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sábado, 30 de novembro de 2013

Aliança entre PT e PMDB vai continuar em 2014, diz Raupp

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, disse hoje (30) que não há nenhum risco de a aliança nacional com o PT não continuar nas próximas eleições. Lideranças dos dois partidos se reuniram hoje na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, para tratar do cenário político e eleitoral de 2014.
Segundo Raupp, há ainda pendências quanto às candidaturas aos governos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Ceará e da Paraíba, no entanto já foi resolvida a questão do Maranhão. “A ala do PT que apoia o candidato da governadora Roseana Sarney ganhou a convenção e deverá nos apoiar”, disse o senador.
Um dos estados em que os dois partidos mais têm encontrado dificuldade para chegar a um acordo é o Rio de Janeiro. “O PT ainda está tomando a decisão sobre se sai ou não do governo [local]. Temos que dar tempo ao tempo nesse estado, porque está muito claro que a divisão do PT e do PMDB poderá prejudicar as duas candidaturas. É o que está acontecendo segundo as pesquisas de intenção de votos”.
Participaram da reunião Lula; Dilma; Raupp; o vice-presidente Michel Temer, o senador José Sarney (PMDB-AP); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; o presidente do PT, deputado estadual em São Paulo Rui Falcão e o presidente do PT em São Paulo, deputado estadual Edinho Silva.
A presidenta Dilma está agora reunida com lideranças do PP.
FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Brasil deverá registrar cerca de 580 mil casos de câncer em 2014

Devem surgir 576.580 novos casos de câncer no Brasil em 2014. A previsão é que o tumor de pele não melanoma, o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total. Depois deste, o que mais acomete homens é o câncer de próstata (68,8 mil), que responde por 33,7% da incidência nesse público quando se exclui o de pele. Em relação às mulheres, o segundo de maior ocorrência é o de mama (57,1 mil), responsável por 30% dos casos em relação aos demais tipos.
Os dados são da publicação Estimativa 2014 - Incidência de Câncer no Brasil, que foi apresentada nesta quarta-feira (27) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomas da Silva (INCA), Cláudio Noronha. As previsões de novos casos da doença, divulgadas a cada dois anos, servem de base para políticas públicas na área de oncologia.
“A estimativa só reforça que o câncer tem de ser uma prioridade em saúde pública, é uma doença que atualmente provoca quatro vezes mais mortes que os acidentes de trânsito. Por isso o esforço do Governo Federal em expandir a rede de assistência. Nos últimos anos, ampliamos em mais de 25% os investimentos no setor com objetivo de interiorizar cada vez mais o diagnóstico e tratamento para a doença”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 
O Coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), Cláudio Noronha, alerta quanto aos fatores que influenciam no aumento da incidência da doença. “O número de casos cresce no Brasil seguindo uma tendência internacional e fortemente influenciada pelo envelhecimento da população. Além do envelhecimento, são fatores de risco importantes o tabagismo, que é responsável por aproximadamente um terço da ocorrência dos casos de câncer, o consumo de álcool, a alimentação, o controle do peso e a prática de atividade física”, destaca.
Com exceção do câncer de pele, a ocorrência de novos casos da doença no próximo ano será de 394.450, sendo 52% em homens e 48% em mulheres. Além do câncer de pele, próstata e mama, os mais comuns no país são intestino (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil).
Embora as previsões para o câncer seja de aumento do número de casos a cada ano, chama a atenção nos dados dos últimos anos no Brasil a tendência de queda do câncer de pulmão em homens e do câncer de colo do útero em mulheres, resultado das políticas de prevenção e diagnóstico precoce.
Na publicação elaborada pelo INCA, estão relacionados os 19 tipos de cânceres mais frequentes no Brasil. A previsão é de um maior número de novos casos no Sudeste (299.730 mil) e Sul (116.330). Na região Nordeste estimam-se 99.060 novos casos, seguida do Centro-Oeste (41.440) e do Norte (20.020).
O câncer atualmente é a segunda causa de morte no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2011, 184.384 pessoas morreram por conta da doença no País.
Maior número de casos – A incidência de câncer em todo o mundo cresceu 20% na última década. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a expectativa para 2030 é de 27 milhões de novos casos e 17 milhões de óbitos. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados, incluindo o Brasil. A doença é uma das grandes preocupações mundiais em políticas de saúde.
No caso do Brasil, a estimativa para 2014 é 11% maior que o total de novos casos esperados dois anos atrás (520 mil). Melhorias na quantidade e qualidade da base de dados podem ter interferido no índice, uma vez que o número é calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras. As taxas de incidência são obtidas nas 23 cidades onde existem Registros de Câncer de Base Populacional. As estimativas são válidas também para 2015.
O maior número de casos da doença no Brasil e no mundo está relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar, entre outros fatores de risco. De forma geral, todos os tipos de câncer apresentam crescimento no número de casos com o passar do tempo.
Tendência de queda – Na contramão deste cenário, observa-se no Brasil nos últimos anos tendência de queda na incidência de câncer de pulmão em homens. Embora esse tipo da doença seja o terceiro mais frequente entre o público masculino, devendo atingir 16.400 pessoas do sexo masculino no próximo ano, a previsão já foi maior. A estimativa para 2010, por exemplo, era de 17.800 novos casos em homens.
O câncer de pulmão é o que mais fez vítimas no Brasil em 2011, quando foram registrados 22.426 óbitos. Cerca de 90% dos casos estão associados ao tabagismo e a tendência de queda em homens pode ser relacionada às políticas de redução do consumo de cigarro. O Brasil tem se destacado globalmente nas ações de combate ao fumo, com redução de 20% do número de adultos que fumam nos últimos seis anos. O índice de fumantes passou de 15% em 2006 para 12% em 2012. Em 1989, era 35%.
No caso das mulheres, a tendência de queda é em câncer de colo do útero, que deixou de ser o segundo mais frequente entre esse público passando para o terceiro lugar no ranking. A previsão para 2014 é de 15.590 novos casos da doença, sendo que em 2010 a estimativa era de 18.430.
A redução dos casos está associada ao maior acesso da população feminina brasileira ao exame preventivo (papanicolau), a cada ano cerca de 11 milhões de exames são feitos na rede pública de saúde. A partir de 2014, o SUS passará a oferecer vacina contra HPV, cujo vírus é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero.
Depois do câncer de pele, este câncer apresenta maior percentual de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. O Ministério da Saúde preconiza que as mulheres de 25 a 64 anos façam o papanicolau anualmente. Se no intervalo de dois exames seguidos o resultado for normal, o exame é indicado a cada três anos.
FONTE: Agência Saúde

