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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CNBB e Cáritas Brasileira participam de campanha mundial contra a fome

Na celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, nesta terça-feira, 10, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, em consonância com a Cáritas Internacional, realizaram o lançamento da campanha "Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas". O lançamento ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF).
A campanha, que se prorrogará até 2015, quer sensibilizar a sociedade para a reflexão sobre a realidade da fome, da miséria e da desigualdade. “Nós temos caminhado muito, mas ainda há muita gente que passa fome no mundo. E nós não queremos que nenhum irmão nosso passe fome”, afirmou na solenidade o secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner.
O presidente da Cáritas Brasileira e bispo de Santarém (PA), dom Flávio Giovenale, disse que a Campanha mundial quer relembrar a meta estabelecida pelas Nações Unidas de reduzir pela metade o número de pessoas que vivem em extrema pobreza, até 2015. “Juntando esforços, podemos fazer isso. Queremos mobilizar as pessoas e comunidades na transformação dessa realidade”, declarou.
Na solenidade, a diretora executiva da Cáritas Brasileira, Maria Cristina dos Anjos, explicou que a Campanha “quer unir a humanidade como uma família e fazer que esta família, unida, assuma a causa do combate à fome e à pobreza até que sejam extintas”. Também participaram a representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, pastora Cacielen Nobre, da igreja Presbiteriana Unida; e o assessor da secretaria geral da Presidência da República, Selvino Heck.
Apoio do Papa
Durante o lançamento, foi exibido uma vídeo-mensagem do papa Francisco, incentivando a Campanha da Cáritas. “Estamos diante do escândalo mundial de cerca de um bilhão de pessoas que ainda hoje passam fome. Não podemos virar as costas e fazer de conta que isto não existe. O alimento que o mundo tem à disposição pode saciar todos”, disse o pontífice.
Em uma breve palestra, o representante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Irio Luiz Conti, apresentou dados alarmantes. No Brasil, são mais de 16 milhões de pessoas que passam fome, e mais da metade dessas pessoas vivem na região nordeste do país.
Assista o vídeo:


FONTE: CNBB

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Papa Francisco nomeia novo bispo de Crateús (CE)

A nunciatura apostólica no Brasil divulgou na manhã desta quarta-feira, 06 de novembro, que o papa Francisco nomeou monsenhor Ailton Menegussi como bispo da vacante diocese de Crateús (CE), atualmente pároco da Paróquia São Francisco, em Barra de São Francisco, no Espírito Santo.

Monsenhor Ailton nasceu em 1962, em Córrego das Flores – Nova Venécia (ES). Recebeu a ordenação presbiteral em 1998 e exerceu o ministério em diversas paróquias como pároco e vigário episcopal. Também foi reitor do Seminário Maior de Filosofia e Teologia da diocese de São Mateus (2004-2012). Atuou como coordenador diocesano do Serviço de Animação Vocacional (2007-2012), membro do Conselho de Presbíteros (2004-2012). Desde 1996, colabora com a produção da Folha de Culto Diocesano “Celebrando a Vida”. É especialista em Psicopedagogia pela Escola de Formadores de Santa Catarina.

Saudação ao novo bispo de Crateús (CE)

Com a notícia da nomeação de Mons. Ailton Menegussi para a diocese de Crateús (CE), a CNBB divulga nesta quarta-feira, 06, mensagem de saudação ao novo bispo. O texto, assinado pelo secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, acolhe o novo membro da entidade e deseja que "Nossa Senhora Aparecida o conduza em seu ministério episcopal, concedendo-lhe paz e perseverança na caminhada".

A seguir, a íntegra da mensagem.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, a nomeação do Mons.  Ailton Menegussi como bispo da vacante diocese de Crateús (CE). O Papa Francisco o nomeou na manhã desta quarta-feira, 06 de novembro.

Mons. Ailton é capixaba de Nova Venécia, 51 anos e atualmente pároco da Paróquia São Francisco, no Espírito Santo. Recebeu a ordenação presbiteral em 1998, e exerceu o ministério em diversas paróquias como pároco e vigário episcopal. Também foi reitor do seminário maior de filosofia e teologia da diocese de São Mateus.

Atuou como coordenador diocesano do Serviço de Animação Vocacional (2007-2012), membro do Conselho de Presbíteros (2004-2012). Desde 2006, colabora com a produção da Folha de Culto Diocesano “Celebrando a Vida”. É especialista em Psicopedagogia pela Escola de Formadores de Santa Catarina.

Lembrando as Diretrizes Pastorais, a espiritualidade do bispo tem a sua fonte em Cristo e a sua expressão mais íntima na oração do bispo. Quanto mais for homem de Deus, tanto mais será pai e pastor do seu rebanho. “O encontro com Jesus Cristo é acolhimento da graça do Pai que, pela força do Espírito, revela o Salvador e atua, no coração de cada pessoa, possibilitando-lhe esta resposta” (DGAE 7).

