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quinta-feira, 11 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Prefeitos do Ceará cobram ações contra a seca nos municípios
Um grupo de 50 prefeitos de cidades do Ceará se reuniu hoje (26), em Fortaleza, com representantes da Companhia de Gestão e Recursos Hídricos (Cogerh) e do governo federal para tratar do problema da falta de água. O volume armazenado de água nos 139 reservatórios monitorados pela Cogerh soma 8 bilhões de metros cúbicos (44% da capacidade total de armazenamento).
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| Otacílio Macedo, prefeito de Milhã |
A situação dos reservatórios no estado é considerada preocupante, principalmente na Bacia dos Sertões de Crateús, que tem 9 açudes e está com apenas 14,48% da capacidade, e na Bacia do Curu, que tem 11 reservatórios e está com 17,85% do volume total.
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| Carlos Felipe, prefeito de Crateús |
Dentre as medidas emergenciais já definidas para o enfrentamento dos efeitos da seca, estão a extensão do Garantia Safra até julho, do Bolsa Estiagem até o final do ano e o uso de máquinas para a construção de adutoras.
Segundo a Cogerh, Fortaleza será a única capital nordestina que não precisará racionar água e que o governo do estado já autorizou a instalação de adutoras em caráter emergencial para evitar o colapso no abastecimento em Crateús e Tauá, municípios mais ameaçados pelo desabastecimento, dentre as grandes cidades do estado. Segundo o diretor da Cogerh, Rennys Frota, a tecnologia empregada nas obras, também utilizada pelo exército americano, permite a construção de até 12 Km de tubulação por dia.
FONTE: TV Verdes Mares
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Reivindicações dos prefeitos podem ir direto ao Plenário
Documento divulgado e aprovado pela Frente Nacional de Prefeitos, nesta quarta-feira (20), durante reunião com os presidentes da Câmara e do Senado, cobra do Congresso Nacional a aprovação de medidas que fortaleçam os investimentos nas cidades, garantam o equilíbrio fiscal e melhorem a qualidade de vida das pessoas, especialmente as que vivem nas capitais.
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| Resumo das reivindicações dos prefeitos (Reprodução) |
O encontrou reuniu prefeitos de 14 capitais e foi motivado por iniciativa dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros, que buscam votar no Congresso medidas que reformem o pacto federativo.
Alves informou que algumas propostas em tramitação na Casa que contenham as reinvindicações dos prefeitos poderão ser levadas diretamente ao Plenário. Os presidentes da Câmara e do Senado ressaltaram que, na semana que vem, vão se reunir com os presidentes de comissões técnicas para verificar quais propostas já em tramitação nas Casas correspondem às reivindicações dos prefeitos das capitais.
Dívidas dos municípios
Uma das maiores preocupações manifestada pelos prefeitos foi reduzir o custo da dívida dos municípios com a União, com a mudança no índice de correção. Sobre esse assunto, a Câmara analisa Projeto de Lei Complementar 238/13, do Executivo, que, entre outras medidas, muda os critérios de indexação dos contratos de refinanciamento das dívidas de estados e municípios com a União. Pela proposta, o índice de correção passará a ser o IPCA, que é menos instável que o IGP-DI. Caso a soma dos encargos ultrapasse a variação da taxa básica de juros, atualmente em 7,25%, a Selic será usada para a atualização.
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| Resumo das reivindicações dos prefeitos (Reprodução) |
Precatórios
Os prefeitos também cobraram a retomada da discussão no Congresso em torno do pagamento dos precatórios, à luz da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar a inconstitucionalidade de diversos dispositivos da Emenda Constitucional 62/09, que instituiu o novo regime especial de pagamento desses débitos. Os precatórios são dívidas do setor público definidas pela Justiça, e o Supremo decidiu que elas devem ser pagas imediatamente e não em parcelas, como vem sendo feito. Ainda é esperado, porém, um esclarecimento do próprio STF sobre a decisão.
Henrique Eduardo Alves disse que o Legislativo poderá mediar uma saída para o cumprimento da decisão do STF. "A decisão do Supremo merece nosso respeito, mas vamos mediar um entendimento que dê viabilidade à decisão".
A maioria dos governantes falou hoje sobre o assunto. O prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, contou a sua situação: "O gestor que me antecedeu não pagou a sua cota no ano passado e agora a gente corre o risco - já recebi três cartas do Tribunal de Justiça - de sequestro das receitas do município por conta do pagamento de precatórios do passado. Imagine com essa indefinição que foi posta a partir da decisão do STF como isso pode ficar", reclamou.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que será necessário fazer um amplo entendimento sobre o pagamento dos precatórios: "O impacto é gigantesco nas contas públicas. Nós estamos falando de R$ 100 bilhões no País, 20 deles só na cidade de São Paulo. Então os efeitos são tremendos".
Até agora, prefeitos e governadores vinham seguindo uma emenda constitucional de 2009 que permitia parcelamentos em até 15 anos, com várias ressalvas para casos especiais, como pagamento a pessoas idosas.
Além das reivindicações formalizadas, alguns prefeitos apresentaram outras demandas. O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, por exemplo, pediu que o Congresso Nacional discuta o marco legal das desapropriações. “O Congresso deveria se debruçar sobre os rituais de desapropriações, para diminuir custos e prazos”, afirmou.