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Governo propõe salário mínimo de R$ 722,90 em 2014

O novo valor do salário mínimo deverá ser R$ 722,90. O anúncio foi feito há pouco pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ela esteve no Congresso para entregar ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a peça orçamentária de 2014. O texto deve ser votado pela Câmara e pelo Senado até o fim do ano.
O reajuste passa a valer em 1º de janeiro de 2014. O valor atual do mínimo é R$ 678.
“O novo valor incorpora a regra de valorização do salário mínimo que tem sido uma política importante de alavancagem da renda das famílias no Brasil, que tem nos levado a patamares de qualidade de vida muito superiores”, disse Belchior.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Analistas mantêm em 5,8% estimativa de inflação para este ano e 2014


Analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para inflação este ano e em 2014. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 5,80%, tanto para 2013 quanto para o próximo ano. As informações estão no boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), feita com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.
A projeção de inflação está acima do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de  2 pontos percentuais para mais ou para menos. Uma das funções do BC é fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
Para isso, o BC usa a taxa básica de juros, a Selic, como instrumento para calibrar a inflação. Atualmente a Selic está em 7,50% ao ano, depois de ter sido elevada em 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC do mês passado.
Devido à alta da inflação, a expectativa dos analistas das instituições financeiras é que o Copom volte a elevar a Selic na reunião deste mês, marcada para os dias 28 e 29. A mediana das expectativas (desconsidera os extremos das projeções) é que a Selic suba para 7,75% ao ano. Ao final de 2013, a projeção é 8,25% ao ano, a mesma para o fim de 2014.
A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 4,95% para 4,90%, este ano, e de 4,95% para 5%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,43% para 4,39%, este ano, e mantida em 5,10%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,51% para 4,50%, em 2013, e de 5,41% para 5,30%, no próximo ano.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não existe político irretocável, diz Lula


Na avaliação do ex-presidentes, há setores que tentam promover negação da política como forma de prejudicar o PT


                                                                 Filipe Araújo/AE
Lula participou de um debate realizado em
São Paulo sobre os 10 anos de governo do PT
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite desta segunda-feira, 13, durante um debate sobre os dez anos de governos petistas, que não existe político "irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético". Lula disse que a imprensa nacional tenta vender a imagem de que existem políticos ideais, que, segundo ele, não existem. Na avaliação de Lula, há setores que tentam promover a negação da política como forma de prejudicar o PT. Segundo ele, isso ocorreu na eleição da presidente Dilma Rousseff e também na eleição municipal de São Paulo em 2012. O ex-presidente fez um apelo aos mais jovens para que não desistam da política.

