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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pneumonia e diarreia matam 5 mil crianças por dia no mundo

As maiores causas de morte entre crianças com menos de 5 anos de idade no mundo são pneumonia e diarreia. Essas duas doenças são responsáveis por 17% e 9% das mortes nessa faixa etária, respectivamente, resultando em um total de 5 mil mortes diárias. Os dados são do Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado hoje (13).  
 
A ocorrência dessas doenças, segundo o Unicef, é altamente concentrada. "São doenças dos pobres e sua distribuição é altamente concentrada, com cerca de três quartos das ocorrências de mortes por pneumonia e diarreia em apenas 15 países", informou o relatório. Para o fundo, o principal problema - e, ao mesmo tempo, a principal vantagem - é que as causas de mortalidade infantil podem ser evitadas com medidas relativamente simples, acessíveis à maioria dos países, independentemente de níveis de renda. 
 
No caso da pneumonia, o país que registra mais mortes pela doença é a Índia, seguida pela Nigéria, pelo Congo e o Paquistão. Os casos de diarreia estão fortemente concentrados na África, onde a maioria dos países tem mais de 10% de mortes de crianças abaixo dos 5 anos causadas pela doença. De acordo com o Unicef, a principal causa da diarreia no continente é o rotavírus - responsável por 28% dos casos. 
 
Outra doença considerada pelo Fundo uma das principais causas de mortalidade infantil é a malária, que mata por dia 1,2 mil crianças com menos de 5 anos - 7% do total. O foco dos casos de malária é a África Subsaariana, com destaque para a Nigéria e o Congo, com os maiores índices de mortalidade pela doença. A Tanzânia e o Benin também se destacam como países com os menores indicadores de proteção das crianças contra o mosquito transmissor - mais de três quartos delas não dormem com tela de proteção, conhecida como mosquiteiro - considerado o método mais efetivo de prevenção à doença.  
 
Fatores como complicações nos primeiros 28 dias de vida (período neonatal), desnutrição e o vírus HIV são causas apontadas também como importantes para a morte de crianças abaixo dos 5 anos. Para o Unicef, a educação da mãe, o acesso à saúde, a higiene, o saneamento básico e a imunização por meio de vacinas são mecanismos por meio dos quais pode haver redução das taxas de mortalidade.

FONTE: Agência Brasil

Mortalidade infantil no Brasil cai 77% em 22 anos, aponta Unicef

A mortalidade infantil no Brasil caiu 77% entre 1990 e 2012, de acordo com o Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo o estudo, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14,  o que coloca o país em 120º lugar no ranking entre mais de 190 países. A lista é decrescente e quanto mais à frente, maior o índice de mortalidade.
A taxa de mortalidade infantil calcula a probabilidade de morte entre o nascimento e os 5 anos de idade a cada mil nascimentos. Ela compõe a expectativa de vida ao nascer, que faz parte do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e é um dos indicativos mais usados para mensurar o desenvolvimento dos países e nortear a elaboração de políticas púbicas.
O Brasil teve melhora em todos os índices apurados. No ranking do Unicef, o país está atrás de outros desenvolvidos como Finlândia, Japão, Cingapura, Noruega e Islândia – primeira colocada no ranking. Os cinco países com os piores índices de mortalidade infantil estão no continente: Serra Leoa, Angola, Chade, Somália e Congo.
FONTE: Agência Brasil

sábado, 17 de agosto de 2013

Bolsa Família reduziu número de mortes de crianças menores de 5 anos

Relatório Mundial da Saúde 2013, publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), reporta pesquisa brasileira sobre a contribuição da transferência de renda condicionada no acesso a serviços e na melhora da saúde de crianças até 5 anos.

O Relatório Mundial da Saúde 2013, publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), destacou que programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, melhoram a saúde das crianças. O documento traz, em um capítulo, referência ao estudo brasileiro sobre o impacto do Programa Bolsa Família na redução da mortalidade de crianças até 5 anos de idade.

Este ano, o Relatório da OMS tem como foco a cobertura universal de saúde e defende que a realização de mais pesquisas nessa área pode ajudar os governos a avaliar como deve ser a estrutura do sistema e como medir o progresso de acordo com cada situação específica. A instituição revisou pesquisas recentes realizadas por seis países, entre elas, o estudo brasileiro publicado na edição de maio da revista inglesa The Lancet, que revela o impacto do Bolsa Família na redução da mortalidade infantil no país.


