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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SUS irá ofertar novos medicamentos para doenças pulmonares

O Ministério da Saúde vai oferecer quatro novos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de 2014, passam a ser disponibilizados os medicamentos ambrisentana e bosentana para Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) e erlotinibe e gefitinibe para pacientes com câncer de pulmão. A portaria que autoriza a incorporação foi publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União. Cerca de cinco mil pessoas serão beneficiadas com a medida.
O custo de tratamento mensal com os medicamentos para HAP será de R$ 530,00. O Ministério da Saúde negociou preços e conseguiu a redução de cerca de 50% em relação ao valor inicial proposto. No total, serão investidos R$ 12,5 milhões na compra dos medicamentos ao ano.
Os portadores hipertensão arterial pulmonar têm muita dificuldade em respirar, pois as artérias pulmonares se tornam mais estreitas e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue até os pulmões. Tanto a ambrisentana como a bosentana fazem com que as artérias pulmonares se dilatem diminuindo a pressão sanguínea e trazendo alívio dos sintomas. Dois em cada três pacientes precisam do tratamento com estes medicamentos. No ano passado, foram registradas 1.181 internações e 633 mortes pela doença.
Os dois medicamentos para câncer de pulmão (Erlotinibe e Gefinibe), inibem o crescimento, a multiplicação e a sobrevida das células com tumor “Uma novidade importante deste tipo de medicamento é o fato de possibilitar que o tratamento ocorra dentro de casa, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família”, observa o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
No ano passado, 18.154 pessoas com a doença foram internadas. O câncer de pulmão é o segundo mais comum e o de maior letalidade no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 27 mil pessoas adquirem a doença por ano.
“Segundo estimativas, estes medicamentos devem atender a cerca de 20% dos pacientes que, atualmente, são portadores de câncer de pulmão. São medicamentos extremamente caros, e muitas pessoas, não poderiam ter acesso a eles se não fosse pelo SUS”, explicou o ministro.
A compra acontecerá nos hospitais e serviços de saúde com tratamento para câncer, mediante financiamento via APAC (autorização de procedimento de alto custo). Não implicará em aumento de custos para o SUS. A decisão atende ainda aos anseios de entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia em Oncologia. Com esta iniciativa, o SUS também atenderá aos pedidos de usuários que buscam os medicamentos por meio judicial. De 2011 até este ano, 160 processos estão em andamento no SUS, no valor total de R$ 2,9 milhões, relativos aos quatro medicamentos.
A inclusão dos medicamentos obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS(Conitec), que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos.
No ano de 2012, o Ministério da Saúde incluiu 45 medicamentos e procedimentos no SUS, o que equivale ao dobro da média de incorporações feitas nos últimos seis anos, antes da criação da Conitec, em 2011.
Formada por sete órgãos de saúde, incluindo o Ministério da Saúde, a Conitec já analisou quatro vezes mais tecnologias do que a média entre 2006 e 2011.  Para aprovar uma nova tecnologia, a Comissão exige documentos e estudos que comprovem evidência clínica consolidada, eficácia, segurança e custo-efetividade dos produtos. O processo conta ainda com a participação da sociedade por meio de consultas públicas. Tais exigências criam a cultura nas empresas de apresentarem propostas a partir de estudos científicos que justifiquem seus produtos.
A criação da comissão também garante economia orçamentária para o governo. Apesar da incorporação de um maior número de procedimentos e medicamentos, o percentual do gasto do Ministério com assistência farmacêutica se mantém na mesma média dos últimos 10 anos.
Prazos - Após a recomendação favorável pela incorporação e publicação em portaria, o SUS tem mais 180 dias para garantir e disponibilizar a tecnologia à população. Esse prazo permite que o Ministério da Saúde defina a forma de compra do produto, que pode ser centralizada (sob responsabilidade do governo federal) ou descentralizada (com subsídios de estados e municípios).
Nesta fase também é elaborado, ou atualizado, o protocolo clínico  -que orienta os profissionais de saúde quanto ao uso do medicamento – e, ainda, realizada a distribuição do produto às secretarias estaduais de saúde. Atualmente, outras 115 tecnologias estão em análise pela Conitec para possíveis incorporações mediante a elaboração ou a atualização de protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas.
FONTE: Agência Saúde

terça-feira, 4 de junho de 2013

Maioria dos novos medicamentos não tem efeito terapêutico, diz especialista durante seminário do CNJ