"Quando vocês não acreditarem em mais ninguém, no Lula, no (Fernando) Haddad, na Dilma, em ninguém, nem no Paulo Maluf... ainda assim, pelo amor de Deus, não desistam da política", afirmou o ex-presidente à plateia presente no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista. "O político ideal que vocês desejam, aquele cara sabido, aquele cara probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral, aquele político que a imprensa vende que existe, mas que não existe, quem sabe esteja dentro de vocês".

Embora tenha ironizado Maluf, na eleição de 2012 Lula patrocinou a aliança do então candidato Fernando Haddad com o deputado federal do PP.

O ex-presidente fez diversas críticas à imprensa brasileira e sustentou que "um jornal" está tentando transformá-lo em lobista. Em março, reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou ações de Lula, em governos, em prol de empresas que o contrataram para palestras.

"Tem um jornal que está tentando me transformar num lobista. É fantástico. Não sou lobista, não sou conferencista, não sou consultor. Sou um divulgador das coisas que fiz neste governo", declarou ele sem citar o nome do veículo.

Desde que deixou a presidência, Lula se mantém com palestras pagas por grandes conglomerados econômicos. Segundo empresários, o ex-presidente cobra em torno de R$ 200 mil para proferir uma palestra. O ex-presidente nunca confirmou os valores, que já foram pagos por empresas como LG, Tetra Pak, Microsoft, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

"As pessoas talvez fiquem preocupadas porque cobro caro e não falo quanto cobro. Mas se as pessoas pagam para ouvir um governante fracassado, tem que pagar bem. Se quiserem saber quanto eu cobro, me contratem!"

Ao criticar um suposto pessimismo da imprensa, Lula afirmou que "se um investidor estrangeiro chegar de Londres no Brasil e ler o Estadão, O Globo, a Veja, a Época, ele vai embora correndo!". "Parece que o País acabou!", exclamou.

O petista disse que se pergunta "como é um grande editor de um jornal desse País, daqueles que sabem tudo, aquele cara porreta, como é que ele compreende a geração de 22 milhões de empregos nos anos que tem mais desemprego no mundo".

Lula também afirmou que fará "campanha 24 horas na rua" pela reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. 

FONTE: Fernando Gallo - O Estado de S. Paulo

sábado, 20 de abril de 2013

Dengue: governo quer evitar crescimento da doença em 2014


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou hoje (20) que planeja uma reunião com os estados que registraram aumento dos casos de dengue este ano, como Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O objetivo é conter o avanço da doença no país em 2014.
“Vamos fazer uma avaliação profunda do que ocorreu: se tem a ver com a transição dos governos municipais, se teve desmobilização das equipes para evitar um crescimento de dengue no próximo ano”, disse. Segundo Padilha, o encontro deve ocorrer após o mês de maio, período de maior transmissão da doença.
De acordo com levantamento do Ministério da Saúde divulgado no dia 10 deste mês, a média nacional de casos de dengue é 368,2 em cada grupo de 100 mil habitantes. No ano passado, essa média era 98,1. Até a 13ª semana de 2013, foram 714.226 notificações, número superior a 2012, quando 190.294 casos foram notificados.
Padilha destacou que, até o mês de maio, o país permanece em alerta contra a dengue, principalmente em relação aos idosos. “Neste momento, tem que agir prioritariamente para reduzir os casos de óbito e casos graves. A epidemia de dengue tem uma característica de as pessoas com mais de 60 anos de idade terem 13 vezes maior o risco de evoluir para caso grave ou óbito.”
O ministro deu as declarações enquanto participava pela manhã, na capital paulista, da abertura da ação de mobilização para a vacinação contra a gripe, que começou hoje em todo o país. Neste sábado, ocorre o Dia D de Mobilização, com 65 mil postos do país abertos das 8h às 17h. A campanha vai até o dia 26 em todo o país.
Poderão receber a vacina idosos, profissionais de saúde, crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes, indígenas, mulheres até 45 dias após o parto (puerpério), pessoas privadas de liberdade e doentes crônicos.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 15 de abril de 2013

LDO prevê salário mínimo de R$ 719 no próximo ano


O salário mínimo deverá passar para R$ 719,48 no próximo ano. O valor consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, enviado hoje (15) pelo Executivo ao Congresso Nacional. Pela proposta, o mínimo terá reajuste de 6,12% no ano que vem.

O valor final do salário mínimo, no entanto, pode ser ainda maior porque pode ser revisto pelo governo conforme a fórmula de reajuste estabelecida por lei. Até 2015, o aumento do mínimo corresponderá ao Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada nos 12 meses anteriores ao reajuste.

O projeto também prevê crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e inflação oficial também de 4,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Apesar da perspectiva de que o Banco Central volte a reajustar os juros básicos da economia na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o documento indica manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano pelos próximos três anos, até o fim de 2016.

FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 9 de abril de 2013

TSE altera número de deputados federais de 13 estados



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (9), por cinco votos a dois, alterar a quantidade de deputados federais de 13 estados para as eleições de 2014.
O novo cálculo foi feito com base dos dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, a divisão das 513 cadeiras da Câmara tem por base a população dos estados em 1998.
Se algum estado considerar inconstitucional a nova divisão, pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelos dados apresentados pelo TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira. Paraíba e Piauí perderão dois deputados.
Ganharão mais uma cadeira Amazonas e Santa Catarina. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado - passará de 17 cadeiras para 21. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.
A decisão, conforme estabeleceu o TSE, terá impacto nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Discussão no TSE
A proposta aprovada foi apresentada pela ministra Nancy Andrighi, relatora de ação apresentada pela Assembleia Legislativa do Amazonas para que fosse feita a redefinição das cadeiras em razão do aumento populacional de diversos estados. Segundo os dados apresentados, o Amazonas ganhou duas novas cadeiras - de 8 para 10.

A legislação estabelece que a Câmara deve ter 513 deputados. Cada estado deve ter entre 8 e 70 parlamentares, a depender do tamanho da população. A Constituição diz que o número de deputados de cada bancada deve ser definido no ano anterior às eleições.

O caso começou a ser julgado em março de 2012, mas acabou adiado por um pedido de vista (mais tempo para analisar o pedido). O TSE acabou decidindo promover uma audiência pública sobre o assunto em maio do ano passado.

FONTE: Mariana Oliveira, do G1

domingo, 31 de março de 2013

Em Fortaleza, um novo "cara a cara" Dilma-Eduardo


Pouco mais de uma semana após o encontro de Serra Talhada, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou R$ 3,1 bilhões em investimentos em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) volta a encontrar a mandatária da República.

Foto: Clemilson Campos/JC Imagem

Está marcada para esta terça-feira (2), em Fortaleza, uma reunião de Dilma com os governadores do Nordeste. Na pauta, programas que objetivam principalmente a reconstrução da base econômica das regiões mais afetadas pela seca. Eduardo vem se queixando constantemente dos estragos feitos pela estiagem na economia nordestina, especialmente com a quebra de safras importantes, como do milho e da mandioca, e a perda do rebanho.

O governador-presidenciável pede ao governo federal que desburocratize os financiamentos e acelere a assistência à população afetada. No encontro na capital cearense, a presidente anunciará medidas que já antecipou em discurso na última segunda-feira (25), no Sertão do Pajeú. Uma delas é a prorrogação dos programas emergenciais, caso do Bolsa Estiagem, que atualmente atende 113 mil agricultores de 263 municípios com R$ 400, divididos em cinco parcelas mensais de R$ 80. A previsão inicial era de que este benefício fosse pago somente até junho, mas Dilma já anunciou que o governo federal fará o pagamento até julho, através de verbas do Ministério do Desenvolvimento Social.

Outro programa prorrogado é o Garantia Safra, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que atende municípios onde foram detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca ou milho. O benefício é de R$ 140.

Um programa de recomposição dos rebanhos perdidos foi outra ação mencionada pela presidente. Eduardo Campos diz alimentar uma grande expectativa em relação ao novo encontro e, especialmente, em relação à disposição do governo federal em levar adiante o programa de reposição. “Nós falamos disso no carro, em Serra (Talhada). Ela (Dilma) falou aquilo dizendo que iria pensar na reconstituição. Eu vinha no carro, passei dados de uma pesquisa que nós realizamos e que foi tabulada pela Universidade de São Paulo (USP), sobre as perdas na produção do leite e do rebanho; a quantidade de propriedades que fecharam porteira. E essa não é uma realidade só nossa. O desafio, neste momento, é como vamos recompor lá na frente”, apontou Campos.

No encontro, Dilma ouvirá de Eduardo o exemplo do fundo que está sendo criado em todas as cidades pernambucanas para transferência de verba. Ainda em fase experimental, já que boa parte das cidades ainda não aprovou a lei de criação do fundo, o governador deve apresentar o conceito à presidente.