De acordo com o estudo, o Bolsa Família reduziu em até 17% o índice de mortalidade infantil nas 2.853 cidades pesquisadas, entre 2004 e 2009. O estudo apontou também que o programa foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia em crianças menores de 5 anos.

O texto do relatório da OMS destaca que “a transferência de renda condicionada serve como um incentivo financeiro que elimina barreiras econômicas para o acesso à saúde”. Além disso, prossegue o documento, “os estudos realizados em vários países mostram que esses programas podem aumentar a utilização dos serviços de saúde, o que leva a melhores resultados na área”. Ao condicionar a transferência de renda ao cumprimento de contrapartidas de saúde, portanto, esses programas contribuem também para que os países invistam na ampliação da cobertura dos serviços de saúde, buscando a sua universalização.

FONTE: Ascom MDS

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mortalidade infantil cai 75,8% em 30 anos, aponta IBGE

A mortalidade infantil no Brasil caiu de 69,1 por mil nascidos vivos, em 1980, para 16,7 por mil, em 2010, o que representa queda de 75,8%. O resultado está na pesquisa Tábuas de Mortalidade 2010 – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação do Instituto, a redução na taxa de mortalidade infantil é resultado concreto de ações governamentais e não governamentais no campo da saúde e reflete as condições de vida da população.
Segundo o gerente de Componentes de Dinâmica Demográfica do IBGE, Fernando Albuquerque, a mortalidade caiu em todos os grupos etários, mas a redução foi maior nos grupos infantil (até 4 anos) ou infantojuvenil (de 5 a 14 anos), por causa de programas do governo federal e de organizações não governamentais (ONG) com foco na diminuição da mortalidade infantil.
“Aleitamento materno, melhoria nas condições de saneamento básico e higiene pública, campanhas de vacinação, maior acesso da população aos serviços de saúde, maior escolaridade da mãe e política de assistência básica às gestantes são programas que efetivamente têm forte impacto na diminuição da mortalidade infantil e infanto-juvenil”, explicou.
A pesquisa revela que, na Região Nordeste, para cada mil crianças nascidas em 1980, 120 não completariam o quinto ano de vida. Já em 2010, apenas 26 não chegariam aos 5 anos. “Foi uma redução muito forte. Deixaram de morrer 94 crianças, aproximadamente, que nasciam e não completariam o quinto ano de vida. A região Nordeste foi a que apresentou o maior declínio”, esclareceu o gerente.
Albuquerque informou que a mortalidade infantil pode ser desmembrada em neonatal (referente ao primeiro mês de vida) e a pós-neonatal (do primeiro mês ao primeiro ano de vida). Na fase pós-neonatal, a mortalidade está associada a fatores sociais e econômicos. Já na fase neonatal, ocorre por problemas congênitos ou genéticos. “No caso da mortalidade pós-neonatal as causas são mais fáceis de se combater, pois são relacionadas a fatores sociais e econômicos, que estão melhorando no Brasil”, contou.
A pesquisa mostra ainda que o padrão de mortalidade do brasileiro entre 1980 e 2010 caiu em todas as idades, sem concentração em um grupo etário específico.“A diminuição da mortalidade atingiu tanto a base, como o meio e o topo da pirâmide etária”, disse Albuquerque.
Para o gerente, a queda da mortalidade em todas unidades da federação é um fato e os ganhos foram significativos. No entanto, o país ainda está longe dos níveis de mortalidade de regiões mais desenvolvidas do mundo. Enquanto no Brasil a mortalidade está em torno de 16 óbitos em menores de um ano para cada mil nascidos vivos, em países da Europa, a taxa é quatro óbitos por mil.
“Diminuímos muito, mas continuamos um pouco distante das regiões mais desenvolvidas. Então a velocidade com que estes programas são aplicados deve continuar para nos aproximarmos dos níveis de regiões mais desenvolvidas”, analisou.
FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 5 de abril de 2013

70,8% dos óbitos infantis no CE poderiam ser evitados


A Secretaria da Saúde admite que dos 1.260 óbitos infantis de 2012, no Estado, 892 foram por causas evitáveis

O Ceará vem conseguindo reduzir os índices de mortalidade infantil - entre os nascidos vivos durante o primeiro ano de vida. Entre 1997 e 2011, houve queda de 61% da taxa de mortalidade, que passou de 31,6 óbitos a cada mil nascidos vivos em 1997, para 12,3 em 2011. No Brasil, a tendência de diminuição é a mesma. Enquanto em 1997, a média era de 58 mortes para cada mil bebês nascidos vivos, em 2011essa taxa reduziu para 16,1. Chama atenção, entretanto, o expressivo número de óbitos infantis por causas evitáveis no Ceará.