Recordamos, também, as palavras de Aparecida que estimula os pastores da Igreja a darem testemunho do amor e da misericórdia de Deus ao povo. “Sejam minhas testemunhas até os extremos da terra" (At 1,18) (DA 236).

Saudamos o Mons. Ailton Menegussi e desejamos a ele e ao povo das comunidades de Crateús um tempo de graça. Nos alegramos com essa Igreja Particular que recebe um novo Pastor. Nossa Senhora Aparecida o conduza em seu ministério episcopal, concedendo-lhe paz e perseverança na caminhada.

+ Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília


Secretário Geral da CNBB

FONTE: CNBB

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Papa diz que é preciso acompanhar homossexuais e divorciados "com misericórdia"

O papa Francisco, em entrevista publicada hoje (19), recomendou à Igreja Católica para "acompanhar" os homossexuais e divorciados "com misericórdia" e "a partir das suas condições" de vida real.
Na longa entrevista, em italiano, à revista jesuíta Civiltà Cattolica, o papa também mencionou a questão do aborto, dizendo que se uma mulher interrompe a gravidez, fato que "pesa muito" e do qual ela está "sinceramente arrependida", o seu ato deve ser perdoado. "O confessionário não é uma câmara de tortura, mas um lugar de misericórdia", acrescentou na entrevista.
O papa Francisco explicou que a Igreja "não pode insistir apenas sobre as questões relacionadas com o aborto, o casamento homossexual e o uso de métodos contraceptivos". "Não falei muito sobre essas coisas e isso foi criticado. Quando se fala, deve-se fazê-lo num contexto concreto", disse.
FONTE: Agência Brasil

domingo, 28 de julho de 2013

Francisco diz a bispos que a Igreja tem de ficar perto do povo

Em encontro com membros do Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal da América Latina (Celam), o papa Francisco defendeu que os bispos devem se aproximar do povo e o exercício das virtudes de paciência e misericórdia. "Homens que amem a pobreza e que não tenham psicologia de príncipes. O lugar onde o bispo pode estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre", disse em reunião no centro de estudos da residência oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Sumaré, zona norte do Rio.
De acordo com o papa, é preciso renovação da Igreja. Ele ponderou que ela está ocorrendo, porém com atraso em algumas regiões.“Creio e não se ofendam, que estamos muito atrasados”, ao mencionar o trabalho nas pastorais na América Latina.
No encontro, foi discutido o documento da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida, no mês de maio de 2007.
Na avaliação do papa, a Conferência de Aparecida propôs a conversão pastoral e um exame de consciência dos bispos. O pontífice indicou aos bispos que a Igreja não deve ser de centro, mas de periferias. “O discípulo-missionário é um descentrado. O centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais. A Igreja é instituição, mas, quando se erige em centro, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG [organização não governamental]”, revelou.
Para o arcebispo de Williams, nas Antilhas Holendesas, Luiz Antonio Secco, o papa indicou a necessidade de que a Igreja está a par de seu tempo. “Ele mostrou como podemos atualizar o documento de Aparecida, que nos mostrou que a Igreja tem que se renovar no espírito e que a estrutura tem que estar disponível às mudanças da época atual. O papa indicou como o bispo tem que estar junto ao povo sem cair em clericalismo e em uma Igreja longe dos fiéis”.
Já o arcebispo da Península de Yucatan, no México, Emilio Berlie, destacou a preocupação de Francisco com a missão pastoral. Segundo ele, este será um dos temas da reunião de amanhã (29) do Celam, da qual participarão todos os 50 bispos. Para o arcebispo, o papa vai fortalecer ainda mais o conceito de aproximação da Igreja com os fiéis onde eles estejam.
FONTE: Agência Brasil

Francisco agradece aos brasileiros, pede orações e diz até breve

O papa Francisco se despediu dos brasileiros no início da noite de hoje (28) pedindo orações por ele e terminou o discurso dizendo “até breve”, em uma confirmação de que pretende voltar ao país em 2017, quando serão celebrados os 300 anos da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. A imagem da Santa foi encontrada por pescadores em 1717, no Rio Paraíba do Sul.
Em vários trechos de sua fala, Francisco disse que deixava o país com saudades de tudo o que viveu durante sete dias, desde sua chegada para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). “Dentro de alguns instantes, deixarei sua pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes, essas – estou certo – tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, deste povo tão grande e de grande coração, deste povo tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha.”
O papa destacou a importância dos jovens e pediu que partam pelo mundo como missionários do amor.
“Neste clima de gratidão e saudades, penso nos jovens, protagonistas desse grande encontro: Deus lhes abençoe por tão belo testemunho de participação viva, profunda e alegre nestes dias. Muitos de vocês vieram como discípulos nesta peregrinação, não tenho dúvida de que todos agora partem como missionários. A partir do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi ele que viemos buscar nestes dias, porque ele nos buscou primeiro, ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro.”
Francisco terminou sua fala homenageando Nossa Senhora Aparecida, lembrando sua passagem no santuário da padroeira nacional.
“O meu pensamento final, minha última expressão das saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade. O Papa vai embora e lhes diz até breve, um até breve com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe”.
O vice-presidente, Michel Temer, fez pronunciamento antes do papa. Ele agradeceu a visita  e pediu que "suas palavras permaneçam na alma dos brasileiros".
FONTE: Agência Brasil

