O governador Cid Gomes recebeu na tarde desta terça-feira (23), no Palácio da Abolição, representações da sociedade civil organizada dos municípios de Crateús, Novo Oriente e Quiterianópolis. Os prefeitos dos três municípios também participaram da reunião.
Em pauta, a situação hídrica de Crateús, que deve sofrer colapso no abastecimento no prazo de 30 dias. Movimento liderado pela Igreja Católica, com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sindicato dos Servidores de Crateús, Sindicato dos Professores de Crateús, Comissão Diocesana de Justiça e Paz, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, além de entidades de Quiterianópolis e Novo Oriente, defendem a transposição da água do reservatório Flor do Campo, em Novo Oriente, para o município de Crateús, via adutora. O governo do estado e os gestores municipais, contudo, propõem a transferência hídrica sem construção de adutora, através do despejo de água no leito seco do rio Poty.
De acordo com informações do professor Edilson Martins, vice-presidente do Sindicato dos Professores, que integrou a comitiva crateuense, o governador afirmou que está determinado a abrir as comportas do Flor do Campo. Segundo o professor, Cid comprometeu-se a realizar a perfuração de 10 cacimbões no aluvião do rio Poty e iniciar a construção de adutora interligando o Flor do Campo à Estação da Cagece, no município de Crateús, desde que as comportas do açude sejam abertas.
A coordenação do movimento pró-adutora, que ocupa as imediações do açude Flor do Campo desde 21 de junho, discutirá as propostas do governador em reunião agendada para amanhã (24), às 14h.
