Sindicato dos Professores denuncia proposta de reajuste salarial, oriunda do Executivo municipal que, na prática, não eleva os vencimentos da categoria. De acordo com a matéria, já em tramitação, a concessão de reajuste salarial dos profissionais do magistério passaria ser através de decreto.
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| Carlos Felipe, prefeito de Crateús. Foto postada no perfil pessoal do gestor no Facebook, posando ao lado da estátua de JK, em Brasília, durante viagem oficial. |
Depois de mais de cinco anos de mandato, o prefeito Carlos Felipe não parece ter entendido que, enquanto gestor, não pode simplesmente passar por cima dos direitos dos servidores. Desta feita, a gestão Vida Nova resolveu, como se diz popularmente, mangar da cara dos professores, ao mesmo tempo em que cerceia a atuação da Câmara de Vereadores.
Trata-se do envio à Câmara Municipal de matéria de autoria do Executivo que, em tese, seria de reajuste salarial dos professores, mas que, em realidade, não eleva o salário de um único professor sequer. Isto porque, de acordo com o texto, apenas os professores de Nível Médio, a 1a referência (PEB I) do Plano de Cargos e Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria, teriam reajuste. Ocorre que não há, segundo o Sindicato dos Professores, nenhum docente nesta referência no município. Como se não bastasse, Carlos Felipe também desrespeita o Legislativo, ao propor no projeto que o reajuste salarial anual dos professores possa ocorrer através de decreto.
Confira o projeto:
Se o texto da matéria for aprovado como está, não só os professores da rede pública municipal de Crateús não terão reajuste salarial em 2014, como também, a partir da aprovação do projeto, Carlos Felipe e todos os futuros prefeitos de Crateús poderiam alterar o valor do piso de vencimentos do magistério público municipal por decreto, sem precisar discutir a proposta com os vereadores.
Mais um embate entre professores e Prefeitura à vista.
