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segunda-feira, 25 de março de 2013

Desmatamento na Amazônia aumenta as chuvas no Sudeste e a seca no Nordeste


O Brasil colocou em operação um novo modelo de simulação do clima, o Modelo Brasileiro de Sistema Terrestre. Na apresentação dos primeiros resultados do sistema, um dado já chama a atenção: os pesquisadores constataram que a derrubada de árvores na Amazônia aumenta a probabilidade de ocorrência do El Niño.

Marcelo Camargo - ABr
O El Niño é um fenômeno natural que acontece em intervalos de 3 a 7 anos. Durante o El Niño, o Oceano Pacifico fica mais quente, alterando o padrão de ventos na região e mudando todo o clima do Pacífico por cerca de um ano e meio. Esse fenômeno ainda não está totalmente explicado pela ciência, mas os resultados são conhecidos, entre eles fortes secas na Austrália e aumento da incidência de chuvas na América do Sul.

Pref.Taporé (PB)
Segundo Paulo Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), mesmo a versão preliminar do modelo já mostra um forte impacto do desmatamento da Amazônia na incidência do El Niño. “Este foi um resultado que o modelo verificou mesmo sendo uma versão preliminar, de baixa resolução”, disse à Agência Fapesp.

Os resultados preocupam. O El Niño costuma ser devastador para algumas regiões do Brasil. No Nordeste, uma região já afetada pela seca, as chuvas ficam ainda mais fracas. A quantidade de chuvas também diminui na Amazônia, mas na região Sul ficam muito mais fortes. Deslizamentos e mortes, que são infelizmente muito comuns na época de chuvas no Brasil, podem ficar ainda mais frequentes.

FONTE: Época
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