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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Lista de candidatos à chefia da PGR é encaminhada à presidenta Dilma


A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) encaminhou hoje (19) ofício à presidenta Dilma Rousseff indicando os três nomes mais votados pela categoria para chefiar a Procuradoria-Geral da República (PGR). Estão na lista os subprocuradores-gerais Rodrigo Janot, que obteve 511 votos, Ela Wiecko, com 457 votos, e Deborah Duprat, que recebeu 445 votos.
Candidatos à sucessão do procurador-geral da República:
Ela Wiecko, Rodrigo Janot e Deborah Duprat
(Agência Brasil e CNJ)
O cargo de procurador-geral ficará vago em agosto, com a saída de Roberto Gurgel. A escolha é de livre nomeação da Presidência da República, mas, desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva, adotou-se a lista tríplice com os mais votados pelos profissionais da categoria. A seleção da ANPR é seguida desde então.
A lista está sendo questionada por outros ramos do Ministério Público da União (Ministério Público Militar, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), que também fizeram votações próprias. A somatória de todos os resultados dá a liderança para Duprat, com 884 votos, seguida por Janot, 576 votos, e Wiecko, 516 votos.

Confira o ofício:


A votação da ANPR teve 888 participantes, enquanto os procuradores trabalhistas colheram 461 votos. No Distrito Federal votaram 42 pessoas, e no ramo militar, foram registradas 12 participações.
Para o presidente da ANPR, Alexandre Camanho, a escolha da presidenta deve recair entre “os agentes políticos que atuam na mesma área, com os mesmos objetivos e atribuições do procurador-geral de cada ramo, sob pena de perder por completo seu sentido”.
A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho informou, por meio de nota, que as três entidades não representadas pela ANPR também vão encaminhar ofício com as respectivas votações para a presidenta Dilma Rousseff.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Com renúncia de Bento XVI, cardeais brasileiros entram na bolsa de apostas


O brasileiro Dom Odilo Scherer, arcebispo da diocese de São Paulo, é um dos nomes mais fortes. Ele já era cotado mesmo antes do conclave que escolheu o atual papa

Saída de Bento XVI pode abrir espaço para a
indicação de papa latino-americano 
(Patrick Hertzog/AFP)
Após a renúncia de Bento XVI, o novo papa deverá ser anunciado pelo conclave em março - e a "bolsa de apostas" para o mais alto posto da Igreja Católica já começou. A saída inédita de Bento XVI - nunca um papa abdicou por razões de incapacidade física - abre espaço para outros ineditismos no Vaticano. Um deles pode ser a eleição de um papa latino-americano - ou até mesmo brasileiro.

Segundo o Vaticano, há um total de 119 cardeais aptos a votar no conclave - sendo cinco brasileiros: Cláudio Hummes, de 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para o Clero, dom Geraldo Majella Agnelo, de 79, arcebispo emérito de Salvador, dom Odilo Scherer, de 63, arcebispo de São Paulo, dom Raymundo Damasceno Assis, de 76, arcebispo de Aparecida, e dom João Braz de Aviz, de 64, ex-arcebispo de Brasília. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite para votar, que é de 80 anos: Dom Eusébio Scheid, 80, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Paulo Evaristo Arns, de 91 anos, ex-arcebispo de São Paulo, dom Serafim Fernandes de Araújo, de 88, ex-arcebispo emérito de Belo Horizonte, e dom José Freire Falcão, de 87, ex-arcebispo de Brasília.
Na América Latina estão 42% dos 1,2 bilhão de católicos do mundo - o maior bloco da Igreja. Na Europa, estão 25% dos fiéis. Segundo a reportagem da Reuters, citando a imprensa internacional, duas autoridades do Vaticano comentaram recentemente sobre a possibilidade de um novo papa não ser europeu. "Sei de muitos bispos e cardeais da América Latina que poderiam se responsabilizar pela Igreja universal", disse o arcebispo Gerhard Mueller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mesma função que o papa Bento XVI exercia quando foi nomeado papa. "A Igreja ensina que o cristianismo não está centrado na Europa", afirmou o arcebispo ao jornal alemão Duesseldorf's Rheinische Post pouco antes do Natal.
O cardeal suíço Kurt Koch, chefe do departamento de Unidade Cristã, disse ao jornalTagesanzeiger, em Zurique, que seria bom haver candidatos da América Latina e da África no próximo conclave. Koch chegou a dizer, na entrevista, que tinha a intenção de votar por um candidato que não fosse europeu.
Apostas - Entre os latino-americanos, o brasileiro Dom Odilo Scherer, arcebispo da diocese de São Paulo, é um dos nomes mais fortes - mesmo antes do conclave que escolheu Bento XVI. Dom Odilo está na idade ideal para o posto, segundo os padrões do Vaticano (63 anos), tem o domínio de diversos idiomas e afinidade com as linhas gerais consagradas por Bento XVI. Scherer é membro das mais seletas comissões do Vaticano - aquelas que cuidam dos cofres da Santa Sé. O catarinense Dom João Braz de Aviz, ex-arcebispo de Brasília, também aparece como forte candidato, segundo a Reuters. A agência cita que o arcebispo trouxe novos ares ao Vaticano quando assumiu o posto - e seu trabalho pastoral tornou-se notório entre os círculos do pontificado.
O arcebispo argentino Leonardo Sandri também é descrito como uma possibilidade, apesar de sua pouca influência no Vaticano ser apontada como um fator que dificultaria sua nomeação. Peter Turkson, de Ghana, que coordena o departamento de Justiça e Paz do Vaticano, é constantemente citado como o favorito do continente africano.
Luis Tagle, das Filipinas, é comparado ao papa João Paulo II por seu grande carisma. Segundo o jornal italiano La Stampa, ele é muito próximo do papa Bento XVI. Eles trabalharam juntos na Comissão de Teologia do Vaticano. Mas, apesar de sua popularidade, poucos acreditam que seja escolhido devido a sua pouca experiência como cardeal - ele foi nomeado apenas em 2012.
Entre os candidatos europeus, o favorito, segundo o La Stampa, é o austríaco Christoph Schoenborn, de 67 anos - um ex-aluno de Bento XVI. Schoenborn é arcebispo de Viena e considerado um possível candidato a assumir o posto máximo na Igreja Católica desde a década de 1990.
Outros nomes possíveis, segundo o jornal, são Timothy Dolan, o americano que se tornou a voz do catolicismo nos Estados Unidos depois de ser designado arcebispo de Nova York, em 2009. Seu humor e dinamismo agradam o Vaticano, mas, ao mesmo tempo, causam temor de que ele adote uma postura de "papa superpoderoso", caso seja escolhido.
O canadense Marc Ouellet é o chefe da Congregação de Bispos e já afirmou, anteriormente, que se tornar papa seria "um pesadelo". Contudo, suas boas relações no Vaticano podem fazer de sua nomeação uma possibilidade. 
O italiano Gianfranco Ravasi, de 70 anos, é o ministro da Cultura do Vaticano desde 2007 e representa a Igreja no mundo das artes e da cultura. Apesar de bem relacionado, sua pouca experiência pastoral o torna um dos nomes menos prováveis para suceder Bento XVI.
FONTE: Veja