Gallery

Mostrando postagens com marcador condenados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador condenados. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de novembro de 2013

Avião da Polícia Federal com réus do mensalão chega a Brasília

O avião da Polícia Federal que trouxe nove condenados na Ação Penal 470 que se apresentaram em São Paulo e em Belo Horizonte pousou hoje (16) no Aeroporto de Brasília, às 17h45. Eles deverão ser levados à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal.
Mais dois réus já estão na superintendência da PF: o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. A transferência para Brasília foi feita porque cabe ao juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal executar as penas. No entanto, os réus poderão pedir para cumprir a pena nas cidades onde moram. A tendência é que todos permaneçam na superintendência da PF neste fim de semana.

As prisões dos condenados foram decretadas ontem (15) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Dos 12 mandados de prisão somente um não foi cumprido, o do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que está na Itália e é considerado foragido pela Polícia Federal.

Sete réus apresentaram-se ontem à Polícia Federal em Belo Horizonte (MG): José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural; O publicitário Marcos Valério; Kátia Rabello, ex-presidenta do Banco Rural; o ex-deputado federal Romeu Queiroz (PTB-MG); Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios de Marcos Valério; e Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério.

Dois réus entregaram-se em São Paulo: o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-presidente do PT e deputado federal (SP) José Genoíno. Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL (atual PR), e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentaram-se em Brasília.

FONTE: Agência Brasil

Polícia Federal começa a transferir condenados no mensalão para Brasília

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoíno embarcaram às 14h15 no avião da Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Eles serão transferidos para Brasília junto com outros sete réus que estão em Belo Horizonte (MG), e também foram condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Antes de chegar a Brasília, a aeronave deverá buscar os condenados que estão na capital mineira. A transferência é feita porque cabe ao juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal executar as penas. No entanto, os réus poderão pedir para cumprir a pena nas cidades onde moram.

As prisões dos condenados foram decretadas ontem (15) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. O último réu a apresentar-se à Polícia Federal foi o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, nesta manhã, em Brasília. Os outros réus se entregaram nesta sexta-feira. Dos 12 mandados de prisão emitidos, 11 foram cumpridos. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato não foi preso.
Sete réus apresentaram-se ontem à Polícia Federal em Belo Horizonte (MG): José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural; o publicitário Marcos Valério; Kátia Rabello, ex-presidenta do Banco Rural; o ex-deputado federal Romeu Queiroz (PTB-MG); Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios de Marcos Valério; e Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério.
Dois réus se entregaram em São Paulo: o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-presidente do PT e deputado federal (SP) José Genoíno. Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL (atual PR), e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentaram-se em Brasília.
FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Procuradora voltará a pedir prisão imediata de condenados no mensalão

Helenita Acioli participa, pela primeira vez,
de sessão do STF. Foto: Antônio Augusto/PGR
A procuradora-geral da República em exercício, Helenita Acioli, disse hoje (4) que vai pedir novamente a prisão imediata dos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, ao final do julgamento dos recursos. A previsão é que o julgamento termine amanhã (5).
A procuradora disse que está avaliando os pedidos de acordo com o regime de prisão de cada réu. O pedido de prisão imediata dos condenados foi feito pela primeira vez pelo então procurador-geral da República Roberto Gurgel, durante julgamento do processo, no ano passado, e foi negado pelo relator do processo e presidente do STF, Joaquim Barbosa.
“No caso do [regime] fechado, eu acho que o Ministério Público tem que renovar o pedido de prisão, porque quando foram feitos os recursos também tinham esses pedidos nos autos”, disse a procuradora. De acordo com as penas, 11 réus foram condenados ao regime fechado de prisão, com pena acima de oito anos.
FONTE: Agência Brasil