Imagem: Diário do Nordeste
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), dos 1.260 óbitos infantis registrados no ano passado, 892 foram por causas evitáveis (70,8%). Índice superior ao nacional. Os dados apontam que das 29.771 mortes infantis registradas em 2012, 20.366 (68,4%) foram por causas evitáveis. Destes, 58,4% (11.894) notificados em 30 dias.

Observa-se também uma mudança no perfil da causa dos óbitos infantis. Até o fim da década de 1980, prevaleciam no Brasil as mortes pós-neonatal, ou seja, em bebês de 28 a 364 dias de vida. A partir daí, começaram a predominar os óbitos neonatais - em crianças menores de 28 dias de vida. Enquanto de 1997 a 2011, a taxa de mortalidade infantil pós-neonatal no Ceará caiu de 15,8 para 3,6, a taxa de mortalidade neonatal reduziu de 15,8 para 8,7.

Vários fatores contribuem para esse alto índice de óbitos por causas evitáveis no período neonatal. Entre eles, a ausência ou poucas consultas de pré-natal, desnutrição, infecção, hipertensão e hemorragias da mãe e outras que ocasionem partos prematuros e crianças com baixo peso ao nascer, o que pode levar a complicações no pós-parto imediato. Além disso, as anomalias congênitas podem ser muito graves neste período de vida.

Se a criança completa o primeiro mês de vida, entra no período pós-neonatal. A partir de então, ela fica mais exposta a agressões do ambiente e propícia a adquirir doenças respiratórias, principalmente a pneumonia, e gastrointestinais, como a diarreia, além de outras doenças transmissíveis, algumas das quais podem ser prevenidas pelo uso de vacinas.

Deficiência

Zenilda Bruno, obstetra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), comenta que a mortalidade infantil no Ceará diminuiu na criança maior de um ano. Porém, na idade neonatal, principalmente na neonatal precoce (em menores de sete dias), a situação se mantém. Para a especialista, essa realidade é reflexo da deficiência da qualidade do pré-natal que vem sendo realizado, o que leva ao parto prematuro e a criança de baixo peso. "Esta criança pré-matura é muito mais vulnerável à infecções e insuficiência respiratória. A causa da prematuridade é multifatorial, porém sabemos que o pré-natal de qualidade pode diminuir esta incidência", salienta.

A especialista acrescenta que a superlotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais é consequência da alta taxa de partos prematuros, levando bebês a estados graves e, consequentemente, a um maior índice de mortalidade. Quando se fala em mortes evitáveis, ressalta Zenilda, se diz que, se houvesse um pré-natal de melhor qualidade, esses óbitos poderiam ser evitados. "Um maior número de UTI neonatal poderia minimizar essa mortalidade", afirma.

Capital

Em Fortaleza, o número de bebês que nascem prematuramente só cresce a cada ano. Foram 3.616 em 2011, passando para 4.263 no ano passado, o que representa aumento de 9,6% do total de nascidos vivos para 12,4%. Em todo o Estado, o índice foi ainda maior. Subiu de 9,5% (12.193) em 2011, para 11,7% (14.503) em 2012, conforme informações da Sesa.

O secretário da Saúde do Ceará, Arruda Bastos, diz que, para reduzir o índice de mortalidade neonatal, o governo está estruturando o Estado, principalmente o Interior, para que a atenção neonatal seja feita com mais especialidade. "Estamos ampliando a rede de hospitais, policlínicas e a cobertura de pré-natal na atenção básica. Para isso, estamos exigindo que os municípios tenham maior cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) e realizem, no mínimo, quatro consultas em 90% das gestantes durante o pré-natal".

Ele destaca que o Ceará é o Estado que mais reduziu a mortalidade infantil no País e adianta que, nos próximos anos, dará um salto maior, saindo da taxa de 12,3 para menos de 10 óbitos.

FONTE: Luana Lima