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sábado, 13 de abril de 2013

Vigilância Sanitária de Crateús alerta para consumo de água contaminada na Zona Rural

Das 42 fontes de água analisadas pela Vigilância Sanitária, 28 apresentaram contaminação. 

A análise pela Vigilância Sanitária da água consumida em localidades da Zona Rural de Crateús revelou contaminação em 28 das 42 amostras examinadas. A situação mais crítica é a do Distrito do Monte Nebo. Das 14 fontes de água examinadas, 11 apresentaram contaminação. A grande parte das amostras consideradas insatisfatórias apresentou contaminação por Escherichia coli. A presença da E.coli em água ou alimentos é indicativa de contaminação com fezes humanas (ou mais raramente de outros animais).

O consumo de água contaminada por moradores da Zona Rural é motivo de preocupação para a Secretaria de Saúde, que já identificou a ocorrência de surtos de doenças diarreicas agudas em algumas localidades.

Dados do Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica (SIVEP), repassados pela Coordenação de Vigilância à Saúde do município indicam que, em 2013, já foram notificados 1781 casos de diarreia aguda em Crateús. 
                   
A principal fonte notificadora é o Hospital de Referência São Lucas (1051), seguido da Equipe de Saúde da Família (ESF) do Distrito de Monte Nebo (134).  A ESF de Lagoa das Pedras notificou 100 casos; A ESF de Santo Antônio, 76; e a de Queimadas, 52.

A estratégia adotada pela Secretaria de Saúde para o enfrentamento do problema, através da Coordenação da Estratégia de Saúde da Família, Coordenação de vigilância à Saúde e Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvep), tem sido a capacitação dos agentes comunitários de saúde e a realização de ações intersetoriais junto às comunidades, no sentido de estimular o tratamento domiciliar da água e a adoção de boas práticas de higiene, manuseio, preparo e conservação de alimentos.


O tratamento domiciliar da água com hipoclorito de sódio 2,5%, distribuído gratuitamente nos postos de saúde, é incentivado em virtude das poucas fontes hídricas disponíveis nesse período de estiagem. A dose é de duas gotas para cada litro de água. O consumo pode ocorrer após meia hora.

A diarreia pode causar desidratação, especialmente em crianças e idosos, que são mais vulneráveis. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a diarreia é a segunda causa de morte em crianças menores de cinco anos no mundo, atrás apenas da pneumonia. Juntas, as duas condições levaram à morte cerca de 2 milhões de crianças em 2011. 

Contudo, quando cuidadas adequadamente, a maior parte das crianças com diarreia evolui sem desidratação e, dentre aquelas que desidratam, 95% podem ser reidratadas por via oral.


O Ministério da Saúde distribui gratuitamente nos postos de saúde do país e nas unidades da rede Farmácia Popular, o soro de reposição oral (SRO), que concentra 3,5 gramas de sal e 20 gramas de açúcar por litro de água. Atualmente, o soro caseiro só é recomendado diante da indisponibilidade do SRO, pois os pais costumam superdosar esse preparo. Para preparar o SRO é muito simples: basta dissolver o conteúdo de 1 envelope em 1 litro de água potável ou fervida. 

Para a preparação do soro caseiro (solução sal açúcar-SSA), deve-se dissolver  2 colheres (sopa) rasas de açúcar e 1 colher (café) de sal em 1 litro de água. O soro deve ser ofertado aos poucos, após cada evacuação diarreica ou vômito, podendo ser utilizado por até 24 horas após o preparo.
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