A maioria dos medicamentos novos lançados pela indústria farmacêutica não traz ganho algum para os tratamentos de saúde. "Apenas 7% das novas moléculas lançadas no mercado são realmente inovadoras e representam ganho terapêutico relevante", afirmou, nesta segunda-feira (3/6), Bruno Cesar Almeida de Abreu, representante da Câmara de Medicamentos (CMED), em palestra proferida no Seminário Direito à Saúde: Desafios para a Universalidade, promovido pelo Fórum da Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo Abreu, 93% dos novos produtos não trazem ganho para o tratamento das doenças nem são inovações. Os dados foram confirmados por Maria Inez Gadelha, do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, que reclamou que o Poder Judiciário considera "a prescrição médica incontestável". Para ela, há desequilíbrio na relação entre os médicos e o Judiciário: "O poder do médico está ficando acima do Judiciário".

Maria Inez disse que os próprios médicos receitam os novos produtos com base em estudos da indústria, que minimizam os efeitos colaterais do medicamento. "O médico recebe a informação mais conveniente à indústria", acrescentou Abreu. Segundo Maria Inez, mesmo sem ter segurança sobre os efeitos terapêuticos, as pessoas continuam recorrendo à Justiça para obrigar o Sistema Único de Saúde (SUS) a fornecer medicamentos novos ainda em fase de testes.

Decisões judiciais – De 2005 a 2010, o Ministério da Saúde gastou R$ 2,2 bilhões para atender a decisões judiciais. No estado de São Paulo, há 25 mil ações judiciais, que custam R$ 700 milhões por ano aos cofres públicos. De acordo com Volnei Garrafa, presidente da Rede Latino-Americana e do Caribe de Bioética da Unesco, houve decisão judicial até mesmo para obrigar a internação de um portador de diabetes no Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Garrafa afirmou que o Brasil dispõe de um sistema público de saúde, o SUS, mas 70% da capacidade hospitalar são contratados do setor privado. "O sistema é teoricamente público, mas na prática é privado", disse. Hoje, segundo ele, os médicos perderam o controle sobre a área de saúde e quem dita as regras são a indústria e as operadoras de saúde, que buscam o lucro.

Enquanto a saúde for determinada por razões econômicas, o médico e o paciente ficarão em situação desfavorável. "O fato é que se terceirizou a saúde e tivemos a precarização dos serviços", comentou o conselheiro do CNJ Emmanoel Campelo. Ele ressaltou que o médico, devido à baixa remuneração paga pelos planos de saúde, tem de trabalhar 24 horas por dia para ter um salário razoável.