FONTE: Agência Câmara de Notícias
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domingo, 17 de março de 2013
Prefeitos cobram soluções dos governos federal e estadual para amenizar situação no Interior
Os gestores municipais cobram soluções dos governos federal e estadual para amenizar situação no Interior
Nos últimos dias, é crescente a pressão de prefeitos e produtores rurais mediante a possibilidade de um segundo ano consecutivo de seca, no Ceará. As vítimas da estiagem exigem ações governamentais mais rápidas e efetivas. O setor pecuário já registra elevada perda. O desabastecimento de água para a população e para animais tende a agravar-se. No campo, os pequenos e médios criadores já não têm mais alternativa de alimentação para o rebanho. As reservas estão se acabando.
Para maioria dos prefeitos, o combate à seca existe, mas é tímido FOTO: WALESKA SANTIAGO
O grito de socorro chegou com maior intensidade às portas do governo do Estado. "Os municípios precisam de ações mais concretas e urgentes", defendeu o prefeito do município de Iguatu, Aderilo Alcântara. "A situação é crítica e infelizmente tende a se agravar se não chover logo. As ações são lentas e, a cada seca, se repetem com carro-pipa e a venda de milho pela Conab, mas que é insuficiente".
A presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Adriana Pinheiro, observou que todas as segundas-feiras, desde 2012, o Comitê Integrado de Combate à Seca, limita-se a discutir ações e projetos já existentes, tais como o abastecimento por carro-pipa, recuperação de poços profundos e distribuição de milho para o rebanho.
Ela defende ampliar o debate e colocar novas ações em prática. "Precisamos trazer novas tecnologias, voltadas para a melhoria da qualidade da água distribuída, eficiência dos sistemas de abastecimento e de irrigação".
Aderilo Alcântara crítica justamente a falta de ações tecnológicas para o campo. "Os pequenos e médios produtores rurais não têm acesso à tecnologia e a cada seca as ações de assistência são repetidas", observa. "Não há sistema de irrigação, os existentes são inadequados. Uma coisa simples como análise de solo, não é feita porque a Ematerce e outros órgãos não oferecem o serviço aos agricultores".
Conforme a presidente da Aprece, os prefeitos reclamam da demora na liberação dos recursos emergenciais, do atraso de projetos estruturantes de abastecimento de água, no excesso de burocracia, repasse insuficiente no volume de milho subsidiado pelo governo federal por meio do programa Venda Balcão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
"É preciso o governo apressar a liberação de recursos financeiros dos projetos São José 3 e Água para Todos", diz Adriana Pinheiro. Ela se refere aos investimentos considerados insuficientes pelo governo estadual em programas e projetos de convivência com o semiárido, por exemplo, o Programa de Práticas Agrícolas da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). O orçamento para 2013 é apenas de R$ 1,2 milhão.
Demora
O prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, lembrou que, no ano passado, a Prefeitura encaminhou projetos para os governos estadual e federal, solicitando a perfuração de poços profundos. "Até agora, não obtivemos nenhuma resposta", disse. "E desde o ano passado que aguardamos a vinda de um carro-pipa, que não chega".
A complexidade do problema da seca fica evidente no município de Jaguaribara, onde está localizado o Açude Castanhão, o maior do Estado, que fornece água para perenização do Baixo Jaguaribe e até para o abastecimento da Capital cearense.
Comunidades localizadas a 3 Km do reservatório são abastecidas, entretanto, por carro-pipa. "Isso é uma contradição e a burocracia impede que a água chegue para outras comunidades nos arredores do açude", diz o prefeito, Francini Guedes. "Nesse momento de crise, as coisas deveriam ser simplificadas, mas para se conseguir uma adutora há uma dificuldade enorme?".
O prefeito de Crateús, Carlos Felipe Saraiva, é taxativo: "As ações são tímidas, para não dizer iníquas diante da calamidade da situação. Os municípios estão entregues à própria sorte".
O prefeito de Sobral, Veveu Arruda, evita críticas às ações governamentais para a seca e diverge da maioria dos gestores, preferindo ressaltar que, em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, foram perfurados e instalados 43 poços profundos, construídas adutoras, mais de 1.500 cisternas de placas, 92 de enxurradas e 42 barragens subterrâneas como suporte hídrico para os pequenos produtores desenvolverem os seus quintais produtivos e projetos Mandalas. "Os governos do Estado e federal têm tentado atender os municípios", afirma.
Quadro crítico
O secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Nelson Martins, reconhece que há problemas burocráticos que acarretam atraso na remessa de milho e em outras ações. O titular da SDA enfatizou que o Ceará enfrenta uma das piores secas dos últimos 50 anos. "Ano passado, choveu apenas 40% da média histórica e neste ano, até agora, está chovendo apenas a metade do registrado no mesmo período de 2012".
Ele apresenta uma série de ações: "são mais de 800 caminhões-pipa pelo Exército e pela Defesa Civil do Estado fornecendo água para as famílias", destaca. "Já recuperamos e perfuramos mais de 300 poços". Nelson diz que essas duas ações serão ampliadas. "Ampliamos de quatro para dez o número de equipamentos para perfuração de poços no Interior", complementa.
Martins observou que, apesar do esforço da Conab no Ceará, a quantidade de milho vinda para o Estado é insuficiente para atender à demanda que a cada mês é crescente. "Infelizmente, há problemas de burocracia, contratação do frete, que impedem a chegada dos grãos em quantidade suficiente e com regularidade".
FONTE: Honório Barbosa, do Diário do Nordeste
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