TRAIRI - UMA CIDADE
ACÉFALA QUE VITIMOU A POPULAÇÃO E SOLAPOU A POLÍTICA EDUCACIONAL DESVALORIZANDO
SEUS PROFESSORES EM 2012 - QUE ESTÃO FIRMES - POIS A LUTA CONTINUA ATÉ
CONSTRUIR SEU OBJETIVO QUE É IMPLEMENTAR O PISO PARA GRADUADOS E PÓS-GRADUADOS
– O PLANO DE CARREIRA PERMANECEU INALTERADO E OS DIAS PARADOS FORAM PAGOS!
EVITOU-SE PIORAR COMO QUERIA O PREFEITO CASSADO!
Categoria por unanimidade aprova propostas que
foram enviada imediatamente ao Município de Trairi. 14/12/2012 - A LUTA
COMO NUNCA CONTINUA - UNIDADE E PERSISTÊNCIA (Fotos: Mara Paula/Valdecy Alves
- quem copiar citar a fonte)
Das greves no Ceará em 2012, sem dúvida, a de
Trairi, foi a mais emblemática e problemática. Emblemática porque os
profissionais da educação de Trairi já tinham realizado greve em 2011, tendo
sido a única categoria que conseguiu implementar 1/3 da jornada para
atividade extraclasse, após greve de mais de 50 dias. O Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais de Trairi - SISPUMT - teve como
bandeira perseguida e não conseguida pelos professores do Município de
Fortaleza e do Estado do Ceará, que estão entre as categorias mais aguerridas
do Brasil, que continuam tendo o direito à atividade extraclasse violado pela
prefeita Luizianne Lins e pelo Governador Cid Gomes. De forma que em 2012 o
prefeito de Trairi se preparou para o embate. Já concedera o direito a 1/3 a
fórceps, direito, REPETE-SE, violado pela maioria de prefeitos e governadores
brasileiros, que só respeitam o princípio da legalidade quando é para negar e
cassar direito, o que sabem fazer muito bem com a lei de responsabilidade
fiscal e a lei eleitoral.
Categoria por unanimidade aprova propostas que
foram enviada imediatamente ao Município de Trairi. 14/12/2012 - A LUTA
COMO NUNCA CONTINUA - UNIDADE E PERSISTÊNCIA (Fotos: Mara Paula/Valdecy Alves
- quem copiar citar a fonte)
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Professores de Trairi - Resistência até a Construção da vitória
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A exemplo da prefeita de Fortaleza e do Governador
Cid Gomes, maus exemplos seguidos pela maioria dos prefeitos cearenses, com
certeza tendo o dedo da APRECE pelo meio, a meta dos governantes foi conceder o
piso piorando os planos de carreira. NA VERDADE TENTARAM COM REDUÇÃO DE
DIREITOS NOS PLANOS DE CARREIRA, diminuição do percentual entre níveis da mesma
classe e de percentual entre as classes, FINANCIAR O REAJUSTE INICIAL DO PISO
DAS DEMAIS CARREIRAS. Tal estratégia em Trairi ficou clara. Era a desforra, a
vingança! Até porque a vitória de Trairi quanto a 1/3 para atividade
extraclasse revoltara os demais governantes cearenses, inimigos da
educação.