Papa conclama jovens a serem revolucionários

No encontro com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Riocentro, o papa Francisco falou por pouco mais de 10 minutos e agradeceu o trabalho de todos. Em sua mensagem, pediu que os voluntários sejam revolucionários.
"Peço que vocês sejam revolucionários, peço para vocês irem contra a corrente, peço que se rebelem contra essa cultura do provisório. Tenho confiança em vocês em irem contra a corrente. Também tenham a coragem de ser felizes", disse Francisco.
No início da cerimônia, um jovem brasileiro e uma polonesa agradeceram a presença do papa e a escolha de seus países para sediar a jornada. A Polônia irá sediar o próximo evento em 2016.
 
"Não podia regressar a Roma sem antes agradecer de modo pessoal e afetuoso cada um de vocês pelo trabalho com que ajudaram os milhares de peregrinos e os detalhes que ajudaram a fazer dessa Jornada Mundial da Juventude um espetáculo belíssimo", disse. O papa chegou de helicóptero e entrou no pavilhão de papamóvel, sendo aplaudido pelos voluntários.

"Vocês provaram que a maior alegria é dar do que receber", acrescentou.  E lembrou que os jovens devem seguir seu caminho, de ter uma família ou o sacerdócio. "Cada um tem seu caminho. Alguns são chamados a ter família, com o sacramento do matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está fora de moda. Está fora de moda?", perguntou o papa. E o público respondeu: não.
Ao final da cerimônia, o pontífice disse que todos podem contar com as orações dele, "pois sei que posso sempre contar com as orações de vocês". Ele orou e abençoou os voluntários.
FONTE: Agência Brasil

Papa confirma próxima JMJ em Cracóvia, cidade natal de João Paulo II

A notícia que a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será em Cracóvia, na Polônia, foi dada pelo papa Francisco, durante a Missa de Envio, antes da oração do Angelus, e foi recebida com muitos aplausos e alegria pelos fiéis. A missa é a última celebrada por Francisco no Rio. Logo após a oração, muitos gritaram o nome do país e do papa João Paulo II, em cujo pontificado começaram a ser realizadas as jornadas da Juventude.

Papa celebra Missa de Envio em Copacabana 
Bandeiras da Polônia são agitadas a todo momento e faixas com o nome de João Paulo II são erguidas pelos que acompanharam a cerimônia. Um grupo de 30 pessoas, que vieram de Varsóvia, comemorou a confirmação da escolha da cidade de Cracóvia para a próxima jornada e convidou os brasileiros a conhecer a Polônia.

Um deles, o padre Krystian Chmiefewski, disse que vai ser difícil fazer uma JMJ melhor que a do Brasil. “Para nós, apesar de tudo, o Rio foi melhor do que Madri e do qua a Alemanha. O espírito do povo, alegre e fácil, inclusive dos motoristas de ônibus, que pararam inúmeras vezes para nos deixar tirar fotos,  é uma coisa incrível no Brasil", elogiou Chmiefewski.

O estudante Mikhal Sadownikis, de 18 anos, ressaltou que é difícil imaginar tantas pessoas reunidas na Polônia, mas disse que receberá com a mesma hospitalidade os brasileiros e pessoas de outras naçãoes que forem à próxima jornada. “Estou muito feliz, venham para a minha cidade. Vou recebê-los na minha casa.”

FONTE: Agência Brasil

Termina hoje Jornada Mundial da Juventude

 Maria Luiza Mesquita/Agência O Dia
Termina hoje (28), no Rio de Janeiro, a 28ª Jornada Mundial da Juventude, primeiro compromisso fora do Vaticano do qual participa o papa Francisco, desde que assumiu o pontificado em março deste ano. Neste domingo, o ponto alto da programação é a Missa do Envio, que o papa celebra às 10h, na Praia de Copacabana.
A presidenta Dilma Rousseff e ministros de Estado vão assistir à cerimônia, para a qual são esperados também os presidentes Evo Morales, da Bolívia, Cristina Kirchner, da Argentina, Desi Bouterse, do Suriname, e Rafael Correa, do Equador, além dos vice-presidentes do Uruguai, Danilo Astori, e do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez.
À tarde, o papa almoça com os cardeais e bispos no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré. Em seguida, tem encontro com membros da Coordenação do Comitê Episcopal Latino-Americano (Celam), também no Centro de Estudos do Sumaré. Às 16h40, o santo padre deixa a residência do Sumaré, onde ficou hospedado durante a jornada.
Às 17h30, reúne-se com voluntários da jornada no pavilhão 5 do Riocentro, em Jacarepaguá. Às 18h30, participa da cerimônia de despedida na Base Aérea do Galeão e, às 19h, embarca de volta a Roma.
FONTE: Agência Brasil