FONTE: Bruna Serra/Jornal do Comércio

sábado, 23 de março de 2013

Com ou sem Serra, Aécio decide assumir o PSDB


Senador mineiro fará valer sua maioria para comandar o partido; Serra ensaia aproximação com o PPS e Eduardo Campos


O ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves
(Foto: Fábio Guinalz/Fotoarena/AE)
O senador Aécio Neves (MG) decidiu assumir a presidência nacional do PSDB, mesmo sem progressos nas tentativas de aproximação com o ex-governador José Serra. Após meses relutando e preocupado com a antecipação do debate eleitoral, Aécio cedeu à pressão de aliados mais próximos, como o atual presidente do partido, Sergio Guerra (PSDB-PE), e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Ele acredita que sua recusa em assumir o comando da legenda possa indicar pouca disposição para a disputa do Palácio do Planalto no ano que vem. Classifica a situação como "irreversível a esta altura".
Diante desse cenário, tucanos ligados a Serra afirmam que o ex-governador paulista está “livre” para negociar sua transferência para o PPS ou até mesmo para o PSB, do governador Eduardo Campos (PE). Aécio não acredita que Serra saia do PSDB e saiu da conversa que teve com ele, na última segunda-feira, “convicto” de que Serra precisa é de "carinho" do partido. Acostumado, assim como toda a legenda, com as decisões tomadas em cima da hora por Serra, ele aposta na paciência e na certeza de que seus correligionários mais próximos não o acompanhariam em uma possível troca de legenda, o que enfraqueceria a idéia.
Nos últimos dias, Aécio tentou um acordo com Serra em torno de uma unidade. O senador procurou pessoalmente o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo em busca de um apoio formal. Líderes do PSDB paulista, no entanto, afirmaram que Aécio rechaçou a proposta de entregar a Serra o comando nacional do partido. Em troca, o ex-governador se comprometeria a aclamar Aécio candidato único do partido à Presidência já na próxima segunda-feira, quando o senador participará de um encontro dos tucanos em São Paulo. No entanto, a desconfiança mútua persistiu. Do lado de Aécio, paira o medo de, uma vez no comando do PSDB, Serra trabalhar para viabilizar sua terceira candidatura ao Planalto (foi derrotado em 2002 e 2010). Entre os “serristas”, o temor é de que a liderança do PSDB nas mãos do senador se transforme num instrumento para tirar espaço do ex-governador dentro do partido. 
Sem o acordo, que seria inédito na história do PSDB, partido fundado em 1988 por dissidentes do PMDB, Serra deve continuar as conversas já iniciadas com o PPS, do deputado federal Roberto Freire, e com o PSB. Um cenário possível, segundo os interlocutores do ex-governador, é a transferência de Serra para o PPS, sigla que, em 2014, poderá apoiar uma eventual candidatura de Eduardo Campos ao Planalto, contra Aécio e a presidente Dilma Rousseff (PT). 
PLANOS – À frente do PSDB, Aécio Neves pretende "terceirizar" os detalhes mais triviais do cotidiano para assessores próximos e concentrar sua atuação no comando político. Principalmente na "intensa e qualificada" agenda de viagens que pretende ter no segundo semestre deste ano. O Rio de Janeiro, onde o PSDB encontra dificuldades para compor um palanque forte para 2014, será um dos principais focos. Aécio articula, já para este ano, uma série de reuniões públicas para "discutir o Brasil" com intelectuais e artistas que mantêm boas relações com o partido, como a atriz Fernanda Montenegro. Ele pretende apostar em sua identificação com o Estado, de "nascido em Minas e batizado no Rio", para conseguir mais que os 27% que José Serra obteve dos fluminenses nas últimas eleições.
Enquanto discute com o PDT uma possível aliança para o governo do Rio, Aécio acompanha com atenção os movimentos em torno da possível candidatura do senador Lindberg Farias (PT-RJ) ao cargo de governador fluminense. Ele acredita que o PT "cozinhará" o senador até a última hora e que ele não sairá do partido, mesmo que não seja candidato. Especula-se que Lindberg possa ir para o PSB, de Eduardo Campos, caso o PT não abrace seu pleito. Se o PT aceitar comprar a briga de Lindberg e lançá-lo candidato, contra o pupilo do governador Sérgio Cabral, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), Aécio acredita que sua margem de manobra pode aumentar no Estado, devido à sua grande amizade com Cabral.
Quanto a Eduardo Campos, Aécio torce para que o governador pernambucano seja mesmo candidato. Ele acredita que, assim, Campos rache a base do governo federal e tire votos e apoios de Dilma, ajudando a levar a eleição para o segundo turno. Em síntese, ele não acredita que Campos represente séria ameaça de tirá-lo do segundo turno, mas que, certamente, pode ajudar a levá-lo até ele.
O ex-governador do Ceará Tasso Jereissati tem defendido dentro do PSDB a ideia de que Campos não levará os “votos do Nordeste” e que sua força é expressiva apenas em Pernambuco. Segundo sua tese, as rivalidades de baianos e cearenses com os pernambucanos, por exemplo, podem enfraquecer Campos nesses Estados mais populosos.
Com relação ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador mineiro diz a assessores próximos estar confiante em que terá seu total apoio à sua candidatura à Presidência. O aval de Alckmin, não externado publicamente até agora, pode vir da necessidade de o paulista ter um palanque presidencial forte para ajudar a alavancar sua candidatura à reeleição no Palácio dos Bandeirantes. Após a vitória de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, a preocupação com a disputa pelo governo estadual no ano que vem aumentou dentro do PSDB paulista.
FONTE: LEOPOLDO MATEUS E ALBERTO BOMBIG- Época