Professores de Trairi - Resistência até a Construção da vitória
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Quando a categoria deflagrou a greve em Trairi,
o prefeito radicalizou e disse que não cederia. Suas propostas era pagar
o piso do MEC para os 40 professores de nível médio, oferecendo apenas 5% para
os professores graduados e pós-graduados. NÃO SE TRATAVA DE UM REAJUSTE, MAS DA
CONCESSÃO DE UM PERCENTUAL QUE PASSARIA A SER A DIFERENÇA ENTRE AS CLASSES DO
PLANO DE CARREIRA. Na verdade um golpe, uma fraude que para sempre
enfraqueceria a carreira. Era a seguinte a situação vigente até então:
I) O
Plano de carreira do Município previa uma diferença de 22% a mais para nível
graduado sobre o valor pago para o professor nível médio e 15% a mais para
pós-graduado calculado sobre o piso do graduado;
II) A
proposta da prefeitura, após deflagração da greve, pois segundo o prefeito, a
Lei do Piso só previa piso para nível médio, foi reajustar o piso para nível
médio para o valor pago pelo MEC R$ 1.450,00, 5% a mais que o pago ao
nível médio para o graduado e 5% a mais para o pós-graduado, calculado sobre o
piso da classe dos graduados. A RESPOSTA DA CATEGORIA FOI NÃO! UM RETUMBANTE
NÃO! Quando o Município preparava a ação para pedir a ilegalidade da greve, a
categoria ajuizou o dissídio antes, Processo nº 0075304 46 2012 806 0000, tendo
como relator o Desembargador Inácio Cortez de Alencar Neto, em curso no
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Quando o Município ajuizou o dissídio
jurídico de ilegalidade da greve já havia sido marcada a audiência no dissídio ajuizado
pelo Sindicato. Ocasião em que o prefeito propôs 10%, dobrando o reajuste,
porém mais uma vez a categoria disse não! COMO ENTENDER OS NÃOS DA
CATEGORIA???
| Dona Francisca - Presidenta do Sindicato dos Servidores de Trairi coordenando a importante assembleia |
A categoria disse não pelo simples fato do reajuste
ser ao mesmo tempo um reajuste para os graduados (estes maioria dos
professores) e pós-graduados e alteração covarde no plano de carreira. Pois
assim, os graduados perderiam 12% do direito adquirido e os pós-graduados
sofreriam grandes prejuízos. O QUE O MUNICÍPIO ECONOMIZARIA DARIA PARA PAGAR O
PISO AOS PROFESSORES DE NÍVEL MÉDIO, apenas 40 professores num universo de mais
de 700 docentes, ainda sobraria dinheiro. FAZENDO RECEITAS COM REDUÇÃO DE
DIREITOS E UM GOLPE FATAL NO PLANO DE CARREIRA DO MAGISTÉRIO!
| Dr. Valdecy Alves - Análise de conjuntura - ações jurídicas, debate e encaminhamentos |
NA VERDADE A CLASSE DOS GRADUADOS E DOS
PÓS-GRADUADOS é que estariam financiando o pagamento do piso para nível médio
com a perda de direitos. FOSSE O REAJUSTE MANTENDO O PLANO DE CARREIRA,
PARCELANDO O RESTO AO LONGO DO ANO, TERIA NEGOCIAÇÃO. Não se pode aceitar a
implementação de um direito com a perda de outro direito. ALGO PARECIDO
OCORREU COM OS PROFESSORES DO ESTADO DO AMAPÁ, ONDE O GOVERNADOR TENTOU
TRANSFORMAR PISO EM REMUNERAÇÃO, DANDO UM REAJUSTE COM A MÃO E TIRANDO-O COM A
OUTRA MÃO ÀS CUSTAS DE PREJUÍZO À CARREIRA E A DIREITO ADQUIRIDO, NO CASO
A REGÊNCIA DE CLASSE. A exemplo do Amapá, a categoria de Trairi foi sábia,
disse não ao reajuste, que na verdade era um violento ataque ao plano de
carreira, que foi mantido e salvo em sua íntegra, como direito adquirido. A
CARREIRA DEVERIA SER E FOI A PRIORIDADE. Tanto que o Município deve e vai
ter que pagar. Uma da das poucas categorias que manteve o seu PCR intacto foi a
dos professores de Trairi e recebeu todos os dias parados, cujas aulas ainda
por serem repostas.
| Dona Francisca - Presidenta do Sindicato dos Servidores de Trairi coordenando a importante assembleia |
A greve foi problemática, SUSPENSA
ENQUANTO O TRIBUNAL MANTIVESSE NEGOCIAÇÃO COMO INTERMEDIADOR, POR PROPOSTA DO
TRIBUNAL, E FOSSEM PAGOS OS DIAS PARADOS EXIGÊNCIA DA CATEGORIA. Todavia na
audiência de conciliação, a terceira, em setembro de 2012, no dissídio ajuizado
pelo Sindicato, o prefeito de Trairi, a Secretária de Educação e todos os
procuradores do Município estavam presos, acusados de corrupção, veja matéria
em vídeo e mais abaixo:
FONTE: Valdecy Alves