hipertensão ou dores no peito receberá orientações para procurar o serviço de atendimento local indicado pelo Ministério da Saúde.
Pesquisa é inédita e subsidiará políticas de saúde
Pela primeira vez por meio de perguntas e exames, uma pesquisa do IBGE busca conhecer as relações entre o estilo de vida e a saúde da população e produzir informações sobre o atendimento à saúde nas redes pública e particular.
A PNS faz parte do Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares do IBGE (SIPD). Ela dá continuidade a um ciclo de investigações que vem sendo realizado a cada cinco anos, desde 1998, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e seus suplementos de saúde.
Além disso, a PNS também dará suporte a diversas políticas públicas, como o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, Brasil Sorridente, a Rede Cegonha e outras.
FONTE: IBGE