FONTE: Agência CNJ de Notícias

domingo, 19 de maio de 2013

Edital para logística reversa de medicamentos deve sair até julho


O governo federal deve publicar o edital para a implantação da logística reversa de medicamentos até julho. O texto foi concluído na semana passada pelo grupo responsável por esse sistema. A logística reversa é o processo de devolução e de tratamento ambientalmente adequado para os resíduos de alguns setores produtivos, como o de embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus e óleos lubrificantes. A medida foi incluída na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada quase oito anos depois do sistema para balizar medidas de consumo sustentável, redução dos impactos ambientais e geração de emprego e renda.
Apenas dois setores avançaram mais significativamente. O sistema envolvendo embalagens de agrotóxicos, um dos primeiros a aderir à logística reversa, já coleciona resultados como o recolhimento e o tratamento de 250 mil toneladas de embalagens. O setor de embalagens plásticas de óleos lubrificantes fechou o acordo em dezembro do ano passado, mas a indústria, o comércio e os consumidores ainda não têm resultados consolidados.
Os representantes do Comitê Orientador para Implementação da Logística Reversa e da consultoria jurídica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) agora trabalham na expectativa de consolidar, nas próximas semanas, o acordo da gestão pós-consumo dos setores de lâmpadas e de embalagens em geral, que inclui bens de consumo como embalagens de comidas e bebidas.
“Recebemos três ou quatro propostas e vamos negociar com todos (associações representativas de cada setor que apresentaram as propostas). Quando tivermos o texto consolidado, colocamos em consulta pública para que qualquer pessoa possa dar sugestões”, explicou a arquiteta Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano do MMA.
Zilda Veloso lembrou ainda que o edital para a indústria de eletroeletrônicos está em consulta pública desde o último dia 13 de fevereiro. Segundo ela, até o dia 22 de junho qualquer brasileiro pode contribuir com a proposta no site http://www.sinir.gov.br.
A elaboração desses textos acaba se baseando em experiências positivas, como a do setor de agrotóxicos. Mensalmente o sistema Campo Limpo, formado por fabricantes de agrotóxicos, por representantes do comércio e agricultores, vem batendo recordes de recolhimento de embalagens no campo. Zilda Veloso destacou que, hoje, 90% do que é produzido em embalagens pela indústria é recolhido pelo sistema.
Segundo o diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), João Cesar Rando, o crescimento acompanha o mesmo ritmo da intensificação do uso de agrotóxicos em função do aumento da atividade agrícola em algumas regiões do país.
“Hoje esse sistema chegou à maturidade e temos nove recicladores distribuídos em alguns estados (Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro) para otimizar a logística e temos o sistema de recolhimento itinerante, que responde por 12% a 15% do total de embalagens recolhidas”, disse ele.
Rando explicou que os outros setores estão avançando, apesar de alguns fabricantes enfrentarem dificuldades para implantar o sistema, principalmente os que envolvem vários itens, como é o caso dos eletroeletrônicos. Ainda assim, o representante do instituto disse que a PNRS impulsionou a logística reversa no país que, até então, era regulada pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
Ainda existem pontos que precisam ser trabalhados. “O sistema depende do quanto os governos estão preparados para implantar, por exemplo, o sistema de coleta seletiva, um processo oneroso, que demanda recursos e planejamento. As pontas precisam se encontrar. É um desafio tirar isso tudo do meio ambiente e é um desafio igual encontrar formas sobre o que fazer com esse material”, disse ele, lembrando que cidades como São Paulo produzem mais de 10 mil toneladas de lixo diariamente.
FONTE:Agência Brasil

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Durante a gravidez, cuidado com uso de remédios deve ser redobrado

Medicamentos que fazem bem para a gestante podem oferecer sérios riscos para a saúde do bebê em desenvolvimento. Nenhum remédio deve ser consumido pela mulher sem a orientação do profissional de saúde. Até aspirina pode fazer mal.

Quando foi lançada, no final dos anos 50, a talidomida logo conquistou grávidas no mundo inteiro. Os comprimidos eram extraordinariamente eficazes contra os enjoos matinais típicos dos primeiros meses da gestação. Iniciava-se a maior tragédia da história da medicina. Em vários países, o Brasil incluído, mulheres dariam à luz bebês deformados — com braços e pernas encurtados ou simplesmente sem braços e pernas. A talidomida havia sido posta à venda sem que os efeitos sobre o feto fossem conhecidos. O remédio foi banido das farmácias no início dos anos 60. Já era tarde. Estima-se em até 15 mil o número de bebês que nasceram com as malformações físicas da talidomida.
Até então, tinha-se a ideia de que a placenta funcionava como um escudo que protegia o feto das substâncias nocivas ingeridas pela mãe. O episódio da talidomida serviu para ensinar aos laboratórios farmacêuticos, aos cientistas e aos médicos que remédios que fazem bem para a mulher podem ser fatais para o bebê em formação.
Os medicamentos percorrem o mesmo caminho dos nutrientes para chegar ao sangue do feto. O problema é que, ao contrário da mãe, o bebê no útero ainda não tem capacidade de metabolizar corretamente as drogas. A amarga lição deixada pela talidomida vale até hoje, apesar de todos os avanços da medicina: uma grávida não deve tomar nenhum remédio — absolutamente nenhum — sem antes consultar o profissional responsável pelo pré-natal.
Drogas vetadas
O ibuprofeno, um dos anti-inflamatórios mais populares do mercado, pode desencadear aborto espontâneo. O captopril, que controla a hipertensão, pode matar o bebê por falência renal. O antibiótico tetraciclina pode deformar os ossos do feto e deixar os dentes com manchas acinzentadas. O lítio, usado no tratamento do transtorno bipolar, pode provocar defeitos no coração.
Até mesmo a aparentemente inofensiva aspirina, que é vendida sem receita médica, oferece riscos — pode prolongar a gravidez e causar hemorragia na mãe e na criança. Como alternativa segura à aspirina, os médicos receitam o paracetamol e a dipirona.
Outra droga vetada para as grávidas é a isotretinoína (princípio ativo do Roacutan). Trata-se do mais potente dos remédios contra a acne. Ao ultrapassar a placenta e chegar ao organismo do bebê, pode provocar falhas nas orelhas, problemas de audição e visão, deficiência mental e defeitos no coração capazes de levar à morte. A mulher só consegue comprar a isotretinoína depois de assinar um documento em que atesta estar ciente dos riscos para o feto e da necessidade de usar simultaneamente dois métodos contraceptivos (a camisinha e a pílula, por exemplo) para não engravidar durante o tratamento.
"Os remédios não são inofensivos. Pelas pessoas em geral, devem ser utilizados com bastante cautela, sempre sob orientação médica. Durante a gravidez, os cuidados precisam ser redobrados", afirma Helaine Milanez, médica e professora de Obstetrícia da Unicamp.
Na grande maioria dos medicamentos, ao contrário dos exemplos enumerados acima, não se conhecem com precisão os efeitos colaterais no bebê. Os experimentos costumam ser feitos com ratas ou macacas prenhes e os resultados nem sempre são os mesmos nos humanos. Os testes nunca são feitos com mulheres grávidas devido aos perigos para o desenvolvimento do feto. ­