sábado, 27 de julho de 2013

Momento exige diálogo, diz papa Francisco sobre manifestações

O papa Francisco disse hoje (27), em seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que o momento exige diálogo construtivo, ao se referir às manifestações que ocorrem desde junho em praticamente todas as cidades do país. "Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos sempre há uma opção possível: o diálogo, o diálogo entre as gerações, o diálogo entre o povo e todos somos povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva."
Ele ressaltou, em espanhol, que é fundamental nesse diálogo a contribuição das grandes tradições religiosas. “A coexistência pacífica entre as diferentes religiões se beneficia da laicidade do Estado, que sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas."
Ao reforçar a defesa do diálogo, o papa Francisco destacou a cultura da humanidade social. "O outro sempre tem algo a me dar, quando sabemos nos aproximar dele, com a atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Essa atitude eu a definiria como humildade social, que é a que favorece o diálogo. Ou apostamos na cultura do diálogo ou todos perdemos."
 Após o discurso, aplaudido de pé pelos mais de 2 mil convidados, o papa Francisco recebeu cumprimentos e presentes de líderes comunitários e representantes dos vários segmentos da sociedade. A cerimônia terminou com a execução da música tema e do hino da JMJ e com o hino oficial da Cidade do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa.
De lá, Francisco seguiu em carro fechado para o Centro de Estudos do Sumaré, onde almoça com cardeais do Brasil, a presidência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e sua comitiva. 
FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Rio é o centro da Igreja, diz Francisco na Festa da Acolhida

Papa acena para fiéis durante passagem por Copacabana - Heitor Feitosa
O papa Francisco disse, há pouco, à multidão reunida na Festa da Acolhida, na orla de Copacabana, que o Rio de Janeiro tornou-se o centro da Igreja nesta semana. Ele agradeceu a presença dos jovens que vieram de longe para vê-lo e aos que queriam ter vindo e não puderam vir para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Estima-se que 1,5 milhão de pessoas participaram do evento.
“Vim aqui ser contagiado com o entusiasmo de vocês. A todos digo, bem-vindos a esta festa da fé”, disse Francisco. Ele agradeceu a hospitalidade dos cariocas e o apoio das autoridades federais, estaduais e municipais. "Os cariocas sabem receber bem e dar uma boa acolhida", enfatizou.
O pontífice saudou também os laicos e a todos os que foram assistir à festa. "Bem-vindos à Jornada Mundial da Juventude, a esta cidade maravilhosa do Rio de Janeiro", completou.
Francisco chegou ao palco da Festa da Acolhida a bordo do papamóvel, que tomou no Forte de Copacabana. No trajeto pela Avenida Atlântica, as milhares de pessoas que o aguardavam não se contiveram e invadiram a pista, cercando o veículo e fotogrando o papa com seus celulares e câmeras digitais. Com simpatia, o papa acenou o tempo todo para a multidão e beijou algumas crianças que foram levadas até ele.
A chegada do papa a Copacabana
Em frente ao palco, a temperatura, em torno de 17 graus Celsius, fria para os padrões cariocas, tornava-se alta para os que encontravam no meio da multidão. Os 4 quilômetros da orla estão tomados por pessoas vindas dos mais diversos países.
As janelas dos prédios localizados em frente à praia estão iluminadas e cheias de curiosos, que acompanham de lá o evento. A quantidade de flashes e bandeiras de diferentes países impressionam. Apesar da multidão presente e da dificuldade para caminhar entre os fiéis, muitos cadeirantes estão na festa, e o clima é de tranquilidade e cordialidade.
Milhares de jovens se reúnem em Copacabana icônico do Rio de Janeiro à beira-mar no Dia Mundial da Juventude - Christophe Simon/AFP
O peruano Miguel Polanco, que veio caminhando de Botafogo até Copacabana, com um grupo de seis amigos, disse que a energia é muito boa e que "vale o sacrifício". Ele chegou a Copacabana às 15h, depois de meia hora de caminhada, na esperança de ver o papa bem de perto.
Moradora de Cambuci, no interior do estado do Rio, Cininha Melo, trouxe um binóculo "para não perder nada" da Festa da Acolhida. “Ganhei [o binóculo] de uma afilhada ontem [24] e já experimentei em casa, dá para ver bem de longe”, disse Cininha, com o binóculo apontado para o palco, onde se encontrava o papa.
A Polícia Militar (PM) mobilizou 1.500 homens para dar segurança ao papa e aos peregrinos na Festa da Acolhida e repetirá o esquema amanhã (26), na Via Crucis, às 18h, também em Copacabana. Este é o maior efetivo usado pela PM em um evento ao ar livre e tem apoio de 30 torres de observação, como ocorre no tradicional réveillon de Copacabana. Além disso, 25 viaturas circulam pelo bairro, apoiadas por 20 motociclistas. Oitenta homens fazem a pé o patrulhamento das ruas que dão acesso à praia.
Todas as unidades do Comando de Operações Especiais participam do esquema, que inclui atiradores de elite posicionados em pontos estratégicos e o auxílio de cães farejadores.

FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa condena liberalização das drogas e diz que enfrentar o tráfico exige um desafio da sociedade

O papa Francisco condenou hoje (24) a liberalização do uso de drogas, ao discursar na inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio. “Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química. É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança no futuro”, disse.
O papa começou o discurso fazendo referência a São Francisco de Assis, patrono da ordem religiosa que mantém o hospital, onde a unidade inaugurada atenderá 70 dependentes químicos, entre eles usuários de crack. “Quero abraçar a cada um e a cada uma de vocês, que são carne de Cristo, e pedir a Deus que encha de sentido e de esperança segura o caminho de vocês e também do meu. Abraçar, abraçar...precisamos todos aprender a abraçar quem passa necessidade, como fez São Francisco de Assis”, declarou.
Durante a solenidade, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, Francisco ouviu atentamente do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, e do padre Manuel Manganão, da Pastoral da Sobriedade, relatos sobre o trabalho de assistência aos dependentes químicos prestado pela Arquidiocese do Rio, em colaboração com órgãos federais e estaduais e a iniciativa privada.
Os momentos mais emocionantes foram os relatos de dois ex-usuários de drogas submetidos a tratamento pelo Programa de Assistência a Dependentes da arquidiocese. Um deles disse que depois de passar 17 anos se drogando, mas há 11 anos está livre do vício. O outro declarou que parou de se drogar há pouco mais de um ano. Os dois ganharam presentes e foram abraçados pelo papa.
Em uma veemente condenação ao tráfico, Francisco condenou o egoísmo que prevalece no mundo de hoje e desafiou a sociedade a enfrentá-lo. “São tantos os mercadores de morte que seguem a lógica do poder e do dinheiro, como a chaga do tráfico de drogas, que favorece à violência e que semeia a dor e a morte e que exige da inteira sociedade um ato de coragem”.
FONTE: Agência Brasil

Papa promete retornar ao Brasil em 2017

José Patrício A/E
O papa Francisco na Basílica de Aparecida
Após celebrar missa em português no interior da Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o papa Francisco cumprimentou fiéis e religiosos no interior da Igreja e seguiu, por volta das 12h40, para a Tribuna Bento XVI, na parte externa do santuário. Com a imagem da santa padroeira, o papa fez o sinal da cruz, abençoando os fiéis. A bênção foi feita em espanhol e Francisco pediu que os fiéis rezem por ele. O pontífice prometeu retornar à basílica em 2017, quando completam-se 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.
Os devotos que estão mais próximos do pontífice ficam a cerca de 15 metros da tribuna, em uma área reservada com cadeiras. Entre esses fiéis que estão nas cadeiras e os demais romeiros existe um cordão de isolamento feito por policiais e agentes de segurança. Nesse local, as pessoas estão em pé e aglomeradas. A extensão de pessoas, partindo da tribuna, alcança uma distância de cerca de um quilômetro. Elas acenam com bandeirinhas enquanto entoam cânticos católicos.
Após as celebrações em Aparecida, o papa almoça com o séquito papal, os bispos da Província Eclesiástica de Aparecida e estudantes do Seminário Bom Jesus, localizado na cidade. O pontífice retorna ao Rio de Janeiro às 16h10, onde ainda participa de uma visita ao Hospital São Francisco da Providência de Deus, às 18h30.
FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Papa Francisco: “Cristo bota fé nos jovens!”

