Gallery

Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de novembro de 2013

Aliança entre PT e PMDB vai continuar em 2014, diz Raupp

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, disse hoje (30) que não há nenhum risco de a aliança nacional com o PT não continuar nas próximas eleições. Lideranças dos dois partidos se reuniram hoje na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, para tratar do cenário político e eleitoral de 2014.
Segundo Raupp, há ainda pendências quanto às candidaturas aos governos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Ceará e da Paraíba, no entanto já foi resolvida a questão do Maranhão. “A ala do PT que apoia o candidato da governadora Roseana Sarney ganhou a convenção e deverá nos apoiar”, disse o senador.
Um dos estados em que os dois partidos mais têm encontrado dificuldade para chegar a um acordo é o Rio de Janeiro. “O PT ainda está tomando a decisão sobre se sai ou não do governo [local]. Temos que dar tempo ao tempo nesse estado, porque está muito claro que a divisão do PT e do PMDB poderá prejudicar as duas candidaturas. É o que está acontecendo segundo as pesquisas de intenção de votos”.
Participaram da reunião Lula; Dilma; Raupp; o vice-presidente Michel Temer, o senador José Sarney (PMDB-AP); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; o presidente do PT, deputado estadual em São Paulo Rui Falcão e o presidente do PT em São Paulo, deputado estadual Edinho Silva.
A presidenta Dilma está agora reunida com lideranças do PP.
FONTE: Agência Brasil

sábado, 2 de março de 2013

Dilma critica "mercadores do pessimismo" e diz que país voltará a crescer este ano


Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (2), durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.
Dilma participa de convenção do PMDB
Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.
“Mais um vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.
Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversário políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”
Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.
“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.
A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos. “Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil."
“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou.
Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”
FONTE: Ivan Richard, da Agência Brasil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ausência de Temer em evento petista expõe insatisfação do PMDB



Vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB)
A ausência do vice-presidente Michel Temer, principal liderança do PMDB na aliança governista, no evento de comemoração dos 10 anos do PT na Presidência da República que serviu para lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição, expôs a insatisfação do principal aliado a 16 meses do início oficial da campanha eleitoral.
Apesar da presença do presidente do partido, o senador Valdir Raupp (RO), peemedebistas ouvidos pela Reuters admitiram que a decisão foi a de uma aparição "protocolar" no evento, ao contrário de 2010, quando Temer era figura constante ao lado de Dilma na campanha.
"Ele (Temer) tem tido uma relação boa com Dilma, mas isso não tem se traduzido em atos políticos que ele pode levar ao partido, que se sente desprestigiado", disse à Reuters uma fonte próxima ao vice-presidente.
O desconforto do PMDB, que desde o início do mandato reclama por mais espaço na Esplanada dos Ministérios como forma de reconhecimento de sua importância no governo e fidelidade, aumentou com episódios recentes protagonizados por petistas.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que costura as alianças para 2014, sugeriu que Temer fosse candidato ao governo de São Paulo com o apoio do PT, deixando a vaga de vice na chapa de Dilma para Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que tem se movimentado como possível candidato presidencial --e por isso mesmo, apesar de presidir o PSB, também não foi à festa petista.
Enfurecidos, peemedebistas de São Paulo responderam afirmando que Temer, se quisesse concorrer ao governo paulista, "não precisa de legenda", já que o partido é forte no Estado.
"Até mais (forte) que o PT", disse um peemedebista que faz parte do governo, sob condição de anonimato.
Na terça-feira, o diretório paulista do PMDB divulgou nota afirmando que a prioridade é manter Temer na vice de Dilma e que a sigla terá candidato próprio a governador no Estado.
Outra declaração que jogou mais lenha na fogueira de desagrado do PMDB foi a confirmação do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, de que está crescendo dentro do PT a corrente que gostaria de ver a ideia de Lula realizada, Campos vice de Dilma em 2014.
A presidente ficou desconfortável com a afirmação e, conforme confirmaram assessores, chegou a repreender Carvalho, que telefonou para Temer para se desculpar.
CONGRESSO E CARGOS
Além do desagrado com o PT, cresce no PMDB o sentimento de desprestígio no governo, em especial pela dificuldade da presidente Dilma de dividir decisões com seu vice e de ampliar o espaço do PMDB na Esplanada em um momento que o partido comanda as duas Casas no Congresso.
Segundo um auxiliar da presidente, que falou à Reuters sob condição de anonimato, o PMDB não precisa de mais espaço nos ministérios justamente por presidir a Câmara e o Senado.
O PMDB comanda cinco pastas, menos importantes do que as seis que teve no final do governo Lula --Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Previdência e Secretaria de Assuntos Estratégicos. Mesmo com a Vice-Presidência, o partido reclama que na prática tem menos espaço, orçamento e poder de decisão.
"Temos a vice, mas perdemos Saúde, Defesa e cargos importantes no Ministério das Minas e Energia", diz outro peemedebista.
A insatisfação já foi manifestada nos últimos dias pelo novo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
Em entrevistas, Cunha afirmou que está na hora de Dilma "recompor" seu governo com vistas a quem a estará apoiando em 2014 --um recado claro da necessidade de rever ministérios em posse do PSB e aumentar a fração peemedebista.
A presidente, que fará mudanças em seu governo --a mexida ministerial prevista inicialmente para janeiro foi adiada para março--, deve incluir o PSD, quarta maior bancada na Câmara, na Esplanada, e pode rever o espaço de outras siglas.
FONTE: Ana Flor - Reuters