Os efeitos colaterais vão sendo descobertos aos poucos, à medida que são relatados aos laboratórios farmacêuticos e às autoridades sanitárias pelas mulheres que inadvertidamente tomaram os remédios na gravidez.

Pelas contas dos médicos, 3% das malformações congênitas são provocadas pelos medicamentos.
"Os riscos dos remédios durante a gravidez precisam ser explicados à grávida pelo médico obstetra logo na primeira consulta do pré-natal. Isso é particularmente essencial no Brasil, onde ainda temos o perigoso hábito da automedicação", diz o médico José Mauro Madi, integrante da Comissão de Assistência Pré-Natal da Febrasgo (entidade dos ginecologistas e obstetras).
Os especialistas dizem que nem sequer os remédios fitoterápicos (feitos à base de ervas), os homeopáticos e os florais podem ser consumidos durante a gestação sem orientação médica. Tampouco as vacinas devem ser tomadas por conta própria. Certos produtos para os cabelos (como os que contêm amônia) e para o rosto (como os compostos de ácido retinoico) estão terminantemente proibidos na gravidez.
Há, naturalmente, casos em que a grávida não pode ficar sem remédio. A diabética que não toma os remédios na gestação, por exemplo, tem um elevado risco de sofrer aborto e dar à luz um bebê morto. Quem sofre de hipertensão ou asma também não pode ficar sem tratamento, para o bem do feto. Em situações do tipo, o médico busca o remédio que, dentro do possível, ofereça o menor risco para o bebê em formação.

Rastros da talidomida
Passados 50 anos do traumático episódio, a talidomida ainda deixa rastros no mundo. Muitos dos bebês sobreviveram e hoje são adultos que convivem com as sequelas.
Todos os meses, cerca de 200 brasileiros vítimas da talidomida recebem do governo uma pensão especial, instituída em 1982. Em 2010, criou-se uma indenização por danos morais. É uma espécie de reconhecimento de que as autoridades sanitárias do país falharam ao permitir que a droga fosse utilizada livremente pela população. O valor vai de R$ 50 mil a R$ 400 mil, de acordo com o grau da incapacidade física. A indenização foi criada a partir de um projeto de lei apresentado em 2006 pelo então senador Tião Viana (PT-AC).
O Senado estuda um projeto de Paulo Paim (PT-RS) que permite ao portador da síndrome da talidomida aposentar-se após 20 anos de contribuição, não importando que idade tenha (PLS 512/2011 — Complementar).
Pouco tempo após o banimento mundial, descobriu-se que a talidomida era capaz de aliviar as dores de pacientes de hanseníase, lúpus e certos tipos de câncer. O remédio voltou a circular.
No Brasil, para que o erro do passado não se repita, a talidomida é fabricada por um único laboratório público e não pode ser vendida em farmácias. A distribuição é feita nos postos de saúde públicos, sob rígido controle. Ainda assim, há casos em que os comprimidos inadvertidamente acabam parando nas mãos de mulheres grávidas. Em 2007, ao menos dois bebês nasceram no país sem braços e pernas.
FONTE: Agência Senado