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha

Pesquisa de intenções de voto para a Presidência em 2014 ouviu 2.653 pessoas

A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a mais nova pesquisa de intenção de votos do Datafolha. Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 58%, seguida por Marina Silva (Rede), com 16%.

Logo atrás, está o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que aparece com 6% das intenções de votos. Neste cenário, 6% declararam voto nulo ou branco e 3% disseram não saber em quem votar.

Na pesquisa anterior, realizada em dezembro do ano passado, Dilma tinha 54%, Marina aparecia com 18%, Aécio, 12%, e Campos, 4%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 21 de março e ouviu 2.653 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

FONTE: Folha de S. Paulo

sábado, 9 de março de 2013

Dilma reduz repasses para Pernambuco, governado por potencial rival em 2014


Estado sob comando de Eduardo Campos, do PSB, vê dinheiro referente a convênios minguar, numa mudança de rota em relação ao governo Lula


A gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou, assim, a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
FOTO: Agência Brasil
Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2012, o valor repassado voluntariamente pelo governo federal chegou a patamar menor que o de 2006, último ano de gestão do então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que fazia oposição ao governo do PT.
As transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigatoriedade prevista em lei, como nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Compreendem recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, mediante solicitação dos Estados. Também não incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos projetos são definidos pelo governo federal.
Campos tem dado sinais de que pode ser candidato em 2014. Aumentou as críticas à política econômica de Dilma, num aceno ao empresariado, que está insatisfeito com as taxas de crescimento do PIB. Passou também a fazer reuniões políticas com maior frequência, inclusive com integrantes da oposição – embora aja como candidato, ainda analisará o cenário de 2014 para ponderar a conveniência de se lançar ou de negociar com o PT a retirada da candidatura.
De acordo com os dados do Tesouro, o governo federal aumentou o porcentual de verbas distribuídas ao governo pernambucano quando Lula e Campos estavam no poder. Em 2007, primeiro ano do mandato de Campos, a participação de Pernambuco no total das transferências voluntárias era de 5%. Em 2010, último ano de gestão Lula, alcançou 14,6%, a maior fatia de tudo o que foi repassado aos Estados no ano.
No mesmo período, caiu a participação de São Paulo, administrado pelo PSDB, maior partido de oposição. Em 2007, o Estado recebia 9,62% do total de transferências voluntárias do governo federal. Três anos depois, o porcentual caiu para 6,27%. Enquanto isso, os valores totais repassados pela União cresceram: de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,8 bilhões.
Em 2010, Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias. O governador disputava a reeleição com o apoio do PT – e Lula usava Pernambuco como vitrine de projetos federais em infraestrutura e combate à pobreza para promover a candidatura Dilma.
A alta foi puxada, por exemplo, por investimentos feitos em agricultura familiar (R$ 45 milhões) e defesa civil (R$ 250 milhões), que contou com a ajuda do Ministério da Integração Nacional, do ministro Fernando Bezerra, aliado de Campos.
Interrupção. Os números do Tesouro mostram que a trajetória de crescimento dos repasses para Pernambuco foi interrompida por Dilma. Em 2011, as transferências caíram para R$ 318 milhões. O valor, no entanto, ainda era maior que o verificado em 2007, 2008 e 2009. Mas em 2012 os repasses diminuíram mais uma vez e chegaram a R$ 219 milhões, o menor desde 2006, ano em que o governador era Vasconcelos. As transferências voltaram a 4,88% do total enviado para os Estados, o mais baixo porcentual do governo Campos.
Em 2012, o PT e o PSB de Campos saíram rachados na eleição para a Prefeitura do Recife. Venceu o candidato do governador, Geraldo Julio. A partir daí, a relação com o PT começou a azedar.
Na semana passada, Lula chegou a criticar postura de Campos, que integra a base governista, mas ensaia um discurso oposicionista. "Se alguém quiser romper conosco, que rompa. Não podemos impedir as pessoas de fazerem o que é de interesse dos partidos políticos", disse.
FONTE: Julia Duailibi e Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ausência de Temer em evento petista expõe insatisfação do PMDB



Vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB)
A ausência do vice-presidente Michel Temer, principal liderança do PMDB na aliança governista, no evento de comemoração dos 10 anos do PT na Presidência da República que serviu para lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição, expôs a insatisfação do principal aliado a 16 meses do início oficial da campanha eleitoral.
Apesar da presença do presidente do partido, o senador Valdir Raupp (RO), peemedebistas ouvidos pela Reuters admitiram que a decisão foi a de uma aparição "protocolar" no evento, ao contrário de 2010, quando Temer era figura constante ao lado de Dilma na campanha.
"Ele (Temer) tem tido uma relação boa com Dilma, mas isso não tem se traduzido em atos políticos que ele pode levar ao partido, que se sente desprestigiado", disse à Reuters uma fonte próxima ao vice-presidente.
O desconforto do PMDB, que desde o início do mandato reclama por mais espaço na Esplanada dos Ministérios como forma de reconhecimento de sua importância no governo e fidelidade, aumentou com episódios recentes protagonizados por petistas.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que costura as alianças para 2014, sugeriu que Temer fosse candidato ao governo de São Paulo com o apoio do PT, deixando a vaga de vice na chapa de Dilma para Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que tem se movimentado como possível candidato presidencial --e por isso mesmo, apesar de presidir o PSB, também não foi à festa petista.
Enfurecidos, peemedebistas de São Paulo responderam afirmando que Temer, se quisesse concorrer ao governo paulista, "não precisa de legenda", já que o partido é forte no Estado.
"Até mais (forte) que o PT", disse um peemedebista que faz parte do governo, sob condição de anonimato.
Na terça-feira, o diretório paulista do PMDB divulgou nota afirmando que a prioridade é manter Temer na vice de Dilma e que a sigla terá candidato próprio a governador no Estado.
Outra declaração que jogou mais lenha na fogueira de desagrado do PMDB foi a confirmação do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, de que está crescendo dentro do PT a corrente que gostaria de ver a ideia de Lula realizada, Campos vice de Dilma em 2014.
A presidente ficou desconfortável com a afirmação e, conforme confirmaram assessores, chegou a repreender Carvalho, que telefonou para Temer para se desculpar.
CONGRESSO E CARGOS
Além do desagrado com o PT, cresce no PMDB o sentimento de desprestígio no governo, em especial pela dificuldade da presidente Dilma de dividir decisões com seu vice e de ampliar o espaço do PMDB na Esplanada em um momento que o partido comanda as duas Casas no Congresso.
Segundo um auxiliar da presidente, que falou à Reuters sob condição de anonimato, o PMDB não precisa de mais espaço nos ministérios justamente por presidir a Câmara e o Senado.
O PMDB comanda cinco pastas, menos importantes do que as seis que teve no final do governo Lula --Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Previdência e Secretaria de Assuntos Estratégicos. Mesmo com a Vice-Presidência, o partido reclama que na prática tem menos espaço, orçamento e poder de decisão.
"Temos a vice, mas perdemos Saúde, Defesa e cargos importantes no Ministério das Minas e Energia", diz outro peemedebista.
A insatisfação já foi manifestada nos últimos dias pelo novo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
Em entrevistas, Cunha afirmou que está na hora de Dilma "recompor" seu governo com vistas a quem a estará apoiando em 2014 --um recado claro da necessidade de rever ministérios em posse do PSB e aumentar a fração peemedebista.
A presidente, que fará mudanças em seu governo --a mexida ministerial prevista inicialmente para janeiro foi adiada para março--, deve incluir o PSD, quarta maior bancada na Câmara, na Esplanada, e pode rever o espaço de outras siglas.
FONTE: Ana Flor - Reuters

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fernando Henrique vira 'guru' da campanha de Aécio Neves em 2014

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tornou-se o principal operador político da pré-campanha do senador Aécio Neves à Presidência da República pelo PSDB em 2014.

FHC e Aécio Neves na Sala São Paulo durante festa de aniversário de 80 anos do ex-presidente em 2011


