A votação do projeto de lei que direciona os recursos dos royalties
do petróleo à educação e à saúde (PL 323/07) foi adiada para a primeira
quinzena de agosto. A informação foi confirmada pelos líderes do
governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e do
PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Segundo eles, não houve acordo para a votação
nesta semana.
De acordo com os líderes, o Plenário deverá votar hoje à tarde apenas
a Proposta de Emenda à Constituição 207/12, do Senado, que estende às
defensorias públicas da União e do Distrito Federal a autonomia
funcional e administrativa concedida às defensorias estaduais. O texto
já foi aprovado em primeiro turno.
Propostas para os royalties
Os deputados chegaram a aprovar o parecer
do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), que rejeitou a maioria
das alterações feitas pelo Senado e restabeleceu o texto da Câmara. A
liderança do governo, no entanto, defende a proposta aprovada no Senado.
A principal polêmica diz respeito às verbas do Fundo Social. O
governo defende a aplicação obrigatória de 50% dos rendimentos do fundo
em saúde e educação, já a oposição e alguns deputados da base aliada
querem que metade das verbas totais do fundo seja investida nos setores.
“O governo insiste em derrubar o repasse do fundo social, querendo
dizer que apenas o rendimento é suficiente. Mas sabemos que isso seria
insignificante, uma farsa para dois setores fundamentais como são a
saúde e a educação”, reclamou Caiado.
Outros itens
Chinaglia e Caiado confirmaram que há divergências também em relação a
outros pontos do projeto, como o percentual das verbas do petróleo que
será destinada ao fundo social, que é uma espécie de poupança do
governo. “O primeiro passo é pegar cada item polêmico e irmos às ultimas
consequência, para que não haja nenhuma dúvida. É uma atitude de
cautela”, disse o líder do governo.
Chinaglia admitiu que os partidos da base aliada ao governo não
chegaram a um acordo quanto a diversos itens da Lei dos Royalties: “Uma
parte apoiou o governo e outra ficou com o parecer do relator. Portanto,
alguma coisa não está bem. Mesmo partidos extremamente disciplinados se
dividiram”.
FONTE: Agência Câmara de Notícias
