Gallery

Mostrando postagens com marcador Rio 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio 2016. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de julho de 2013

TCU aponta atrasos em obra para os Jogos Olímpicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que houve atrasos “injustificáveis” nas obras do Complexo Esportivo de Deodoro e restrição à competitividade da licitação para a elaboração de Plano Urbanístico e Projetos do complexo. Localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Complexo abrigará, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, as modalidades de hipismo, tiro, esgrima, pentatlo moderno, canoagem slalom, ciclismo e hóquei sobre grama. A obra é estimada em R$ 308 milhões e será realizada pelo Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o TCU, há um atraso de 15 meses na execução das atividades de implantação do Complexo Esportivo de Deodoro. “O cronograma original previa que as licitações para a contratação dos projetos básicos de arquitetura, urbanismo e complementares ocorresse no período de dezembro de 2011 a março de 2012. Ocorre que até o início de maio de 2013, período em que foram finalizados os trabalhos da presente fiscalização, o processo de contratação dos projetos ainda não havia sido concluído”, afirma o relatório. O cronograma original previa que em maio de 2013 todas as obras já teriam sido iniciadas.

Segundo o Tribunal, os atrasos trazem risco de não conclusão da obra no prazo final de execução assumido junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), comprometendo a realização dos eventos teste e, até mesmo, das competições previstas durante os Jogos Olímpicos.

Em relação ao processo de licitação para a elaboração de Plano Urbanístico e Projetos do complexo esportivo, o TCU constatou que foi indevida a exigência no edital de visita técnica ao Complexo Esportivo de Deodoro com data e horário marcados, juntando várias empresas interessadas no mesmo local e horário, como condição de habilitação dos licitantes.

Para o TCU, “a exigência de visita técnica possui o risco potencial de afastar licitantes de outras localidades e levar os licitantes a entrarem em conluio, frustrando, assim, o caráter competitivo da licitação”.

Para as modalidades que serão atendidas pelo Complexo Esportivo de Deodoro, à exceção da esgrima, da canoagem e do ciclismo, foram construídas algumas instalações à época da realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. No entanto, segundo o Tribunal, serão necessárias reformas e adequações, para atender às atuais exigências do COI.

Para sediar as competições de esgrima, será erguida a Arena de Deodoro com capacidade para 5 mil espectadores. As instalações para a canoagem e o ciclismo farão parte do Parque Radical, incluído no Complexo Esportivo de Deodoro, o qual contemplará uma estrutura para 6 mil espectadores.

Medidas

O TCU determinou à Secretaria de Estado da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro que, logo que concluída a Concorrência Internacional n. 01/2013, a pasta encaminhe ao Tribunal o planejamento e o cronograma físico de implantação do Complexo Esportivo de Deodoro, demonstrando a sua compatibilidade com a data de início dos eventos teste do Comitê Olímpico Internacional.

Por fim, o TCU se propôs a dar ciência ao Ministério do Esporte, ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e à Autoridade Pública Olímpica de que a exigência injustificada de visita técnica, com prévio agendamento junto a mais de um licitante, identificada no Edital da Concorrência Internacional n. 01/2013, vai de encontro ao disposto no art. 30 da lei. 8.666/1993 e à jurisprudência do próprio TCU.

Matriz de responsabilidade

O ministro Aroldo Cedraz, ressaltou outra informação relevante trazida nos esclarecimentos adicionais do relatório do TCU: o fato de ainda não ter sido apresentada a Matriz de Responsabilidade dos Jogos Olímpicos de 2016, documento que deve conter informações sobre ações governamentais e as estimativas dos investimentos e gastos considerados essenciais para a realização dos eventos.

“A ausência desse instrumento, de elaboração e responsabilidade do Governo Federal, coloca em risco a transparência, o monitoramento e o controle dos projetos olímpicos e, consequentemente, a boa governança dos jogos, conforme já alertei a este Colegiado em pronunciamentos anteriores”, afirmou o ministro.

Cedraz ressaltou também, a existência de cláusula no Convênio firmado entre o Ministério do Esporte e o Governo do Estado do Rio de Janeiro que condiciona a liberação dos recursos à formalização prévia da referida matriz, “o que pode gerar ainda mais atrasos na execução das atividades programadas”.

FONTE: Contas Abertas

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Desempenho de atletas em 2016 é prioridade do Ministério do Esporte

O Ministério do Esporte define como prioritários os resultados dos atletas brasileiros nas Olimpíadas de 2016. “Hoje a gente tem um foco, que é a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016. Depois de vários estudos, foi estabelecido que é possível atingir uma meta de estar entre os dez primeiros nos Jogos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos”, disse Ricardo Fonseca, coordenador-geral de Excelência Esportiva da Secretaria Nacional do Esporte.
Fonseca disse, no entanto, que o governo, por meio do Plano Brasil Medalhas, fará um trabalho com os atletas amadores e que as Olimpíadas do Rio de Janeiro devem ser o ponto de partida para uma reformulação no esporte brasileiro. “É óbvio que, neste momento, a gente tem foco nos Jogos Olímpicos e a base fica um pouco deixada de lado, mas a intenção do governo federal é que 2016 seja o início. Então, a partir daí, com o plano, fortalecer e dar caminhos, definir papéis e as responsabilidades da base de cada modalidade”.
O representante do ministério participou na tarde desta quarta-feira (5) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, promovida pela Comissão de Turismo e Desporto, representando o ministro Aldo Rebelo. Também presente na audiência, a ex-atleta Carmem de Oliveira, ex-corredora de longa distância, contou um pouco de sua história e lamentou a falta de visão das autoridades ao objetivar, prioritariamente, o resultado.
“Nós aprendemos a desprezar certos resultados se não forem o primeiro, se não figurarem entre os melhores. Existem certos momentos, quando estamos próximos de um grande resultado, de um grande evento, em que nos sentimos sozinhos, que chegamos a pensar que estamos ali por puro desejo nosso. Passei a minha vida toda buscando e choramingando patrocínio”.
Carmem questionou também a falta de apoio aos atletas da base. “Estou observando as meninas que estão buscando resultados. Volta e meia, largam o foco de representatividade do país para comer, para ganhar um trocado em uma corrida de rua. E é nessa estrutura que eu vivi há 20 anos”.
Para uma reformulação na formação dos atletas, Fonseca defende o aperfeiçoamento do modelo, segundo ele, já praticado no país, onde a escola e os clubes dividiriam as responsabilidades de trabalhar o jovem. “O Brasil, diferentemente de outros países, tem os dois lados. Não tem como afirmar que a tendência é ir para um dos lados. Pretende-se uma mescla de duas formações. Você ter uma formação básica, continuada, na escola, mas com os clubes desenvolvendo e especializando esses atletas. Hoje a gente não sabe qual é o caminho [para fazer funcionar], mas que vai haver um caminho definido, você pode contar”.
FONTE: Agência Brasil