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sábado, 5 de outubro de 2013

Marina Silva filia-se ao PSB e anuncia apoio a Eduardo Campos em 2014

A ex-senadora Marina Silva assinou neste sábado (5) ficha de filiação ao PSB e declarou apoio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside o partido e é apontado como provável candidato a presidente nas eleições de 2014.
Sem especificar se seria candidata a vice em uma chapa encabeçada por Campos, Marina anunciou apenas que a aliança entre o PSB e a Rede Sustentabilidade, partido fundado por ela, é programática.
"Essa coligação é programática, e não pragmática. A filiação é simbólica. Continuarei a ser porta-voz da Rede Sustentabilidade", disse Marina. Segundo a ex-senadora, os dois partidos vão realizar um debate nos próximos meses para definir um programa político conjunto que dê prioridade ao desenvolvimento sustentável, à educação de qualidade e ao fim das 'velhas práticas políticas que loteiam o Estado'".
O partido de Marina teve o registro negado quinta-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral e, por isso, está impedido de participar do próximo pleito. O TSE alega que o partido não obteve o número necessário de assinaturas de apoiadores (492 mil).
"Enfrentamos o atraso na política, que pode fazer o país perder conquistas que obteve recentemente", acrescentou a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente.
Uma decisão sobre o lugar de Marina em 2014 só será tomada no próximo ano, disse o governador Eduardo Campos. "O debate vai além da formação de uma chapa. No tempo certo, anunciaremos a composição, depois de discutir o conteúdo de uma proposta comum."
Os deputados federais Walter Feldman (SP), recentemente desligado do PSDB, e Alfredo Sirkis (PV-RJ) também se filiaram ao PSB neste sábado. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e os deputados federais Reguffe (PDT-DF) e Luiza Erundina (PSB-SP), ex-prefeita de São Paulo, participaram da solenidade.
FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ausência de Temer em evento petista expõe insatisfação do PMDB



Vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB)
A ausência do vice-presidente Michel Temer, principal liderança do PMDB na aliança governista, no evento de comemoração dos 10 anos do PT na Presidência da República que serviu para lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição, expôs a insatisfação do principal aliado a 16 meses do início oficial da campanha eleitoral.
Apesar da presença do presidente do partido, o senador Valdir Raupp (RO), peemedebistas ouvidos pela Reuters admitiram que a decisão foi a de uma aparição "protocolar" no evento, ao contrário de 2010, quando Temer era figura constante ao lado de Dilma na campanha.
"Ele (Temer) tem tido uma relação boa com Dilma, mas isso não tem se traduzido em atos políticos que ele pode levar ao partido, que se sente desprestigiado", disse à Reuters uma fonte próxima ao vice-presidente.
O desconforto do PMDB, que desde o início do mandato reclama por mais espaço na Esplanada dos Ministérios como forma de reconhecimento de sua importância no governo e fidelidade, aumentou com episódios recentes protagonizados por petistas.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que costura as alianças para 2014, sugeriu que Temer fosse candidato ao governo de São Paulo com o apoio do PT, deixando a vaga de vice na chapa de Dilma para Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que tem se movimentado como possível candidato presidencial --e por isso mesmo, apesar de presidir o PSB, também não foi à festa petista.
Enfurecidos, peemedebistas de São Paulo responderam afirmando que Temer, se quisesse concorrer ao governo paulista, "não precisa de legenda", já que o partido é forte no Estado.
"Até mais (forte) que o PT", disse um peemedebista que faz parte do governo, sob condição de anonimato.
Na terça-feira, o diretório paulista do PMDB divulgou nota afirmando que a prioridade é manter Temer na vice de Dilma e que a sigla terá candidato próprio a governador no Estado.
Outra declaração que jogou mais lenha na fogueira de desagrado do PMDB foi a confirmação do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, de que está crescendo dentro do PT a corrente que gostaria de ver a ideia de Lula realizada, Campos vice de Dilma em 2014.
A presidente ficou desconfortável com a afirmação e, conforme confirmaram assessores, chegou a repreender Carvalho, que telefonou para Temer para se desculpar.
CONGRESSO E CARGOS
Além do desagrado com o PT, cresce no PMDB o sentimento de desprestígio no governo, em especial pela dificuldade da presidente Dilma de dividir decisões com seu vice e de ampliar o espaço do PMDB na Esplanada em um momento que o partido comanda as duas Casas no Congresso.
Segundo um auxiliar da presidente, que falou à Reuters sob condição de anonimato, o PMDB não precisa de mais espaço nos ministérios justamente por presidir a Câmara e o Senado.
O PMDB comanda cinco pastas, menos importantes do que as seis que teve no final do governo Lula --Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Previdência e Secretaria de Assuntos Estratégicos. Mesmo com a Vice-Presidência, o partido reclama que na prática tem menos espaço, orçamento e poder de decisão.
"Temos a vice, mas perdemos Saúde, Defesa e cargos importantes no Ministério das Minas e Energia", diz outro peemedebista.
A insatisfação já foi manifestada nos últimos dias pelo novo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
Em entrevistas, Cunha afirmou que está na hora de Dilma "recompor" seu governo com vistas a quem a estará apoiando em 2014 --um recado claro da necessidade de rever ministérios em posse do PSB e aumentar a fração peemedebista.
A presidente, que fará mudanças em seu governo --a mexida ministerial prevista inicialmente para janeiro foi adiada para março--, deve incluir o PSD, quarta maior bancada na Câmara, na Esplanada, e pode rever o espaço de outras siglas.
FONTE: Ana Flor - Reuters

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PSB critica forma de escolha do novo presidente do Senado

Senadora Lídice da Mata (PSB-BA)








O PSB divulgou, na tarde desta quarta-feira (30), nota oficial com críticas ao atual processo de escolha da presidência do Senado, o qual, segundo o partido vai ocorrer num momento de desgaste da imagem institucional da Casa.
Ao distribuir o manifesto à imprensa, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a intenção é denunciar o constrangimento vivido pelo Senado. Ela criticou o PMDB, dono da maior bancada, por não ter até agora indicado oficialmente seu nome para assumir o comando a dois dias da eleição, marcada para a próxima sexta-feira (1º).
- Não concordamos com o processo como está sendo desenvolvido. Sequer temos a formalização de candidaturas e estamos às vésperas da eleição de uma casa legislativa da maior importância para a vida política do povo. Não há plataforma em discussão, nem uma agenda de trabalho - afirmou.
A senadora disse ainda que não vê possibilidade de o partido apoiar a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL); todavia, se o PMDB apresentar outro nome, seria um caso a ser avaliado.
– Achamos que neste processo o nome de Renan complica mais ainda, porque há claramente denúncias e acusações que pesam sobre a candidatura dele. À medida que ele não se coloca como candidato, não se pode discutir isso abertamente – lamentou.
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Segundo a nota do PSB, a atuação do Congresso e do Senado tem deixado a desejar, e os “cidadãos e cidadãs, com toda justeza, queixam-se da ineficiência, do desrespeito à ética, da falta de maior sintonia com as grandes aspirações da nação”.
Lídice da Mata lembrou de temas importantes que passaram pelo Parlamento em 2012 e não tiveram uma resposta adequada à sociedade, como o Orçamento, que não foi votado; o Fundo de Participação dos Estados, cujo critério de distribuição não foi definido; e a CPI do Cachoeira, que terminou sem indiciar ninguém.
– Há uma grande insatisfação expressa na opinião pública. É um momento de fazermos uma autocrítica – disse a senadora
FONTE: Agência Senado
Leia a nota do PSB