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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Blitz é mais eficaz que teste para detectar droga, diz ministro


Ministro Alexandre Padilha minimizou a importância do novo equipamento anunciado pelo estado de São Paulo para flagrar motoristas que usaram drogas


 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador de 
Pernambuco, Eduardo Campos, durante o Galo da Madrugada
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado que o equipamento anunciado pelo governo de São Paulo para detectar substâncias como cocaína e maconha durante as operações da Lei Seca não é fundamental no combate aos acidentes de trânsito. "O mais eficiente é colocar blitz na rua, independentemente do equipamento", disse, durante desfile do bloco carnavalesco Galo da Madrugada, em Recife.

Ao minimizar a importância do novo equipamento, Alexandre Padilha, que é um dos pré-candidatos do PT ao governo paulista em 2014, defendeu que a Lei Seca já estabelece que alterações de comportamento flagradas no motorista podem ser usadas como prova. Para ele, o uso do equipamento ficará a cargo dos estados. "A autonomia é dos estados para decidir."
Padilha também argumentou que os estados que reduziram a incidência de acidentes de trânsito no ano passado, como Rio de Janeiro e Pernambuco, conseguiram o feito porque ampliaram a fiscalização nas ruas: "Isso é fundamental, inibe o uso de bebida, de droga, reforça o uso de capacete".
O Ministério da Saúde aproveitou o desfile do Galo da Madrugada para realizar uma simulação de atendimento em grandes eventos - com ambulância e comunicação direta com hospital - numa preparação para a Copa do Mundo de 2014 e eventos que reúnem multidões. O mesmo será feito neste domingo em Salvador.
FONTE: Veja (com Estadão Conteúdo)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A partir de hoje, blitz da lei seca vai flagrar quem usa maconha e cocaína


Inéditos no Brasil, equipamentos serão usados na capital sempre que policiais suspeitarem que motorista consumiu drogas ilícitas


Entre a noite desta sexta-feira e a terça-feira de carnaval, o governo do Estado vai testar nas ruas da capital um novo modelo de blitz para fiscalizar a lei seca. Além de novos equipamentos para flagrar motoristas bêbados, como câmeras de vídeo, policiais de São Paulo terão, pela primeira vez, aparelhos capazes de detectar se o motorista consumiu também maconha ou cocaína.


JB Neto/AE
Os equipamentos - inéditos no País - serão usados caso o policial suspeite do consumo de drogas. Para o teste, são coletadas gotas de saliva do condutor. Diferentemente do álcool, não é preciso aferir a quantidade de outras substâncias psicoativas no corpo: pelo artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), qualquer valor é suficiente para indiciar o motorista por crime de trânsito, que pode pegar pena de 6 meses a 3 anos de prisão, além de perder a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por um ano e pagar multa de R$ 1.915,40.
A ressalva, segundo o presidente da Comissão de Trânsito da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Maurício Januzzi, é que, assim como o bafômetro e o exame de sangue, o motorista não é obrigado por lei a fazer o novo teste antidrogas.
Mudanças
Os novos aparelhos são apenas uma das mudanças na blitz da lei seca. O governador Geraldo Alckmin vai assinar hoje um decreto que rebatiza a fiscalização como Operação Direção Segura. No lugar de uma operação conduzida basicamente por policiais militares, as novas blitze terão também delegado e escrivão da Polícia Civil, peritos do Instituto de Criminalística e agentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e de seis secretarias de Estado. Serão, ao todo, 17 pessoas por operação. "A diferença é que toda a operação estará concentrada em um lugar só. Hoje, a cada motorista flagrado, é preciso que três, quatro policiais o acompanhem até a delegacia. Com o tempo, a blitz acaba se desfazendo", explica o presidente do Detran, Daniel Annenberg.
A ideia do Palácio dos Bandeirantes, conforme o Estado antecipou em novembro, é que o indiciamento do motorista infrator ocorra na mesma noite do flagrante da bebedeira. A documentação do motorista e a situação do veículo (em relação ao pagamento de IPVA e licenciamento) também serão fiscalizadas nas operações.
Outra novidade é que os policiais vão usar câmeras de vídeo, cujas imagens passaram a ser aceitas como prova de embriaguez desde o fim do ano passado, e foram treinados para notar os sinais de embriaguez definidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, cadeirantes vítimas de acidentes de trânsito farão ações de conscientização sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool e outras drogas. Eles também vão atuar em bares, baladas e restaurantes.
O piloto do novo programa só deverá ser implementado no resto do Estado após o carnaval. Annenberg diz que, em uma segunda etapa, ainda neste ano, as blitze terão vans com computadores da Secretaria de Estado da Fazenda para que motoristas que estejam sóbrios, mas tenham pendências financeiras com o veículo, possam acertar suas contas. "Às vezes, o cidadão que não é bandido e está com a família fica a pé à noite por causa disso."
2 perguntas para: Dirceu Rodrigues Alves Jr., médico especialista em trânsito
1. Há diferença, para a segurança do trânsito, se o motorista bebeu ou usou maconha ou cocaína? Todas as drogas alteram a capacidade cognitiva, motora e sensitiva. As três drogas atrapalham, mas as ilícitas podem causar até alucinações. As drogas são uma grande agressão ao corpo e a pessoa não tem nenhuma condição de dirigir sob efeito delas - e isso inclui o álcool.
2. Há estatísticas sobre consumo de drogas por motoristas? Sim. Há relatos sobre motoristas nas rodovias que antes bebiam e agora usam maconha, porque a droga não aparece no bafômetro. E o consumo é maior entre os jovens que vão para as festas de carnaval. E lá consomem também álcool.
Também está na mira venda de álcool para adolescentes
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai fazer operação especial no carnaval para fiscalizar a proibição de venda de álcool a menores de idade, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis. As blitze vão de hoje a terça-feira.
Agentes das Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal e do Procon-SP, a maioria à paisana, vão fiscalizar bailes de carnaval, casas noturnas, bares e outros estabelecimentos que ficam em ruas por onde passam blocos, cordões e trios elétricos. O sambódromo do Anhembi e imediações também estão na mira.
A vigilância será intensificada ainda no litoral, em quiosques de praia e estabelecimentos. Os fiscais também vão checar o cumprimento da lei antifumo.
Os estabelecimentos infratores receberão multa de até R$ 96,8 mil, além de interdição e perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS. 
FONTE: Bruno Ribeiro - O Estado de S.Paulo