Desde o segundo semestre de 2012, FHC, que lançou o senador candidato em dezembro, e Aécio cumprem juntos agenda de almoços e cafés com empresários e integrantes do mercado financeiro no eixo Rio-São Paulo. Em alguns encontros, aproveitaram para pedir ajuda financeira aos candidatos do PSDB na eleição municipal - o desempenho nas urnas era visto como determinante na montagem da candidatura para o Planalto em 2014.
A ação de FHC em prol de Aécio começou a se formatar após uma conversa entre os dois no apartamento do ex-presidente, em São Paulo, no começo de 2012. No encontro, os dois traçaram os principais movimentos para construir a candidatura não só no partido, mas em setores da sociedade.
Por meio da ação de FHC, Aécio passou a se encontrar com ex-integrantes da equipe econômica do tucano para formatar um discurso econômico. Oficialmente, as reuniões são para discutir conjuntura nacional e internacional e orientar o partido, num momento em que o PSDB fala em rediscutir seu programa. Mas o pano de fundo é formatar o discurso para a campanha de 2014.
No último dia 26, FHC e Aécio se reuniram pela manhã no apartamento do senador no Rio com Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Edmar Bacha, formulador do Plano Real. A agenda, que se estendeu até o almoço e contou, depois, com a presença do ex-jogador Ronaldo, foi mais uma da série de encontros com os economistas.
Desde a campanha presidencial de 2002, FHC viu o PSDB esconder atos da sua gestão, sob a alegação de que a população não aprovara a era tucana. A derrota na disputa presidencial de 2010 levou a um resgate da herança FHC, inclusive em temas mais polêmicos como privatizações e reforma do Estado.
A partir desse resgate, FHC passou a atuar mais na vida partidária - o tucano costuma parafrasear o ex-líder espanhol socialista Felipe González, segundo o qual ex-presidentes são como vasos chineses, grandes e bonitos, mas que ninguém sabe onde pôr.
Passou, então, a defender a renovação do partido. No iFHC, núcleo de memória e centro de estudos que montou, criou agenda com jovens economistas e de outros setores da sociedade. Começou a ajudar na procura de um marqueteiro, o "João Santana do PSDB", como brincam tucanos, numa referência ao responsável pela comunicação do PT e pela imagem da presidente Dilma Rousseff.
A ação de FHC pró Aécio tem ainda um viés político. Ajuda a agregar setores do PSDB paulista, principalmente a ala sob a influência do ex-governador José Serra, no projeto do senador.
"Os dois sempre foram muito próximos. O partido tentou se afastar da nossa herança. O grande pensador do PSDB é FHC", declarou o presidente do PSDB mineiro, Marcos Pestana.
Em movimento ensaiado, FHC lançou Aécio ao Planalto com o apoio do presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Também no final do ano, em outro encontro em seu apartamento com Guerra, o ex-senador Tasso Jereissati (CE) e o secretário-geral do partido, Rodrigo de Castro (MG), decidiu-se que a estratégia presidencial do PSDB passava pela indicação do senador como presidente do partido.
No início, Aécio resistiu. Argumentou que causaria desgaste se tornar porta-voz das críticas a quase dois anos da eleição. Também disse que a liderança do PSDB afastaria potenciais legendas aliadas que hoje estão na órbita do governo. O mineiro tentou articular uma segunda opção, mas a tendência é que assuma a função de presidente do PSDB, até como forma de mostrar comprometimento com 2014.
"Ele gostaria que Aécio fosse mais arrojado. Mas esse também é o perfil do Aécio", afirmou um interlocutor de FHC, comentando o que muitos paulistas falam nos bastidores: Aécio parece titubear em relação à candidatura ao Planalto. "Aécio está se movimentando, sim. Principalmente no campo das ideias", diz o deputado mineiro Paulo Abi-Ackel.
Economia. O discurso do senador para 2014 será pautado pelo baixo crescimento do PIB, que deve fechar 2012 em torno de 1%. Para os tucanos, se a economia "patinar", o debate sobre o PIB será central em 2014, quando Dilma tentará se reeleger. Aécio desenha um discurso no qual mostra o Brasil na lanterna do crescimento entre os emergentes e aponta os dois primeiros anos de Dilma como "tempo perdido" para a economia - entre os países da América do Sul, o Brasil pode fechar 2012 com crescimento apenas maior que o do Paraguai.
O time de economistas da era FHC passou a municiar Aécio com análises sobre a conjuntura econômica nacional e internacional. As ponderações abordam o enfoque crítico na dobradinha inflação alta com crescimento baixo. "A rigor, a Europa está em crise. Os Estados Unidos estão se recuperando. O mundo em desenvolvimento cresce mais que o Brasil e com inflação menor. Estamos no final da linha na América Latina. O problema não está lá fora", disse Bacha, em palestra para a bancada do PSDB no Congresso mês passado.
No governo FHC, Malan e Armínio eram vistos como monetaristas, por defenderem o controle rígido da política monetária em contraposição aos desenvolvimentistas, mais favoráveis a políticas de incentivo ao crescimento. Durante a era FHC, (1995-2002), marcada pela estabilidade econômica, reformas do Estado e privatização, o País cresceu uma média anual de 2,48%. Nos dois mandatos de Lula (2003-2010), o índice foi de 4,65%. No primeiro ano de governo Dilma, o PIB cresceu 2,7%.
FONTE: JULIA DUAILIBI E BRUNO BOGHOSSIAN - O Estado de S.Paulo