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quarta-feira, 15 de maio de 2013

MST e Frente Social Cristã conquistam 300 moradias em Crateús


Ontem (14), no Teatro Rosa Morais, foi apresentado o projeto de construção de 300 moradias na Comuna Padre Gerardo Fabert, ocupação situada no bairro Cidade 2000, em Crateús, e organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Frente Social Cristã (FSC).


O evento, coordenado pela FSC e MST, contou com a presença do prefeito Carlos Felipe, do promotor  de justiça, Dr. José Arteiro Soares Goiano, Marcelo Rodrigues, representante da CEF, responsável pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida', e do arquiteto e urbanista Custódio Santos. Marcos Eldenio, Estevania Ferreira e Carlos Leite representaram a FSC. Pedro Neto, Fábio e Cleonice do MST também compareceram, além de dezenas de pessoas que serão beneficiadas com as moradias.

As famílias acampadas chegaram a ser ameaçadas de despejo em maio do ano passado, o que gerou grande mobilização por parte dos movimentos sociais, envolvendo, inclusive, o Ministério Público em defesa da causa das famílias sem-teto.


Um ano depois, o cenário é bem diferente. Autoridades que antes oprimiam agora aplaudem a luta dos trabalhadores, os verdadeiros sujeitos nessa história de resistência, ousadia e coragem.

De acordo com Pedro Neto, dirigente do MST, cada família será contemplada com cerca de R$ 59 mil para custeio da aquisição do terreno e construção das residências. Cada casa construída terá um quintal produtivo. As moradias serão financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida do Governo federal. O prazo para financiamento é de 10 anos. O valor varia conforme a renda familiar, comprometendo, no máximo, 5% da renda e não pode ultrapassar R$ 60 mensais. De acordo com Pedro Neto, aquelas famílias que não puderem comprovar a renda pagarão uma taxa simbólica de R$ 25.

Os movimentos têm até o próximo dia 20/05 para repassar à Caixa Econômica Federal (CEF) a lista com as 300 famílias beneficiadas, de acordo com o perfil exigido pela CEF. 


Ameaçadas de despejo, famílias são defendidas pelo Ministério Público
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