Sem regra sobre perda de mandatos, Renan promete devolver condenações ao STF

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta terça-feira (3) que não cabe a nenhuma das Casas do Legislativo rever, repetir ou validar sentenças judiciais aplicadas a parlamentares. A declaração foi dada em meio a um debate no Plenário sobre de quem é a responsabilidade por declarar a perda de mandato do parlamentar condenado em definitivo: ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou a cada uma das casas do Congresso.
- Os Poderes são autônomos. Nós vamos apreciar, entre os dias 16 e 20 de setembro, a proposta de emenda à Constituição do senador Jarbas Vasconcelos [PMDB-PE] que estabelece a perda automática de mandato para o parlamentar condenado, com sentença transitada em julgado. Antes disso, qualquer decisão [do STF] nessa direção nós vamos devolver, porque, se a pessoa não tem direito político, como é que ela pode exercer um mandato, ser mandatária do povo? Não dá mais para conviver, absolutamente, com isso - disse Renan.
A polêmica foi motivada pela decisão da Câmara dos deputados de manter o mandato de Natan Donadon (sem partido-RO), condenado pelo STF a 13 anos por peculato e formação de quadrilha. Ele está preso desde 28 de junho no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. No dia 28 de agosto, o processo de cassação de Donadon foi a Plenário em votação secreta, já sob jurisprudência firmada pelo Supremo no dia 8 de agosto. Na sessão do STF em que foi julgado, e condenado, o senador Ivo Cassol (PP-RO), seis ministros da Corte votaram a favor da tese de que caberia a cada casa do Congresso cassar deputado ou senador atingido por sentença condenatória. Quatro votaram pela perda automática, juízo idêntico ao emitido durante o julgamento do Mensalão.
Na segunda-feira (2), uma liminar concedida pelo ministro do STF Luiz Roberto Barroso suspendeu os efeitos da votação da Câmara, que soou, para todo o país, como a absolvição pelo Legislativo de um parlamentar condenado pelo Supremo. A medida tomada por Barroso tem caráter provisório, ou seja, o colegiado do Supremo terá a palavra final sobre a legalidade, ou não, da sessão que manteve o mandato de Donadon. A despeito da posição que adotou no julgamento de Cassol, o ministro explicou na argumentação da liminar que a perda deve ser automática quando o período de condenação supera o tempo restante de mandato, inviabilizando a continuidade do exercício do cargo.
Cassol foi condenado a quatro anos e 8 meses, em regime semiaberto, acusado de fraudar licitações. Mas o parlamentar alega inocência e vai recorrer da decisão.
Por três vezes, Renan garantiu que, enquanto estiver na Presidência do Senado, qualquer decisão do STF transitada em julgado não será submetida à revisão, mas defendeu o estabelecimento de uma regra clara sobre a perda de mandato, justamente com a votação da PEC 18. Questionado sobre a possibilidade de uma votação semelhante à da Câmara no caso do senador Ivo Cassol, o presidente do Senado afirmou que é preciso esperar até que a decisão do Supremo transite em julgado, ou seja, até que não haja mais possibilidade de recurso.
Repercussão entre os senadores
O senador Wellington Dias (PT-PI) reconheceu que a decisão da Câmara “causa constrangimento à nação”, mas manifestou preocupação com uma possível interferência do Judiciário no Legislativo.
Já na opinião do senador Walter Pinheiro (PT-BA), o Congresso não pode mais ficar entrando em “querelas” com o Judiciário.
O parlamentar petista manifestou apoio à PEC 18/2013. Para ele, a Justiça tem mais meios de apurar denúncias do que o Congresso, onde o julgamentos se dão sob o prisma político.
Na mesma linha, o senador Pedro Taques (PDT-MT) apoiou a PEC 18 e classificou a manutenção do mandato de Donadon como "um absurdo”. Ele também criticou a decisão do ministro Barroso, dizendo que a liminar é "uma alquimia jurídica”.
- O ministro está criando uma Constituição só pra ele; uma Constituição pra chamar de 'minha' - disse Taques, ressaltando que respeita a "alta capacidade técnica" do ministro, conduzido recentemente ao Supremo com a aprovação do Senado.
Para o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), a Casa deve fazer “gestões firmes” no sentido de que a Câmara dos Deputados aprove a PEC do voto aberto no caso da cassação de parlamentar. Ele chegou a sugerir que os líderes partidários condicionem a aprovação, no Senado, do orçamento impositivo à aprovação da PEC do voto aberto. O senador defendeu o fim do voto secreto para todas as proposições no Legislativo.
- A população brasileira quer saber como vota seu representante no Congresso Nacional – afirmou Rollemberg.
O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) disse nunca ter visto um episódio tão constrangedor para o Parlamento quanto a sessão que manteve o mandato de Donadon. O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) foi na mesma linha e classificou a decisão da Câmara como um ato “extremamente constrangedor”.
Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), os homens públicos precisam "mais de ações do que de retórica". A PEC 18 e o fim do voto secreto seriam medidas práticas que o Congresso poderia tomar, na avaliação dele. A manutenção do mandato de Donadon, no ver de Randolfe, atinge todo o Parlamento.
Voto aberto
Quanto às cobranças em prol do voto aberto, instituto que teria evitado, no entender de muitos senadores, a permanência de Donadon como deputado, Renan disse que seria mais razoável a Câmara aprovar primeiro a PEC 86/2007, do senador Alvaro Dias. A proposta prevê o voto aberto exclusivamente nos processos de perda de mandato de deputados e senadores.
- Em oito dias, essa emenda poderia ser promulgada - observou.
Num segundo momento, conforme argumentou, as possibilidades de voto aberto poderiam ser ampliadas por meio da aprovação da PEC 20/2013, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com o voto secreto em qualquer situação.
No início da noite, a Câmara aprovou em segundo turno a PEC 349/2001, que prevê o voto aberto em todas as votações, nas duas Casas do Congresso. No entanto, como é originária da Câmara, a proposta ainda terá de passar por exame, em dois turnos, no Senado, antes de ser promulgada.
FONTE: Agência Senado