Recepção oficial de boas-vindas do Brasil ao Papa Francisco tem a participação de 650 convidados. Do lado de fora, o governo da cidade colocou 1.500 homens e veículos blindados. A presidente Dilma Rousseff, o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes fizeram as honras da casa e, em seguida, o Papa se dirigiu a uma área do Palácio. Foram tocados o hino do Vaticano e do Brasil, este último acompanhado pelos convidados, enquanto o Pontífice permaneceu de cabeça baixa.
“Com grande alegria, Papa Francisco, dou-lhe as boas-vindas ao Rio de Janeiro e ao Brasil. É uma honra recebe-lo. Uma honra redobrada por se tratar do primeiro papa latino-americano”, disse a presidente Dilma Roussef, no início do discurso. “Sabemos que temos diante de nós, um líder religioso sensível”, também afirmou. Dilma disse que há semelhanças entre as lutas do Papa e dos povos que combatem a exclusão. Citou uma passagem de uma análise do Papa sobre a realidade dos mais pobres e os jovens e garantiu que, nessa questão, está unido ao Pontífice.
Dilma elogiou a parceria com as pastorais católicas no combate às injustiças e a defesa das crianças, jovens e dos direitos de outras sofredores. A presidente contou ao Papa que o Brasil tem colaborado com vários países da África no combate à fome e à pobreza e que esse tipo de iniciativa pode ter ainda mais força na construção de uma aliança global de solidariedade. “Santidade: nós, brasileiros, somos mulheres de homens de fé”, declarou a presidente mesmo considerando que é a fé está além da fé religiosa. A presidente lembrou o Papa que a realização de manifestações dos jovens nas ruas do país são frutos do avanço político do país dizendo que democracia gera mais democracia. Reconheceu que os jovens, cansados da violência, querem dar um basta às discriminações e estar engajados nas grandes lutas mundiais. Dilma considerou que a Jornada Mundial é oportunidade de renovar o compromisso dos jovens com a transformação. E, por fim, saudou o Papa e os jovens do mundo inteiro pedindo que todos se sentissem “em casa”.
Papa Francisco, serenamente, tirou os óculos, cumprimentou a todos e considerou que quis Deus que sua primeira viagem apostólica ao Brasil. “Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro, é preciso entrar no portal do seu coração”. Disse que pede a licença para passar uma semana com o povo brasileiro e que não traz “nem ouro e nem prata”, mas a Jesus Cristo e desejou a paz de Cristo. Cumprimentou as autoridades e diplomatas e dirigiu uma palavra de afeto aos bispos lembrando que essa sua visita outra coisa não quer do que confirmar os irmãos na fé como é a missão do bispo de Roma. “Estes jovens vindos de diversos continentes, falam línguas diferentes” e, em Cristo, encontram as respostas para suas aspirações. “Cristo bota fé nos jovens!” disse, com ênfase, o Papa. E complementou: ˜também os jovens botam fé em Cristo!”.
O Papa lembrou o dito brasileiro de que os filhos são a “menina” dos olhos dos pais. Abrir espaços para o pleno desenvolvimento, dar-lhes valores sobre os quais possam construir a vida e oferecer horizonte de transcendência, foram algumas atitudes que o Papa pediu que todos ofereçam os jovens. Para finalizar, pediu empatia para estabelecer um bom diálogo com todo o Brasil lembrando que o “abraço do Papa” envolve o País inteiro.
FONTE: CNBB

Papa Francisco é saudado pelo povo nas ruas do Rio de Janeiro

Papa Francisco, bem disposto depois de uma viagem longa desde Roma, a bordo do papamóvel sem blindagem realizou um passeio de mais de um quilômetro pelo centro da cidade do Rio de Janeiro. Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, também esteve no carro especial do Papa. Exposto, com visível desespero dos homens de segurança, o Papa saudou milhares de pessoas que estiveram nas imediações da Catedral e do Teatro Municipal. Desde as 9 horas da manhã, vários grupos já se posicionaram em algum ponto das ruas por onde o Papa passou.
A avenida Rio Branco, uma dos cenários das maiores manifestações recentes do povo no Rio de Janeiro, foi percorrida, em parte, pelo papamóvel. A Polícia Militar estimou que mais de 10 mil pessoas estavam presentes nas ruas por onde o Papa passou e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, pediu que a população usasse transporte público para facilitar a organização da passagem do Pontífice. Essa é a primeira vez que esse veículo é levado para fora do Vaticano para viagem de um Papa. Esse carro costuma ser usado pelo Papa nas audiências públicas na Praça São Pedro. Estima-se que o carro voltará a ser usado por mais 11 vezes durante essa visita ao Brasil. 
Acenando para as pessoas dos dois lados da rua e até no alto dos prédios, o Papa permaneceu sempre simpático e sorridente. Chuvas de papel picado, muitas bandeiras, cantos e saudações tomaram as ruas e o Papa voltou a acolher e beijar várias crianças. Uma senhora que furou o esquema de segurança e tentou se aproximar do carro também foi cumprimentada pelo Papa. Um mar de celulares apontado para o papamóvel o aguardava ao lado do prédio do Teatro Municipal de onde ele desceu para tomar o mesmo carro que o trouxe até a Catedral.Foi levado para uma base para tomar o helicóptero que o levou ao Palácio Guanabara para seu primeiro pronunciamento no Brasil.





















FONTE: CNBB

Papa Francisco chega ao Brasil

O papa Francisco chegou na Base Aérea do Galeão pontualmente às 16h, para sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir de amanhã, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Francisco foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer. Também formaram a comitiva de recepção ao papa oito ministros de Estado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A desembarcar, Francisco beijou duas crianças na testa que lhe recepcionaram com flores. Acompanhado da presidenta, o papa cumprimentou todas as autoridades presidentes, inclusive do Clero. Em seguida, Dilma e Francisco conversaram descontraidamente e cumprimentou pessoas que o aguardavam na Base Aérea do Galeão.
FONTE: Agência Brasil

Papa Francisco chega ao Brasil às 16h

Avião com o pontífice decolou do Aeroporto de Fiumicino, em Roma, às 3h45 desta segunda-feira (horário de Brasília); aeronave deve pousar às 16h no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.


