Os réus Ernando Veras Leitão e
Elizabeth Morais Machado, além da defesa da empresa Moto Crateús Ltda, negam as
acusações apontadas. Nas alegações que fizeram nos autos, dizem que foi violado
o amplo direito de defesa, pois nem sequer teriam estado com advogados no
momento em que foram ouvidos pelo Ministério Público Federal.
Ernando, principal acusado, diz ser
inocente. Seus advogados tentaram invalidar o depoimento e, assim,
desqualificar a acusação. O servidor federal e Elizabeth eram casados à época
da denúncia.
Elizabeth é fisioterapeuta e ex-vereadora do município de Crateús. Ela
afirma no processo que, embora fossem casados e,de fato, sócia (5% do capital
social) da Moto Crateús, nunca atuou administrativamente na empresa. “Que nunca
usufruiu de qualquer vantagem patrimonial decorrente dos supostos ilícitos praticados por Ernando”, “que não tinha conhecimento, nem
suspeitou de qualquer envolvimento de Ernando com as fraudes descritas”.
Ela garante que seus bens indisponibilizados
eram fruto de herança familiar. O valor inicialmente apontado pelo MPF como
desvio realizado por Ernando somou R$ 155.140,48. (CR/DT)