quinta-feira, 14 de março de 2013

Governo regulamenta criação de banco de DNA de condenados


Sistema permite coleta de material genético de condenados – como sangue, sêmen, fios de cabelo e pele - por crimes hediondos ou de natureza grave

Imagem da dupla hélice do DNA.
Banco de dados vai armazenar registros de condenados 
(Comstock)
Aprovada em maio do ano passado, a criação do Banco Nacional de Perfis Genéticos foi finalmente regulamentada pela presidente Dilma Rousseff nessa quarta-feira (13). A exemplo do modelo que existe nos Estados Unidos – e que ganhou notoriedade graças a séries policiais de TV –, o banco brasileiro vai manter um registro de perfis genéticos de condenados por crimes hediondos ou violentos de natureza grave.
O objetivo é manter uma base que possa servir em investigações em andamento para efeitos de comparação. Antes da regulamentação, apenas a coleta de digitais e de fotografias de condenados era autorizada. O banco, que se baseia no sistema de informação Codis (Combined DNA Index System), desenvolvido pelo FBI americano e que é utilizado em outros 30 países, prevê que os condenados sejam identificados por meio da coleta de material genético – como sangue, sêmen, fios de cabelo e pele –, que deve utilizar "técnica adequada e indolor". Os perfis genéticos serão armazenados em bancos de dados, administrados pelas polícias civis estaduais ou pela Federal.
O DNA é um composto orgânico que coordena a produção de proteínas no corpo. Cada indivíduo possui uma combinação única, fazendo com ele funcione como um elemento de identificação, ou um RG impossível de ser falsificado.
Ao encontrarem material genético numa cena de crime, policiais civis ou agentes da Polícia Federal poderão comparar o DNA com o de criminosos já condenados. A regulamentação do decreto também resultou na criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Enquanto o banco deve guardar os dados, a rede vai permitir uma integração entre os dados fornecidos pela União e pelos estados, permitindo que os policiais comparem o material com os de condenados em outros estados.
A expectativa é que a criação da rede ajude o Brasil a mudar o cenário desalentador das investigações de homicídios. De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgados no ano passado, cerca de 80% dos inquéritos que apuram homicídios ocorridos no Brasil até dezembro de 2007 foram arquivados, ou seja, não resultaram no julgamento de suspeitos.
Mas mesmo o banco não deve ser um ferramenta para reduzir esses números em todo o país, já que, por enquanto, apenas quinze estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Paraíba, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) têm capacidade para alimentar a rede e o banco, de acordo com informações do Ministério da Justiça.
FONTE: Veja