O papa Francisco começou sua primeira viagem internacional. Na manhã desta segunda-feira, 22, às 8h27 (horário de Roma) - 3h27 no horário de Brasília - , o helicóptero do pontífice pousou no aeroporto de Fiumicino, trazendo o Santo Padre para seu vôo. 
O avião decolou pontualmente às 8h45, para uma viagem de mais de 12 horas. No aeroporto, as mais altas autoridades italianas, inclusive o primeiro ministro Enrico Letta, se despediram de Francisco.
Durante o trajeto, o papa conversará com jornalistas. O voo está previsto para chegar às 16h desta segunda-feira no Aeroporto Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.
No Twitter, o papa escreveu:
"Dentro de algumas horas chego ao Brasil, e já sinto o coração cheio de alegria por em breve estar celebrando com vocês a 28a JMJ."
FONTE: Estadão/Página oficial do Vaticano

domingo, 21 de julho de 2013

Cobrado para reagir a denúncias de pedofilia e desvios de recursos, papa responde com ações

O papa Francisco assumiu o pontificado com vários desafios a enfrentar: os escândalos envolvendo a Igreja Católica Apostólica Romana, com desvios de recursos e pedofilia, a conquista de fiéis e a aproximação da religião com os dias atuais. Ele sinalizou que pretende vencer os obstáculos. Francisco nomeou, há dois dias, uma comissão de laicos (não religiosos), exceto um padre que será o coordenador, para avaliar a situação econômica e administrativa do Vaticano.
Desde o ano passado, há denúncias de desvios de recursos do Banco do Vaticano e dúvidas sobre a aplicação do orçamento da Santa Fé. Francisco quer um diagnóstico preciso da situação. Ele disse que o relatório será submetido a cardeais para, assim, definir as mudanças. A ideia é impedir irregularidades financeiras e econômicas envolvendo os recursos da Igreja.
No último dia 11, em meio às denúncias de pedofilia envolvendo padres, o papa modificou o Código Penal da Igreja Católica, o Motu Proprio, fixando penas mais duras para crimes contra crianças e adolescentes, assim como lavagem de dinheiro. A legislação é válida para a Santa Sé e como regulamento do Vaticano.
O papa também aumentou o rigor sobre os crimes contra a humanidade, como genocídios, denunciados com frequência em países em conflito armado, e medidas de segregação racial. Modificado conforme as orientações de Francisco, o Motu Proprio passará a valer a partir de 1º de setembro.
Com a preocupação crescente sobre a redução de católicos, inclusive no Brasil, Francisco apelou aos cardeais para que conquistem as pessoas usando “sabedoria” e “maturidade”. Mas também ressaltou que o exemplo em atitudes é que atrai. Para ele, a igreja deve ser para todos, inclusive, para os pobres. “Como eu gostaria de ter uma igreja pobre para os pobres”, disse ele, no primeiro encontro com jornalistas, em 16 de março deste ano.
O papa lembrou que a escolha do nome Francisco, inspirado no “santo dos pobres”, foi uma sugestão do cardeal brasileiro dom Cláudio Hummes, que é arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação de Bispos. “Não se esqueça dos pobres”, contou o papa, ao lembrar a recomendação feita por dom Cláudio Hummes.
FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Custo total da jornada pode chegar a R$ 350 milhões, estima o Comitê Organizador