sábado, 6 de abril de 2013

Anvisa alerta para riscos do descarte incorreto de medicamentos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta os consumidores sobre os riscos do descarte incorreto de medicamentos. Muitas pessoas, por falta de alternativas e de informação, ainda jogam remédios vencidos ou que não serão mais usados no lixo comum ou na rede de esgoto. De acordo com a Anvisa, a prática pode contaminar a água e o solo.
“Eu jogo no lixo de casa”, disse a dona de casa Hélia Rocha, que mora em Brasília e que desconhece haver outro fim para remédios vencidos. Ontem (5), foi publicada uma lei distrital que obriga as farmácias do DF a receber medicamentos vencidos entregues pelos consumidores. A norma prevê que as farmácias devolvam os remédios ao fabricante para que o produto seja destruído de forma segura.
Desde 2010, a Lei 2.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.
Alguns setores, como o de óleos lubrificantes, já assinaram acordo com o Ministério do Meio Ambiente se comprometendo com a reciclagem das embalagens ou de produtos. No setor de medicamentos, as negociações ainda estão em andamento.
“A destinação correta seria o ponto de venda, a farmácia, mas precisamos receber [os remédios] com normas. Tem que ter uma orientação, onde vou incinerar, de que maneira vou armazenar, é uma coisa de uma responsabilidade muito grande e a lei local não nos orienta como proceder, só diz que nós vamos recolher os produtos vencidos e devolvê-los para indústria. A indústria não aceita a devolução”, disse o presidente do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria.
A capital paulista terceirizou um serviço de coleta para que esses resíduos tenham um fim adequado. A prefeitura firmou parceria com a iniciativa privada e distribuiu coletores de medicamentos em farmácias, supermercados e nas unidades básicas de saúde para que a população possa levar os remédios que não servem mais.
FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Governo autoriza reajuste de 6,31% nos preços dos medicamentos



Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) publicada hoje (4) no Diário Oficial da União autoriza reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios. As alterações valem para três grupos de medicamentos, definidos de acordo com o nível de participação de genéricos.
Na categoria com maior participação, onde os genéricos representam 20% ou mais do faturamento, o reajuste autorizado pode chegar ao teto de 6,31%. Para remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 20%, o reajuste autorizado é de até 4,51%. Já entre medicamentos com menor participação de genéricos (faturamento menor que 15%), a Cmed autorizou um reajuste até 2,7%.
No ano passado, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%.

FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 27 de março de 2013

CAS aprova medida contra desvio de remédios da rede pública


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) confirmou nesta quarta-feira (27), em turno suplementar, projeto de lei determinando o uso de marcação para identificar os medicamentos e outros produtos adquiridos pelo governo para uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apresentada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a proposta (PLS 55/2012) busca dificultar desvios e venda irregular dos produtos.
Houve necessidade de segunda votação porque, no lugar do texto original, foi aprovado um substitutivo, proposto pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da matéria. De acordo com a proposta de Jucá, a forma de identificação dos medicamentos, materiais e equipamentos médicos-hospitalares será definida em regulamento a ser criado pelo órgão do governo competente para esse fim. Já o texto original obrigava a impressão nas embalagens da advertência “Venda proibida. Produto de uso exclusivo do setor público”.
Apesar de já haver regulamentação do SUS sobre o assunto, a autora considera importante que a determinação esteja prevista em lei. Vanessa elogiou o relator pelos aprimoramentos sugeridos a seu projeto, inclusive a previsão para que a obrigatoriedade da identificação dos medicamentos e produtos passe a constar da Lei de Licitações (Lei 8.666/1993), em relação às compras destinadas ao SUS. O texto original previa que a determinação fosse incluída na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990).
A proposta, por tramitar em caráter terminativo na CAS, deverá seguir para exame na Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para votação em Plenário.
Usuários de drogas
Os demais projetos na pauta do dia foram adiados, devendo retornar para exame na próxima semana. Uma das propostas, o PLS 111/20110, do ex-senador Demóstenes Torres, sugere penas de restrição de liberdade para usuários de drogas que forem flagrados armazenando ou transportando qualquer tipo de substância capaz de causar dependência física ou psíquica. O usuário, porém, poderá optar pelo tratamento, para não ser preso.
A relatora da matéria, senadora Ana Amélia (PP-RS), é contrária à pena de prisão. Segundo ela, a medida não é compatível com a Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Em substitutivo, a senadora sugere a inclusão, na lei, da possibilidade de aplicação da internação compulsória.
FONTE: Agência Senado