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O PMDB e os rumos políticos do Governo Dilma em 2013



                                                                                               FOTO: Roberto Stuckert Filho/PR

A popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) é sem precedentes. Consegue superar até os índices daquele que foi considerado pela historiografia recente como o mais popular dos presidentes brasileiros, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A dois anos do fim de seu mandato, Dilma passeia por essa popularidade, apoiada por ampla base parlamentar e oposição quase inexistente. Para quem acha, porém, que essa maioria nas duas casas legislativas federais – Câmara dos Deputados e Senado - é a garantia de tranquilidade para a presidente na segunda metade de seu mandato, se engana. 
É justamente nesse leque aberto de apoios que Dilma pode estar enfrentando grande risco para a sua sucessão. Em 2013, entre debates de temas polêmicos, a presidente terá pela frente desafios importantes na agenda legislativa, como a votação da distribuição dos royalties do petróleo, as novas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
A partir dessa agenda, parte do restante de seu mandato se definirá. O complicador reside na possibilidade de Dilma vir a se tornar refém de sua própria base, que tem no PMDB o principal elemento. O partido, que não tem nomes fortes para concorrer à presidência, é hoje detentor dos cargos de vice-presidente do País, na figura de Michel Temer, de presidente da Câmara dos Deputados, com Henrique Eduardo Alves, além de presidente do Senado Federal, com o nome de Renan Calheiros.
Não bastando isso, historicamente, o partido não consegue ser fiel nem mesmo a seus caciques. Nomes importantes do PMDB como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) são eternos rebeldes dentro de uma legenda que se diferencia mais por posicionamentos regionais do que mesmo nacionais. Contra esse perfil que caracteriza o principal aliado do governo é que a presidente terá que conviver até o final do seu mandato. Perfil este que não nega o apetite fisiologista por cargos, utilizando como instrumento a barganha política.
Para além do PMDB, Dilma também começa a enfrentar o impasse que surge após as declarações do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, até então aliado, sobre seu desejo de compor chapa presidencial no próximo ano. Diante dessas circunstâncias, O POVO tenta discutir como deverá se comportar a presidente Dilma frente ao Congresso Nacional em 2013, ano que antecede a disputa para a Presidência em 2014.
FONTE: Ranne Almeida, de O Povo