O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estima o custo total da organização do evento deverá alcançar R$ 350 milhões. De acordo com o COL, cerca de 70% desse custo serão viabilizados por meio de contribuições dos peregrinos, que variam do valor mínimo de R$ 106 ao máximo de R$ 600. O comitê esclareceu ainda que parte do custo vem de doações espontâneas, patrocínios e parcerias, além do licenciamento de produtos que geram divisas para o evento.
Em nota, os organizadores destacam que “a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 é um evento único, de grandes proporções, e se diferencia pelo aspecto humano, já que busca promover reflexões que visam à construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Serão gerados mais de 20 mil empregos diretos com a realização do evento e estima-se um impacto econômico de mais de meio bilhão de reais. Para sua realização são necessárias inúmeras parcerias. As fontes de financiamento da JMJ vão desde patrocínios privados a doações de pessoas físicas”.
Cerca de R$ 20 milhões foram arrecadados entre patrocínios e eventos promovidos pela JMJ, incluindo a Feijoada JMJ, rifas, venda de produtos. Segundo informou o COL, na Espanha, que foi o último país a receber a Jornada Mundial da Juventude, em 2011, o impacto econômico foi em torno de R$ 920 milhões. O evento gerou 8 mil empregos, sendo 3 mil somente na capital.
O COL acredita que além do aspecto financeiro, a JMJ trará reflexos positivos para o Rio de Janeiro e o Brasil em termos de imagem, o que beneficiará, sobretudo, o turismo.
Em relação aos investimentos efetuados pelo governo federal para o evento, a informação oficial é que os números só serão divulgados após o fechamento da jornada. A assessoria de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência da República disse que a maior parte dos recursos está sendo aplicada em segurança, além dos gastos inerentes à recepção do papa como chefe de Estado.
A prefeitura do Rio disse estar trabalhando no planejamento da JMJ há um ano. Sua missão é garantir comunicação, mobilidade, logística, saúde e o bom funcionamento da cidade durante a permanência do papa Francisco. Para garantir o êxito do evento, a administração do município prevê aplicação de cerca de R$ 26 milhões, “através de serviços, logística e planejamento, que incluem desde a urbanização das vias de acesso ao Campus Fidei, limpeza e dragagem do Rio Piraquê, construção de passarelas para os peregrinos, entre outras ações”.
Em nota, o governo fluminense disse ter assumido o compromisso de custear o transporte dos peregrinos e voluntários nos sistemas de trens (Supervia) e metrô, além dos bolsões de recepção de ônibus com peregrinos que vêm de fora da região metropolitana para direcionamento ao seu destino final, conforme for fixado pela prefeitura. O governo estadual comprometeu-se também a custear o evento com o papa Francisco no Palácio Guanabara e o evento de despedida do papa na Base Aérea do Galeão.
“Os custos de transporte serão definidos a partir do número de usuários. Os custos dos bolsões e dos eventos ainda estão sendo orçados. O investimento total do estado está dentro do previsto inicialmente, cujo limite são R$ 26 milhões", diz a nota.
FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Papa terá um esquema de segurança de 14 mil pessoas em sua visita ao Rio









O papa Francisco contará, durante a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com um efetivo de segurança de 14 mil pessoas. Destas, 10,2 mil são militares das Forças Armadas e os demais são policiais e agentes dos órgãos de segurança e ordem pública, como da Defesa Civil, da Polícia Civil e soldados do Corpo de Bombeiros. Todos estarão de prontidão para ações de defesa nacional e de segurança pública entre os dias 22 e 28 de julho. Dos 10,2 mil militares das Forças Armadas, 7 mil atuarão no Campus Fidei, onde o pontíficie fará a aparição final.
Na sua viagem ao Brasil, Francisco celebrará uma missa na Basílica de Aparecida, em São Paulo. Durante sua estada, no Rio, ele ficará hospedado na residência do Sumaré. 
Essa é a primeira viagem ao exterior do papa. A programação de Francisco é intensa: visita aos moradores da comunidade da Varginha, conversa com presos e concede a bênção para os doentes de uma instituição mantida por doações.
Francisco será recebido pela presidenta Dilma Rousseff; pelo governador do Rio, Sérgio Cabral; pelo prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes; pelo arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta; e pelo arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis. Os deslocamentos serão feitos em um helicóptero.
FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 21 de março de 2013

Prêmio Nobel da Paz diz que papa Francisco não foi cúmplice da ditadura na Argentina


O papa Francisco “não foi cúmplice da ditadura” no seu país, afirmou hoje o Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Perez Esquivel, depois de um encontro com Jorge Mario Bergoglio, no Vaticano. “[O papa Francisco] não teve nada a ver com a ditadura. Não foi cúmplice da ditadura e não colaborou”, explicou Perez Esquivel aos jornalistas.
Após Bergoglio ter sido escolhido como o novo papa, ressurgiram acusações de que ele não teria feito o suficiente para proteger os padres sequestrados e torturados pela ditadura argentina. Segundo Perez Esquivel, o papa privilegiou uma 'diplomacia silenciosa' durante aquele período, marcado pela sucessão de várias juntas militares no país (entre 1976 e 1983), procurando notícias de desaparecidos e presos, mas nos bastidores.
Na época, Jorge Mário Bergoglio não tinha uma posição privilegiada na hierarquia da Igreja argentina, sendo o superior provincial dos jesuítas da Argentina, função que recebeu em 1973, aos 36 anos. Perez Esquivel contou que mesmo o presidente do Supremo Tribunal argentino disse que não havia provas de uma eventual conivência com os militares.
O Vaticano repudiou energicamente, na semana passada, as acusações contra o papa Francisco, qualificando-as de 'caluniosas' e 'difamatórias'.
De acordo com testemunhas e historiadores, muitos dos jesuítas que trabalharam com os pobres na Argentina estiveram ao lado dos 'revolucionários', portanto contra a ditadura militar. Jorge Bergoglio, no entanto, procurou evitar a politização do seu trabalho. “Dentro da hierarquia católica argentina houve, sim, alguns bispos cúmplices com a ditadura, mas não Bergoglio”, acrescentou.
Ativista dos direitos humanos, Perez Esquivel afirmou que conversou com Francisco sobre diferentes temas e, em particular, sobre a defesa dos direitos humanos. “Foi um reencontro muito emotivo, apesar de já nos conhecermos”, disse sobre a reunião com o papa Francisco, no palácio apostólico.
FONTE: Agência Brasil