terça-feira, 12 de março de 2013

Medicamentos serão reajustados a partir de 30 de março



Remédios poderão ter os preços reajustados a partir do dia 30 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), formada por uma equipe interministerial liderada pelo Ministério da Saúde. A autorização com os critérios de composição dos ajustes dos preços foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União.
Para esses reajustes, serão consideradas as expectativas de inflação, de ganhos de produtividade das empresas de medicamentos e o preço dos insumos usados na produção dos remédios. Para a inflação, deverá ser usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado entre março de 2011 e fevereiro de 2012, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Brasil utiliza nanotecnologia para desenvolver medicamentos contra Aids e esquistossomose




Foto: Tetra Images / Corbis

Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) está apostando em dois estudos no campo da nanotecnologia, a fim de tratar doenças que afligem milhões de pessoas em todo o mundo: esquistossomose e Aids, demonstrando mais uma vez sua vocação para a inovação.
nanotecnologia (algumas vezes chamada de Nanotech) é o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros
O físico Flávio Plentz, à frente da Coordenação de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência e Tecnologia, traça potenciais econômicos para o setor. “Tecidos sem cheiro para fazer roupa de cama, vestimentas para hospitais, bactericida para empresas de tapete”. Tudo seria possível com a manipulação em laboratório de nanopartículas. Uma das pesquisas realizadas em Farmanguinhos é sobre uma nova formulação para o Praziquantel (PZQ), medicamento indicado para o tratamento da esquistossomose. Popularmente conhecida como barriga-d’água, é uma das principais doenças negligenciadas – afeta cerca 200 milhões de pessoas em todo o mundo e 8 milhões no Brasil.
Protegido numa cápsula microscópica, o PZQ atravessa ileso o ácido do estômago e o fígado. Já na corrente sanguínea, ele encontra o local onde deve agir, quando então uma pequena molécula entra em ação e abre a cápsula, lançando um bombardeio certeiro contra o exército de parasitas que ocupa o organismo do paciente. Uma espécie de míssil farmacêutico teleguiado. O medicamento será fabricado na nova planta de nanopolímeros da Coppe/UFRJ, inaugurada em outubro. Resultado de um investimento de R$ 11 milhões, a Planta Piloto de Polímeros ocupa uma área de 740 m2 no Laboratório de Engenharia de Polimerização da Coppe. A instalação é a primeira do país capaz de produzir micro e nanopartículas com aplicações nas áreas médica, biotecnológica e farmacêutica. Outra pesquisa de Farmanguinhos com o uso de nanotecnologia está voltada para o tratamento da Aids. Trata-se do desenvolvimento de um antirretroviral. Apesar de estar ainda em fase embrionária, o estudo tem apresentado resultados promissores.
Enquanto a microrrobótica ainda é invisível no Brasil, com iniciativas isoladas e investimentos pulverizados, a nanotecnologia como um todo entrou no radar do governo. O Ministério da Ciência e Tecnologia aumentará em 20 vezes o orçamento para esse campo em 2013: R$ 101 milhões. Além disso, formou-se neste ano um comitê de dez ministérios para avaliar novas políticas de incentivo. O ministério deve anunciar ainda este mês quais laboratórios receberão verbas federais, dentro de um programa chamado SisNano. Uma contrapartida: os beneficiados devem disponibilizar 15% de seu tempo para usuários externos, como empresas. “Para que ganhem maior robustez”, afirma o físico Plentz.
FONTE: Agência Saúde